Cliquem ali ao lado em CONVERSETAS para accionar esta atractiva janela, onde vos aguarda uma não menos atractiva sala de chat. Assim que entrarem, o sistema vai atribuir-vos nomes francamente parvos - coisas abjectas como CuddleBunch e afins. Cliquem nesse nome totó que vos é atribuído à chegada e abrir-se-á uma janela. Aí podem alterar o nome.

Divirtam-se. Eu irei passando por lá. E lembrem-se que Nuno Markl só há um - aquele em cujo nome vocês clicarem e que nessa altura surgir, no "bilhete de identidade" que se abre, como "owner" do chat. Não confiem nas imitações...


... mas tende um pouco mais de paciência, que isto do chat e do webisódio está por horas. Por horas! Parai de fazer refreshes à página por momentos, dai descanso à vossa tecla F5, fazei o amor (ou, os que não tiverem companhia para tal, procurem um bom site pornográfico!) e daqui a umas horas voltem cá a ver em que param as modas. Sei que tanto a equipa do chat como a equipa do webisódio estão a trabalhar para que ambas essas coisas se tornem realidade hoje. Respirai fundo. Vai valer a pena a espera. Digo eu.


Uma saudação especial para o Filipe Homem Fonseca, o Mário Botequilha e o Nuno Duarte,  que hoje vêem o seu Bocage (eles foram os argumentistas; o realizador foi o Fernando Vendrell) editado numa suculenta caixa de DVDs que em nada fica atrás de catitas edições estrangeiras. A série merece todas as honras e homenagens e tem o Miguel Guilherme (agora em ensaios para o nosso tributo aos Monty Python) em mais um daqueles papéis que fazem com que ele seja, mais do que um grande actor, um verdadeiro tesouro nacional. Bocage chegou até a competir no reputado Festival de Monte Carlo com séries como Donas de Casa Desesperadas. Não conseguiu ganhar e não creio que o Filipe tenha chegado a conhecer Eva Longoria, mas só o facto da série lá ter chegado é um orgulho, pois claro.


Eis a caixa:



Sempre de olho no que de mais avançado e artificial se produz em termos de coisas que podemos ingerir, foi com os olhos a brilhar que descobri, na prateleira do meu supermercado predilecto, enigmáticas garrafinhas de plástico mole com o apetecível nome Twist and Drink.


Ah, potencial Santo Graal do refrigerante artificial! Que prodígio de cores, logotipo, design! Quase como se um coro de anjos coloridos gritasse, alto e bom som, "BEBE ISTO! BEBE ISTO! NÃO INTERESSA QUE FIQUES RADIOACTIVO OU QUE TE CRESÇA UM BRACINHO NAS COSTAS! BEBE, CARAÇAS, BEBE!". Como não podia deixar de ser, trouxe a fabulosa garrafa, dado que dou bastante crédito a coros de anjos coloridos. Fi-lo, não sem antes ficar intrigado com duas coisas: uma, o nome do produto - Twist and Drink, Torça e Beba. Mas torço o quê, senhores? Aliado a este convite ao torcer, a enigmática mensagem, estampada no rótulo:



Lá está, ali de lado: "Enjoy your toy." Aprecie o seu brinquedo, dizem eles. Torcer? Brinquedo? Eh lá, que tudo indica que vamos ter festa. Uma rápida exploração à garrafa conseguiu fazer-me descobrir onde estava a parte do twist: na tampa.



A garrafa tem no topo uma carrapeta que faz parte da própria garrafa - não é uma carica, uma rolha, uma tampa, nada disso - carrapeta essa que, de facto, temos de torcer para que nos seja facultado o acesso a todo um mundo de saborosa diversão. A  carrapeta fica-nos na mão e a garrafa fica com este aspecto quando vista de cima e colocada entre as pernas.



Já eu fico com este aspecto, depois de me aperceber que a garrafa é capaz de estar fria demais para colocar entre as pernas.



Desesperado por encontrar um sentido para a utilização da palavra "brinquedo" associada a uma garrafa mole de plástico com um refrigerante dentro, fiz algumas experiências - umas mais embaraçosas do que outras - no sentido de brincar com o produto. De, no fundo, apreciar o meu brinquedo. Enjoy my toy, caraças. Aqui podem ver-me tentando reproduzir uma das lutas com espada-laser do Star Wars.



Pois. O produto é claramente insatisfatório enquanto brinquedo, já que alguns segundos depois, eu estava dominado por uma tenebrosa sensação de vazio e falta de sentido. Restava-me provar o néctar contido na intrigante garrafa.



Sabor intenso a maçã. Não exactamente o sabor a maçã que encontramos numa maçã, mas talvez o sabor a maçã que encontramos num rebuçado de maçã. Ou o sabor a maçã que encontramos... Ou que supomos que iríamos encontrar... num... Oh, meu Deus, será possível?



SIM, O SABOR QUE SUPOMOS QUE IRÍAMOS ENCONTRAR NUM SHAMPOO, EXACTAMENTE! Quem, a meio de um duche, nunca se sentiu tentado a provar um pouco de um destes novos shampoos com frutas? Nunca cheguei a consumar essa tentação (provar shampoo no duche é demasiado doentio até mesmo para os meus padrões), mas acredito piamente que é a Twist and Drink que um bom shampoo de frutas deve saber. Nunca saberemos, pelo que para já temos de nos contentar em beber este novel produto enquanto olhamos para a embalagem do nosso shampoo de frutas predilecto e imaginamos que estamos a beber o seu conteúdo.

