Agora já não é segredo e por isso já posso dissertar qualquer coisa sobre o HORA H sem receio de que o Herman me parta as perninhas (na verdade já sei disto de há umas boas semanas para cá). A verdade é que participar na escrita deste projecto é das coisas mais catitas que me esperam em 2007 (esperam em 2007 é como quem diz, porque vamos começar a trabalhar nisto não tarda muito), a mim e a uma equipa das Produções Fictícias formada, para já, por mim, pelo Francisco Palma, pelo Filipe Homem Fonseca, pelo José de Pina e pela Maria João Cruz. O emocionante disto é que vai ser um regresso aos tempos de HERMAN ENCICLOPÉDIA: 50 minutos semanais de humor puro e aquele misto de gozo e horror que é começar do zero e criar toda uma família de personagens novas para o Herman. Não posso divulgar muito do conceito em que já estamos a trabalhar, mas posso só dizer-vos que é bem consistente e pode vir a ser uma delícia, ainda por cima porque, nos últimos tempos, o Herman tem andado a ver e a adorar séries do calibre de LITTLE BRITAIN e THE OFFICE. Estamos em sintonia de referências

Eu e o Palma começamos agora a usar o que resta do HERMAN SIC (até Dezembro) como tubo de ensaio para o tipo de coisas que iremos escrever para o HORA H: esta semana escrevemos um dos melhores sketches das nossas carreiras - para nós, pelo menos - sobre a suposta morte de Bin Laden. Contém pérolas de poesia pura, tais como:

"Foi em busca do Bin Laden humano, o Bin Laden eterno garoto, que me propus visitar o bairro que, mesmo no auge da fama e da fortuna, ele nunca logrou deixar… até há pouco tempo, quando desapareceu sem deixar rasto – a não ser um rasto de saudade no coração daqueles que o viram crescer."


Se tudo correr bem, 2007 é também o ano em que, por fim, o HÁ VIDA EM MARKL TV verá a luz do dia. Não faltará, portanto, trabalho bem interessante - e um ou outro esgotamentozito, quem sabe!


Lembro-me de ter falado disto aqui quando o filme estreou. O filme é INFILTRADO, o último de Spike Lee (que entretanto já saiu em DVD e é muito recomendável) e este arranque segue à risca uma coisa que me lembro do Quentin Tarantino dizer por alturas da estreia de PULP FICTION: que ter um genérico "cool", capaz de agarrar o espectador é meio caminho andado para o predispor a entregar-se a um filme. Neste caso, tudo funciona, até coisas que já vimos milhões de vezes (como os logotipos da Universal e da Imagine; só nunca os vimos ao som de música de Bollywood). A improvável junção entre uma canção de Bollywood como CHAIYYA CHAIYYA e a sequência inicial do filme - a brilhante narração inicial de Clive Owen, seguida dos planos da carrinha dos assaltantes do banco cruzando as ruas de Nova Iorque - parece que nasceram uma para a outra. À laia de cereja no topo do bolo, até o tipo de letra dos créditos e aquele efeito gráfico inspirado num cofre ajuda a compor o ramalhete e a começar da melhor maneira um dos melhores "filmes de golpe" que Hollywood já produziu e também uma das melhores reflexões sobre a América de hoje, país que Spike Lee consegue meter numa pequena rua de NY (isto sim, é meter o Rossio na Rua da Betesga... e com sucesso!). Subam o som dos vossos computadores, vejam isto, e depois vão comprar o DVD para ver o resto:




O comentário audio do DVD de COISA RUIM está gravado. Às 11 da manhã lá estávamos de olhos postos numa televisão, nos escritórios do Tiago Guedes e do Frederico Serra a rever o filme. Foi um misto de explicações interessantes dos autores (o Tiago, o Frederico e o Rodrigo Guedes de Carvalho) sobre pormenores técnicos, artísticos e narrativos do filme, alguma galhofa controlada e um punhado de informações de extrema utilidade para o dia-a-dia do cidadão (incluindo a minha teoria sobre o poder relaxante de ver canecas a andar à roda dentro de micro-ondas). Acho que se vão divertir e aprender algumas coisas quando ouvirem este comentário no DVD. Uma parte das pessoas que aqui deixaram perguntas sobre o filme vão ter a oportunidade de ouvir não só as perguntas que fizeram mas também os seus nomes (ou, em alguns casos, nicknames internéticos). Só consegui usar as que chegaram até às 10 da manhã... Obrigado por terem enviado perguntas, até porque elas permitiram manter a fluidez da conversa nos momentos em que, de repente, dávamos por nós mais calados a acompanhar a tensão da fita. Foram os Desbloqueadores de Conversa (marca registada) definitivos!

(Recordo entretanto que até dia 22 de Outubro podem mandar mais vandalismos e desconstruções do mupi da Delta para havidaemmarkl@gmail.com... Dêem uma olhadela no que já está feito e votem, visitando a galeria bizarra mas plena de finas obras de arte que está montada em vandalismosdelta.blogspot.com. Nunca é demais recordar que o vandalismo mais popular ganha uma máquina de café daquelas de gente grande, capaz de fazer Capuccinos e tudo.)




E o responsável por uma caldeirada fina deste calibre só podia ser o misturador-mor, Beck, que está prestes a lançar um novo disco chamado THE INFORMATION. Ontem a editora enviou-me o primeiro single, contendo as canções NAUSEA e CELLPHONE IS DEAD. As duas são Beck ao seu melhor nível, acessível e experimental como nos tempos de ODELAY, mas é CELLPHONE IS DEAD a que se tem repetido mais aqui no iTunes. Não sei se fará parte do álbum ou se é só um lado B, mas é um fabuloso cocktail sonoro que pede loop.

