... que tenho um forte pressentimento que nisto a Direcção-Geral das Alfândegas não pega. Afinal de contas, quem é que quer livros? Que dinheiro pode ser feito com pedaços de papel cheios de - ugh! - letras? (A propósito, lá passou mais um dia sem que nenhum dos discos chegasse. Eles dantes ainda disfarçavam - por exemplo, se eu mandasse vir dois filmes, um chegava cá a casa e o outro desaparecia misteriosamente. Agora, a malta das Alfândegas parece estar mais ousada e lambona... Apesar dos dois DVDs virem em pacotes diferentes, lá se alambazaram aos dois...) Quero aconselhar-vos entusiasmadamente a compra destes dois volumes que não passam um sem o outro...




 
 Dentro destas capas bizarras escondem-se dois tratados biográficos hilariantes sobre a "geekness". Quem os escreveu foi Paul Feig, argumentista e realizador de algumas das melhores séries cómicas da actualidade, tendo criado o lendário Freaks and Geeks e dirigido episódios de séries como Arrested Development e The Office (a versão americana). O primeiro volume é Kick Me, relato sofrido mas muito cómico sobre a infância de Feig no fim dos anos 60, princípio dos anos 70 e o segundo, Superstud, or How I Became a 24-Year Old Virgin, sobe a fasquia do embaraço narrando os anos adolescentes e a conturbada busca pelo amor carnal durante os anos 70 e 80. Já tinha lido Kick Me há uns anos (foi uma clara influência para eu me decidir abrir-me com o mundo e narrar as minhas próprias agruras da vida no Há Vida em Markl) e estou agora a ler Superstud. Paul Feig é um mestre da autoflagelação - e sim, a coisa chega ao ponto de ser ele mesmo, em embaraçosas fotografias da sua infância e juventude, quem adorna as capas dos seus dois livros. Se Freaks and Geeks vos arrebatou (e a mim podem crer que arrebatou), Kick Me e Superstud são duas belas maneiras de prolongar o espírito da coisa. Inclui tentativas de engate falhadas durante a hora das baladas num concerto dos REO Speedwagon...


 

Cá está a Direcção-Geral das Alfândegas toda contentinha a vender o saque. Obrigado ao 5uck, que enviou este link: http://www.dgaiec.min-financas.pt/sitedgaiecinternet/index.html Para quem vai o dinheiro das nossas compras, eis uma questão pertinente...


NOTA: O videoclip que ontem deixei aqui, neste post, já foi retirado. São as regras dos direitos de autor do You Tube a trazerem dor, tristeza e frustração. É natural que o video seja posto, mais tarde ou mais cedo, no site oficial dos Killers. E é possível até que haja alguém a voltar a pô-lo no You Tube, onde ficará mais umas horas. Vão fazendo busca a "Killers" e "Bones"... Boa sorte!

O videoclip que Tim Burton realizou para os Killers já está anda à solta pela net e, apesar da presença de esqueletos, o ambiente está muito mais próximo da memória da série B (da stopmotion de Ray Harryhausen à exploitation de Ed Wood, com uma citação a From Here to Eternity lá pelo meio - pois claro, o beijo nas ondas) do que dos ambientes góticos de Nightmare Before Christmas ou Corpse Bride. É um belo video, louco, perturbante e, à sua maneira, romântico. Ainda por cima tem essa riqueza que é a Devon Aoki, a Miho de Sin City - aqui muito mais meiga, sem a espada, embora sempre com os ossos à mostra. A canção já pedia, à partida, a visão de Burton. Não só por falar de ossos, mas porque, curiosamente, os coros e os instrumentos de sopro têm o seu quê de Danny Elfman e Oingo Boingo...

Era aqui que estava o video... Estava.


Pedi há umas semanas um par de singelos DVDs para a minha loja do costume, a Loaded 247, o Nacho Libre e o Prairie Home Companion. Sendo a Loaded uma loja inglesa, as encomendas chegam infalivelmente, 90% das vezes, 48 horas depois do pedido. Temo que aquilo que há que tempos que não acontecia... tenha voltado a acontecer. Alguém, ou nas alfândegas, ou nos CTT, me apreendeu os disquinhos. Já cá deviam estar há vários dias. Julgava que isto já tinha acabado, depois de todas as queixas que eles recebem, mas a coisa continua e impune, como me confirmam mais algumas pessoas com quem tenho falado e que ficam sem os bens pelos quais pagaram...