Não tente, no entanto, lavar a cabeça com Twist and Drink, na esperança de conseguir o melhor de dois mundos numa prática garrafa de plástico mole que pode levar para o banho.

Isso já é estúpido.


O webisódio 3 está a ser ultimado, faltando encaixar-lhe os genéricos (tem mais uma belíssima canção no fecho, desta vez dos Faith no More - quem é que vos dá umas ricas bandas sonoras, quem é?). Depois de todos os contratempos, o terceiro webisódio (primeira de duas partes - a história é concluída no webisódio 4) está quase feito e parece-me que vai ficar bem giraço. Tenham um pêlo púbico a mais de paciência. Já faltou mais.

Entretanto, e para quem se sente orfão de convívio com outros frequentadores deste antro desde a morte do sistema de chat Yakalike, que servia este site, é com incontido prazer que vos anuncio que estive esta tarde a fazer uns testes com a Maria João Nogueira, essa dedicada e incansável alma dos Blogs do Sapo, e que a equipa de que ela faz orgulhosamente parte irá amanhã encaixar aqui no estaminé um sistema novo de converseta que nos parece extremamente catita (obrigado à Ju por me ter chamado a atenção para ele, num comentário que aqui deixou há uns dias) e que, não requerendo ao utilizador passar pela seca dos registos, faz com que cada pessoa fique com um ID próprio e completamente anti-clonagem. Cá estávamos nós há bocado, a testar a existência de dois "Nuno Markl" no chat - sendo que "online owner" só há um.



A minha frase "que maçada, este era tão bonito" referia-se a um momento em que temi que fosse facilitada a clonagem de nicknames. Aparentemente não é. Cool.

Se tudo correr bem, amanhã estará a funcionar e, sempre que eu tiver um tempinho, lá irei interagir convosco em tempo real... e com um interface infinitamente mais eficaz e prático que o do Yakalike.


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Finalmente, um dia decente para experimentar a mobí­lia de jardim do Ikea, cacete.




A peça Os Melhores Sketches dos Monty Python já tem uma página de informações no site da UAU. Os interessados poderão ficar a saber que a estreia é no dia 18 de Setembro no Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa e que o espectáculo poderá, nessa altura, ser visto de 3ª a Sábado às 22h e aos Domingos às 17h. O preço dos bilhetes anda entre os 18 e os 20 euros. Ficam também a saber que o espectáculo não contém alces.



Amanhã às 10 da manhã regressamos a uma das casas-de-banho da RTP para refilmar a já lendária sequência da casa-de-banho do muito aguardado webisódio 3 do Há Vida em Markl. Se tudo correr bem, amanhã à noite já estará pronto e em exibição por estas bandas e no PFTV. Recordo que o webisódio 3 começa uma história que será terminada no webisódio 4, naquele que é o nosso primeiro two-parter. Enquanto o webisódio 3 não chega... Olhem, podem sempre rever o 1 e o 2... aqui.




Pronto: não é John McTiernan (afinal de contas, McTiernan só há um), mas, que diabo, achei Die Hard 4.0 um blockbuster bastante decente, o que talvez tenha a ver com as baixas expectativas com que eu ia. O realizador Len Wiseman é, no fim de contas, o criador da saga vampiresca Underworld, que pouco mais tem de bom do que o sex-appeal da bela Kate Beckinsale (que é a esposa de Wiseman). Acontece que Bruce Willis manteve Wiseman com rédea curta - de acordo com a entrevista da revista Empire, o bom velho Bruce terá informado Wiseman que era ele (Willis) quem mandava no estaminé - e, por isso, da histeria decorativa de Underworld só restam em Die Hard 4.0 algumas cenas com aqueles filtros azuis que o realizador costuma espetar em cima dos seus vampiros. De resto, a realização e montagem são bastante competentes, o argumento é disparatado sem ser parvo e o filme, longíssimo do requinte, da classe, da pinta, do estatuto de obra-prima que John McTiernan assegurou quando fez o primeiro Assalto ao Arranha-Céus, é um divertimento desmiolado capaz de pontapear os rabos de Homem-Aranha 3 e Piratas das Caraíbas Nos Confins do Mundo.

É claro que ao ver John McClane agarrado à cauda de um avião a jacto (!) é impossível não suspirar de saudades das maravilhas que John McTiernan fez dentro de um prédio, sem precisar de avançar pelos cenários apocalípticos que Wiseman aborda neste filme. Mas quanto menos comparações fizermos, mais nos divertiremos.

Uma última nota elogiosa para Timothy Olyphant, um tipo que estou habituado a ver fazer de bom da fita em Deadwood, o western da HBO, e que faz um bom vilão (embora a milhas quer de Alan Rickman no primeiro, quer de Jeremy Irons no terceiro - ah, estas comparações!...) e para Kevin Smith, divertido no papel de um hacker da velha guarda, fanático de Star Wars (e não me admirava que boa parte da panóplia de bonecos e posters que a personagem tem na sua cave tenha vindo da famosa colecção privada de Smith) que mantém ligado um equipamento de Banda do Cidadão, não vá o mundo acabar e os mortos-vivos dominarem a Terra.

Como se costuma dizer: este é daqueles em que, quem deixar o cérebro convenientemente arrumadinho à porta do cinema, acaba por divertir-se à brava. Eu deixei o meu, e à saída até houve uma confusão, porque por pouco ia havendo uma troca e ia ficando com o cérebro de um senhor que era contabilista.




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