Ouçam aqui.




Depois de papar a primeira temporada e de ver alguns dos episódios da segunda cortesia do Bit Torrent, lá encomendei a recém-lançada caixa com a segunda série de THE OFFICE, versão americana. E se (poucas) dúvidas houvesse, todas se dissipam: o THE OFFICE americano ganhou asas e carisma próprio e consagra-se, durante a segunda temporada, não só como um nobre e digno remake da obra-prima britânica de Ricky Gervais, mas também como aquela que me parece ser a melhor sitcom de um grande canal americano (neste caso a NBC) desde o SEINFELD (se contarmos com os canais de cabo como a HBO, THE OFFICE e CURB YOUR ENTHUSIASM empatam, para mim, como as melhores sitcoms do pós-SEINFELD). A perfeição de timings, de angústia, por vezes mesmo de poesia a que chega THE OFFICE é absoluta. Cada episódio vem artilhado de detalhes hilariantes e/ou dolorosos facilmente reconhecíveis por qualquer um de nós, trabalhemos ou não num escritório. Tal como SEINFELD, THE OFFICE é uma série sobre nada - portanto, sobre tudo o que interessa.

O meu conselho é: não liguem às bocas da reacção que afirmam que os americanos estragaram THE OFFICE. Talvez por Ricky Gervais e Stephen Merchant serem os "supervising producers" da série, ela acaba por ser o melhor de dois mundos: está lá o template de realismo e de comédia da banalidade criado por Gervais e Merchant na BBC, misturado com o talento da nova geração da comédia americana de que Steve Carell é um dos principais nomes (aguardo ansiosamente pelo filme LITTLE MISS SUNSHINE onde, dizem, ele tem uma interpretação digna de Oscar) e também a escola de falso documentário inventada nos anos 80 por Rob Reiner, quando fez THIS IS SPINAL TAP, filme que Ricky Gervais sempre referiu como sendo a grande inspiração para o estilo de THE OFFICE. Acima de tudo é muito, muito inteligente (inteligente ao nível de OS SOPRANOS, por exemplo) e já por várias vezes me fez ir às lágrimas. Se é triste pensar que a Fox tirou do ar a excelente ARRESTED DEVELOPMENT, é animador pensar que o êxito do THE OFFICE americano vai fazer com que tenhamos novas aventuras destas personagens durante muitos e bons anos.


Um ouvinte, que escreve sob anonimato com medo de represálias (nome artístico: O Oprimido), diz que ao tentar visitar este singelo, inocente e até mimoso site no seu local de trabalho, deparou com os avassaladores efeitos do sistema de protecção informática da empresa. Este site surge catalogado como PORNOGRAFIA e como tal o acesso está vedado.



É chato para o Oprimido, mas não há dúvida que depois desta sinto-me sexy, cool e até um pouquito perigoso. Um pouquito.




É já amanhã de manhã que entro em estúdio com o Tiago Guedes, o Frederico Serra e o Rodrigo Guedes de Carvalho para gravar o comentário audio do DVD de COISA RUIM, onde vou moderar a conversa e espicaçar os autores em busca de segredos escabrosos das rodagens. Se tiverem alguma questão pertinente que queiram ver respondida (uma vez que me lembro de haver por aqui fãs do filme), deixem-na aqui e eu levo-a amanhã na bagagem...




... eis o novíssimo site do seminal projecto DIZ QUE DISSE, de André Toscano e seu vasto exército de opinion makers! Visualmente riquíssimo, cortesia do grafismo da nossa grandiosa Patrícia Furtado e pleno de surpresas a cada clique e com conteúdo farfalhudo, que inclui uma fantástica galeria de fotos de gado, entre outros mimos. E tudo a preto-e-branco, o que me parece uma refrescante e válida opção nestes tempos de demasiada cor. Visitar o DIZ QUE DISSE é como regressar aos aconchegantes tempos de TV RURAL e ANIMAÇÃO com Vasco Granja, mas desta vez sob o efeito de medicação estranha. Este site vai crescer e tornar-se numa possante Godzilla (a preto-e-branco, como a primeira versão japonesa - a melhor!) da comédia nacional.


Esta obra do Abílio Ribeiro é um verdadeiro épico de demência (terei levado os meus caros ouvintes à loucura, com isto dos mupis?), mas não a posso aceitar como entrada no concurso dos mupis, já que tem pouco material do mupi original. Seja como for, é toda uma outra experiência que tenho de aqui deixar.



Recordo que até 22 de Outubro ainda podem vandalizar o mupi da Delta das formas mais criativas que vos surgirem. A galeria, cada vez maior, está em http://vandalismosdelta.blogspot.com.

Dêem uma vista de olhos pelas imagens, para não repetirem ideias (o que já tem acontecido), a não ser que sintam que, pegando numa ideia já utilizada a podem expandir de formas ainda mais extremas. Gosto muito de muitas montagens que enviaram para o mail havidaemmarkl@gmail.com, mas neste momento há três montagens em particular que acho que roçam o divino. Não vou dizer quais, para não influenciar votações, mas seja como for isto tem sido uma experiência do caraças.

Todos os dias vou buscar vandalismos novos ao e-mail qual criança que vai ao armário buscar doces. Obrigado por isto, pás.




Numa prova-relâmpago ímpar envolvendo rádio e blog, as primeiras SEIS jeitosas SEIS que aqui deixarem o seu email - na zona dos comentários - ganham espampanantes t-shirts dos incomparáveis Gnarls Barkley (tamanho M) com a famosa ilustração da capa do disco deles, ST ELSEWHERE. Quem é amigo, quem é? Na verdade é o Jorge Botas. Ele é que tem ali as t-shirts no armário dele. Avançai, senhoras.




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