E assim chegou ao fim um dos dias mais "c'um caraças" dos últimos tempos. Há vida em Markl? Neste momento, nem por isso. De manhã, rádio; à tarde, a operação Metro; à noite, a segunda das duas aulas que dei na escola Akademia, na Graça, sobre escrita de humor para televisão e rádio. O momento zen do dia consistiu em olhar pela janela da sala da Akademia e ver, praticamente, Lisboa inteira ao pôr-do-sol.

Lisboa é, de facto, uma bela cidade. Sobretudo quando vista de cima. Já lá dentro é lugar para levar o mais pacato a um ataque de nervos. Mas vista de cima, é uma riqueza, sim senhores.
Aproveito o tom contemplativo e lamechas para prestar homenagem às pessoas que fizeram parte deste dia alucinante: nomeadamente toda a equipa do jornal
Metro, gente tão disponível e tão extraordinariamente boa onda que parece viver num planeta diferente (fiquei com vontade de lá voltar); e toda a equipa do PFTV, Ana Ribeiro, Joana Marques, Frederico Bivar e Jorge Vaz Nande. Os quatro conseguiram a proeza de criar o mais próximo que se pode fazer na net de uma emissão de televisão - incluindo filmagem e montagem das rábulas em cima do acontecimento, naquilo que consistiu um belo exemplo do tipo de experiências de veloz interacção com o público envolvendo reportagem, rábulas, passatempos, blogues, que é possível a PFTV desenvolver. Ainda há algum interessante material filmado no
Metro que pretendemos mostrar em breve - nomeadamente as sequências envolvendo o famoso arroz de pato.
Presto ainda a minha homenagem aos lendários Peste & Sida, nas pessoas dos seus carismáticos João San Payo e João Pedro Almendra, pelo inspirador e algo nostálgico espírito de diversão com que abriram o meu dia, convidados que foram das
Manhãs da 3 de hoje. Foi catita e revigorante conversar com eles no ar e fora do ar. Sobretudo porque eles fazem parte da minha vida - eu expliquei-lhes que começar a ouvi-los, estava eu no secundário, fez de mim um tipo ligeiramente mais
cool. Ouçam o que eles andam a fazer
aqui.