Em princípio de carreira, é preciso escrever alguns programas que não têm exactamente a ver connosco. Neste épico da SIC, produzido pela Teresa Guilherme, eu era co-autor da rábula Jóni Bigode, interpretada pelo António Feio. Apesar do programa não ter nada a ver comigo, foi bom trabalhar para o António e para a Teresa, produtora de uma energia contagiante (e autora de um dos maiores raspanetes que eu ouvi na minha vida, quando me atrasei na entrega de um texto). No que toca a trabalhos com o António Feio, a Paraíso Filmes viria, mais tarde, a revelar-se uma colaboração muito mais interessante. Não me esquecerei, no entanto, da sensação épica de visitar as gravações do Ai Os Homens: a quantidade de mulheres jeitosas reunidas debaixo do mesmo tecto era absolutamente estonteante.