Outro dos grandes orgulhos do meu CV. Foi a série mais imaginativa e livre onde participei como autor. Havia meios, havia talento na realização, na produção e no elenco. E ainda hoje nos podemos orgulhar de ter criado o conceito mais extremo que uma série televisiva portuguesa já teve (uma empresa de louça sanitária que também produz filmes, todos copiados de grandes êxitos do cinema). Infelizmente, foi uma daquelas séries que, antes que tivesse sido dada ao público a oportunidade de gostar dela, a direcção da RTP da altura definiu-a como “mais uma coisa para intelectuais daqueles gajos das Produções Fictícias” e foi atirada para horários tão tardios que pensei, em algumas semanas, que passasse a ser exibida no tempo dos mais novos da manhã seguinte.
O meu episódio preferido? Sardinha, uma versão do Tubarão. No You Tube encontram-se alguns episódios, como este, Os Salteadores da Arca Frigorífica: