É, de facto, um belo trabalho. Fico à espera que o autor me envie os seus dados (para havidaemmarkl@gmail.com) para que a máquina lhe seja enviada e quero deixar aqui uma algo azeda nota a propósito deste comentário, deixado aqui pelo Mário Ramalho:
"Isto é uma palhaçada. O que teve mais votos (Leixões) não é o que vai ganhar simplesmente porque o Markl decidiu "queimar" esse cartaz. Aliás, o que vai ganhar, nada tem a haver com o anuncio inicial e é votado porque é ligado a política. Palhaçada! O Markl desceu muito na minha consideração." Antes de mais, acho interessante descer na consideração de alguém por causa de um concurso que nem era suposto existir enquanto tal. Se bem se lembram, o desafio inicial era vandalizar o mupi, só pelo gozo da coisa. Eu e a Delta achámos, perante o investimento criativo e técnico que vinha desse lado, transformar uma brincadeira, num concurso - com uma máquina de café gentilmente cedida pela Delta. Reparem na ironia: um gesto de boa vontade (até mais da Delta do que meu, já que a máquina são eles que oferecem) termina com uma mensagem que fala em "palhaçada" e "descida na consideração". Está giro. Pois eu acho que, de vez em quando, não faz mal nenhum descer na consideração de alguns. Provavelmente, caro Mário, não era suposto, à partida, termos consideração um pelo outro e isto acabou por ser bom, porque nos clarificou essa situação. Vamos a alguns factos: - Sempre disse que o mupi do Leixões era um dos meus favoritos e mantenho-o. Por isso o escolhi para os finalistas. - Ao contrário do que se passou nos outros mupis, a votação no mupi do Leixões foi - e peço emprestada a palavra ao Mário -
uma palhaçada. Obrigado pela palavra, Mário, pode ficar com ela outra vez. Frisando uma vez mais que não estou a suspeitar dos autores do mupi, a verdade é que era por mais evidente que havia pessoas a criarem mãos cheias de nicknames (e mal disfarçados, ainda por cima - lembro-me de um nickname que consistia num insulto a outro utilizador) só para votarem repetidamente naquele mupi. - Perante as evidentes falsificações nos votos e a injustiça de todo o sistema (injustiça sobre a qual toda a gente concordava, excepto, creio eu, alguns apoiantes do mupi do Leixões), optei por aquela que me parece a solução mais justa: com base num equilíbrio de critérios entre o meu gosto pessoal e o gosto dos frequentadores deste blog, escolhi dez mupis (lamento que o Brokeback tenha ficado de fora, mas garanto-vos que estaria logo em 11º!). -
O mupi do Leixões foi um destes 10 seleccionados para a final. É a isto que o Mário chama "queimar"? A mim parece-me que alguns dos votantes no referido mupi é que o queimaram com a maneira como se comportaram na votação. Mantenho que ele sempre foi um dos meus favoritos e, como tal, e perante a impossibilidade de acreditar na legitimidade da vitória na "primeira volta", dei-lhe uma nova chance para triunfar. Não sei o que se passou, não sei se houve um amuo colectivo dos votantes, mas quando tinham uma nova hipótese de fazer com que o seu cartaz preferido ganhasse de forma limpa, não apareceram. Lamento. - O cartaz que ganhou
tem a ver com a imagem inicial. Houve muitos mupis que se distanciaram demais do original, mas o Fernando Lucas usou a minha fotografia do mupi original e reinventou-o com criatividade. Dizer que este mupi ganhou por ter a ver com política é um disparate: aquilo é uma paródia, não tem mensagem política, baseia-se em imagens que já pertencem mais à cultura pop do que à política! Tal como o cartaz leixonense, o "mupi" do Fernando era um dos meus favoritos - juntamente com o magnífico cartaz com estética Yellow Submarine. Agora posso dizê-lo, pessoalmente, achei este incrível e dou os parabéns ao Ricardo Macieira:

A fúria do Mário Ramalho e de outros fãs do cartaz do Leixões, depois de tudo o que aconteceu naquela votação e da discussão que se seguiu é a razão por que nunca mais voltarei a fazer uma coisa destas. Desde a primeira hora que este foi um concurso improvisado, baseado na minha boa vontade e na da Delta, a quem agradeço ter disponibilizado esta máquina de café como prémio para este concurso. Não temos representantes do Governo Civil, não registámos este concurso em nenhum lado - caramba, na volta até estou a cometer uma ilegalidade e ainda vou ter de pagar uma multa. Mas se a paga por ter improvisado uma operação destas, é ter de ler amuos mal agradecidos e imaturos, meus amigos, obrigadinho e boa noite. Fora esta parte azeda, deixem-me que vos diga que houve o lado bom, pois claro que houve: a torrente de criatividade e de empenho desse lado (e que começou quando ainda nem sequer havia um prémio em jogo) foi arrebatadora, e leva-me a crer, uma vez mais, que o meu trabalho é acompanhado por gente criativa e pessoas que merecem tudo (e isto inclui-vos, autores do mupi do Leixões, ouviram?). Obrigado por esta incrível explosão de criatividade, arte e demência pura. Temos de fazer isto mais vezes! Oops - o que estou eu a dizer? Não, mais vezes, não!...