A rubrica das Manhãs da 3, Há Vida em Markl acaba por ser a fusão entre os últimos tempos d’ O Homem Que Mordeu o Cão (que já eram menos sobre notícias bizarras e mais sobre coisas da vida) e o “cartoon” que eu fazia desde 2003 no suplemento Inimigo Público, segundo sugestão do Nuno Artur Silva. É mais pessoal e menos bombástico que O Homem Que Mordeu o Cão. A melhor imagem é esta: o Cão era um “blockbuster” do Jerry Bruckheimer; o Há Vida em Markl é um filme independente. É qualquer coisa a meio caminho entre o “stand-up” e a crónica, tentando cobrir todos os grandes temas que inquietam a Humanidade, desde o amor a Deus, passando pelos aromas do papel higiénico humedecido. É interessante, no Há Vida em Markl, criar “sketches” para dentro dessas crónicas, pós-produzidos por pelo mestre da sonoplastia César Martins e protagonizados por toda a sorte de “amigos famosos”: a Teresa Tavares, o David Fonseca, os Gato Fedorento, a Sílvia Alberto, a Leonor Seixas, o Aldo Lima, entre outros.