É um bocado inútil, quando isto acontece, apresentarem queixa quer à Direcção Geral das Alfândegas, quer aos CTT. Vão fazer o que fizeram comigo há uns meses: as Alfândegas dizendo que a culpa é dos CTT; os CTT que a culpa é das Alfândegas. Vão também, tanto uma instituição como a outra, duvidar da palavra da empresa que vos diz ter enviado as coisas (mesmo que sejam empresas de credibilidade à prova de bala, como a Amazon). Por fim, vocês são capazes de descobrir, por portas e travessas, que a vossa encomenda está pronta para ser leiloada num dos leilões das Alfândegas. Isto já aconteceu ao meu colega Jorge Botas. Quando ele perguntou a um senhor da Direcção Geral das Alfândegas porque é que não o avisaram de que as encomendas tinham chegado antes de as enviarem para leilão, a resposta foi "nós não temos de o avisar. O senhor é que tem de nos telefonar a saber se as coisas chegaram". Percebem a lógica maravilhosa disto? "Como ninguém disse nada, ficamos com isto". O velho "quem cala consente". Ninguém disse nada, porque nem um miserável postal eles enviaram a dizer que tinham apreendido o nosso disquito e que tínhamos de pagar mais um extra para o levantar. É assim que eles fazem os leilões... E é assim que o consumidor fica sem as coisas pelas quais pagou.

Quando escrevi há uns tempos ao provedor dos CTT sobre esta questão, os CTT envolveram as Alfândegas na nossa troca de e-mails. Foi, deixem-me que vos diga, uma completa palhaçada. Ninguém resolveu o meu problema e as Alfândegas chegaram mesmo a ofender-se com a minha acusação de que esta prática era um roubo puro e simples caucionado pelo Governo. "Não consentimos que questione o profissionalismo dos nossos funcionários", diziam-me eles, não percebendo ou não querendo perceber o que eu estava a dizer. Respondi que a minha acusação era mais séria do que isso - questiono todo o funcionamento de um sistema. E agora vou falar por tópicos.

- Porque é que tenho de pagar taxas por uns DVDs e não por outros, quando têm precisamente o mesmo volume e vêm da mesma proveniência europeia? Que lotaria aleatória é esta?

- Porque é que a Direcção Geral das Alfândegas não me avisa que tem DVDs meus retidos? Eu não me importo de pagar o tal extra - quer dizer, importo-me (sobretudo vindo eles da Comunidade Europeia), mas acima de tudo não quero ficar sem os bens que encomendei e pelos quais paguei. Como esperam que eu adivinhe que eles lá estão? Ou deverei telefonar todos os dias, numa de "já chegou?" - "ainda não"; "e agora, já chegou?" - "ainda não"; "então e agora, já chegou?" - "ainda não".

- Se eu paguei bens que são apreendidos sem que me seja dada uma explicação, e se esses bens, meses depois, são vendidos num leilão... Eu peço desculpa, mas não é a este tipo de coisas que costuma chamar-se roubo? Puro, simples, inadulterado - ROUBO. Pegaram em bens meus e foram vendê-los. Não me parece um comportamento muito diferente do que se eu fosse na rua com DVDs na mão, passasse um tipo que me arrancasse os ditos DVDs e fugisse a correr e fosse depois vendê-los para a Feira da Ladra. É exactamente a mesma coisa.

Não sei se está desse lado alguém que trabalhe ou nos CTT ou na Direcção Geral das Alfândegas que seja capaz de me explicar o profundo asco de todo este processo de forma a que ele soe aceitável e até bonito. Sei que ainda hoje recordo uma frase lapidar de uma funcionária dos CTT a quem perguntei, "por acaso não tem aí perdidas na estação umas encomendas para mim, não?". Perguntou ela: "Há quanto tempo é que foram enviadas?". Respondi: "Há um mês". Diz ela, pacata e resignadamente, no tom de que tudo está bem: "Ah, então se não chegaram até agora é porque já não chegam." Tal e qual. Com esta normalidade absoluta e arrepiante.


 

À partida, um DVD chamado Medo de Morte, com Paul Walker como protagonista e uma capa cheia de estilhaços provocados por balas não parece um programa particularmente apelativo. Walker, o rapaz de Velocidade Furiosa (mas também de um óptimo filme de terror de John Dahl chamado Joy Ride, convém não esquecer) ainda tem muito caminho a palmilhar até provar ao mundo que é a "next big thing" no que toca a heróis de acção de Hollywood e o DVD é claramente embrulhado como uma fita policial xunga que nem para um domingo à tarde servirá para grande coisa.


  Acontece que Medo de Morte, que esteve meia dúzia de dias em exibição nos cinemas e desapareceu sem deixar rasto, é um dos mais originais filmes de acção dos últimos anos, uma experiência alucinante que em duas horas consegue misturar, numa espécie de Cocktail Molotov cinematográfico, tudo de bom que Walter Hill, Sam Peckinpah, Brian DePalma e os Irmãos Grimm fizeram. Sim, os Irmãos Grimm. E Lewis Carroll. E Carlo Collodi. Com uma ideia muito simples - uma arma comprometedora no centro de uma guerra entre gangsters e polícias corruptos, que passa de mão em mão e que o protagonista tem de apanhar, custe o que custar, para salvar a sua própria vida - o realizador e argumentista Wayne Kramer (que fez há dois anos um filme muito simpático chamado Má Sorte - The Cooler, no original) - com William H. Macy e Maria Bello) constrói o pesadelo urbano nocturno mais surreal desde o clássico Nova Iorque Fora-de-Horas, de Martin Scorsese. Sem parar um segundo, Kramer usa todas as técnicas de filmagem e mais algumas, sem nunca cair no gratuito, para o ajudar a contar a sua história. A fita pega fogo - e, a dada altura, no sentido literal, com a película a arder e a derreter-se, perante o espectador, numa cena fulcral! - e não faz concessões, assumindo-se como a trip mais brutal, hiperviolenta, politicamente incorrecta e surrealmente perversa que o "mainstream" pariu nos últimos anos. Para que tenham uma ideia, o único momento em que o ambiente alivia e fica luminoso e colorido... é quando a acção entra na casa de dois dos mais inquietantes pedófilos da História do Cinema. Running Scared - assim se chama o filme, no original - é dos tais que não é, definitivamente, para todos os gostos (como se vê pelas críticas no Rotten Tomatoes), por isso o meu conselho é que o apanhem no videoclube e experimentem vê-lo de uma ponta à outra; os saudosos pelas explosões de acção de Walter Hill, avancem destemidamente.

 
Há aqui bons actores - Chazz Palmintieri, a bela Vera Farmiga (que aparece agora em The Departed, de Martin Scorsese) - há uma história alucinante, mas bem contada e há a tal ligação constante aos clássicos contos de fadas dos Grimm, que é tornada explícita no genérico final do filme, em animação, uma espécie de livro infantil ilustrado para adultos que é a última surpresa do filme de Wayne Kramer. Façam o test-drive à coisa no site oficial, vejam o trailer para ver se a estética vos agrada e, de caminho, leiam a mensagem de Quentin Tarantino sobre o filme, que termina com a sugestiva frase "this is film making from the pelvis"...


Em que outro lugar da net encontram este tipo de entretenimento? Este videocast é a propósito da reportagem que saiu sobre mim na Nova Gente, uma prova em como o que aparece nas revistas como sendo dito pelas pessoas é, no fim de contas, uma remix. De dança.



Já agora, para esclarecer o que se passou em tempos entre mim e a Raquel Bulha: quando estávamos na Comercial (ainda com a primeira formação - eu, o Pedro Ribeiro, o José Carlos Malato e a Ana Lamy), tínhamos por hábito, quando chegava o Natal, dar as Boas Festas em directo para as outras rádios. Uma vez ligámos para a Antena 3 e a Raquel Bulha era uma das pessoas em antena. Eu, com a minha habitual sensibilidade de elefante, em plena época de paz e amor, decidi, em directo, comparar o efeito de eco das emissões deles (que era uma opção estética) com o tipo de eco que se consegue numa casa-de-banho. Qualquer coisa leve e simpática do calibre de "onde é que vocês fazem a vossa emissão? Na casa-de-banho? Ah ah ah ah!". Eu às vezes, mesmo sem intenção, sou uma besta. A Raquel ficou danada, imaginando-me como uma besta arrogante; eu fiquei danado com ela, imaginando-a como uma primadona. Agora fazemos emissão juntos e eu acho-a...

... não, não vou dizer um doce de pessoa.

A Raquel é grande!


Este texto é uma cópia do que publiquei em finalistasdelta.blogspot.com:> Parabéns ao Fernando Lucas, vencedor da famigerada máquina de café!


É, de facto, um belo trabalho. Fico à espera que o autor me envie os seus dados (para havidaemmarkl@gmail.com) para que a máquina lhe seja enviada e quero deixar aqui uma algo azeda nota a propósito deste comentário, deixado aqui pelo Mário Ramalho: "Isto é uma palhaçada. O que teve mais votos (Leixões) não é o que vai ganhar simplesmente porque o Markl decidiu "queimar" esse cartaz. Aliás, o que vai ganhar, nada tem a haver com o anuncio inicial e é votado porque é ligado a política. Palhaçada! O Markl desceu muito na minha consideração." Antes de mais, acho interessante descer na consideração de alguém por causa de um concurso que nem era suposto existir enquanto tal. Se bem se lembram, o desafio inicial era vandalizar o mupi, só pelo gozo da coisa. Eu e a Delta achámos, perante o investimento criativo e técnico que vinha desse lado, transformar uma brincadeira, num concurso - com uma máquina de café gentilmente cedida pela Delta. Reparem na ironia: um gesto de boa vontade (até mais da Delta do que meu, já que a máquina são eles que oferecem) termina com uma mensagem que fala em "palhaçada" e "descida na consideração". Está giro. Pois eu acho que, de vez em quando, não faz mal nenhum descer na consideração de alguns. Provavelmente, caro Mário, não era suposto, à partida, termos consideração um pelo outro e isto acabou por ser bom, porque nos clarificou essa situação. Vamos a alguns factos: - Sempre disse que o mupi do Leixões era um dos meus favoritos e mantenho-o. Por isso o escolhi para os finalistas. - Ao contrário do que se passou nos outros mupis, a votação no mupi do Leixões foi - e peço emprestada a palavra ao Mário - uma palhaçada. Obrigado pela palavra, Mário, pode ficar com ela outra vez. Frisando uma vez mais que não estou a suspeitar dos autores do mupi, a verdade é que era por mais evidente que havia pessoas a criarem mãos cheias de nicknames (e mal disfarçados, ainda por cima - lembro-me de um nickname que consistia num insulto a outro utilizador) só para votarem repetidamente naquele mupi. - Perante as evidentes falsificações nos votos e a injustiça de todo o sistema (injustiça sobre a qual toda a gente concordava, excepto, creio eu, alguns apoiantes do mupi do Leixões), optei por aquela que me parece a solução mais justa: com base num equilíbrio de critérios entre o meu gosto pessoal e o gosto dos frequentadores deste blog, escolhi dez mupis (lamento que o Brokeback tenha ficado de fora, mas garanto-vos que estaria logo em 11º!). - O mupi do Leixões foi um destes 10 seleccionados para a final. É a isto que o Mário chama "queimar"? A mim parece-me que alguns dos votantes no referido mupi é que o queimaram com a maneira como se comportaram na votação. Mantenho que ele sempre foi um dos meus favoritos e, como tal, e perante a impossibilidade de acreditar na legitimidade da vitória na "primeira volta", dei-lhe uma nova chance para triunfar. Não sei o que se passou, não sei se houve um amuo colectivo dos votantes, mas quando tinham uma nova hipótese de fazer com que o seu cartaz preferido ganhasse de forma limpa, não apareceram. Lamento. - O cartaz que ganhou tem a ver com a imagem inicial. Houve muitos mupis que se distanciaram demais do original, mas o Fernando Lucas usou a minha fotografia do mupi original e reinventou-o com criatividade. Dizer que este mupi ganhou por ter a ver com política é um disparate: aquilo é uma paródia, não tem mensagem política, baseia-se em imagens que já pertencem mais à cultura pop do que à política! Tal como o cartaz leixonense, o "mupi" do Fernando era um dos meus favoritos - juntamente com o magnífico cartaz com estética Yellow Submarine. Agora posso dizê-lo, pessoalmente, achei este incrível e dou os parabéns ao Ricardo Macieira:


A fúria do Mário Ramalho e de outros fãs do cartaz do Leixões, depois de tudo o que aconteceu naquela votação e da discussão que se seguiu é a razão por que nunca mais voltarei a fazer uma coisa destas. Desde a primeira hora que este foi um concurso improvisado, baseado na minha boa vontade e na da Delta, a quem agradeço ter disponibilizado esta máquina de café como prémio para este concurso. Não temos representantes do Governo Civil, não registámos este concurso em nenhum lado - caramba, na volta até estou a cometer uma ilegalidade e ainda vou ter de pagar uma multa. Mas se a paga por ter improvisado uma operação destas, é ter de ler amuos mal agradecidos e imaturos, meus amigos, obrigadinho e boa noite. Fora esta parte azeda, deixem-me que vos diga que houve o lado bom, pois claro que houve: a torrente de criatividade e de empenho desse lado (e que começou quando ainda nem sequer havia um prémio em jogo) foi arrebatadora, e leva-me a crer, uma vez mais, que o meu trabalho é acompanhado por gente criativa e pessoas que merecem tudo (e isto inclui-vos, autores do mupi do Leixões, ouviram?). Obrigado por esta incrível explosão de criatividade, arte e demência pura. Temos de fazer isto mais vezes! Oops - o que estou eu a dizer? Não, mais vezes, não!...


A dada altura quisemos mostrar o lado íntimo de Orlando Panhões e o resultado foi esta espécie de videoclip ao som de All By Myself, o clássico perene de Eric Carmen. Houve aqui uma ânsia obsessiva pelo detalhe no misto de tristeza, solidão e, simultaneamente, optimismo que caracteriza a vida no barraco do destruidor de serviço do Ódio Visceral. O meu pormenor trágico preferido está no facto de Panhões ter uma mente tão perturbada que nem sequer consulta pornografia - para ele, são suficientes, como objecto de luxúria, mas também como estranha forma de amor, os normalíssimos anúncios a relógios e roupas protagonizados por actrizes e modelos vestidas. Orgulhamo-nos da complexidade psicológica que imprimimos aqui à personagem. E é impossível não sentir um aperto no coração ao ver Panhões pentear a mulher da sua vida com uma escova.




Na emissão de Natal de Ódio Visceral, Panhões voltava a demonstrar os seus discretos superpoderes, conseguindo fazer coisas surpreendentes com uma bala - e sem necessitar de uma arma para a disparar! Notem como, de semana para semana, os intervenientes neste programa vão arriscando números físicos de perigosidade crescente. Todos menos eu, que sei que, com a minha inépcia física, se fizesse o que eles fazem, já não estaria entre vós.




Continuando este ciclo retrospectivo do nosso experimental trabalho na SIC Comédia a que chamámos Ódio Visceral, eis o ambicioso episódio em que Miguel Barros é decepado com um martelo-cutelo de bifes. Este foi dos episódios a requerer mais montagem, para além de efeitos de corte de mãos e pés dos mais reais que já se viram numa produção portuguesa. Atenção também à perturbante sequência em que Miguel engole o telemóvel que Orlando Panhões atira, de forma certeira, na direcção da boca dele. Nunca se fez nem nunca se voltará a fazer televisão assim. E, para muita gente, isso é um alívio.






Conversetas
Clique aqui para entrar onde pessoas giríssimas se juntam em amena tertúlia.
Arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


2004:

 J F M A M J J A S O N D


2003:

 J F M A M J J A S O N D


2002:

 J F M A M J J A S O N D


2001:

 J F M A M J J A S O N D


2000:

 J F M A M J J A S O N D


1999:

 J F M A M J J A S O N D


1998:

 J F M A M J J A S O N D


1997:

 J F M A M J J A S O N D


1996:

 J F M A M J J A S O N D


1995:

 J F M A M J J A S O N D


1994:

 J F M A M J J A S O N D


1993:

 J F M A M J J A S O N D


1992:

 J F M A M J J A S O N D


Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

Tudo na Rádio Comercial
Pesquisar
 
Texto e cartoons © 2008 Nuno Markl
Design Patrícia Furtado