O David Fonseca, que aceitou amavelmente desempenhar o papel de si próprio num dos próximos épicos webisódios do Há Vida em Markl, fala, nesta entrevista à Inês Gens e à Vera Moutinho, do novo disco e da aventura webisódica.



E se, de repente, organizássemos uns chats ao vivo com imagem e som? Isso é que era. Neste momento estou a testar a coisa. A ver se funciona. Perguntas e conversetas podem ser feitas clicando aqui ao lado, onde diz CONVERSETAS. Isto é só um teste, nem sei se esta traquitana funciona...



O LIDL: uma fascinante Babilónia de baratezas importadas que há muito deixou de ser visto como um supermercado de segunda ou terceira categoria, mas como uma verdadeira gruta de Ali Babá onde os mais destemidos e atentos conseguirão encontrar verdadeiros manás de sabor, produzidos em países mais avançados que o nosso, países nos quais preços baixos não querem, forçosamente, dizer que estamos perante coisas reles. A verdade é que há muito comer jeitoso dentro de um LIDL, o tipo de coisa que podemos servir ao jantar a amigos exigentes. É também interessante revelar que as ditas coisas vieram do LIDL, mas só depois de eles as terem ingerido e de exclamarem o bom que aquilo foi e se foi comprado no Salt and Vinegar, ou estaminé caro do género.

Nunca trairei o genuíno supermercado da minha aldeia, o fabuloso Santa Cruz de Benfica, onde filmámos o quarto webisódio; mas agora que abriu um LIDL a escassos metros da minha porta, é impossível resistir a dar lá um salto, de vez em quando. E é interessante constatar que este culto tem os seus seguidores lá fora. Ora façam o favor de espreitar este delirante blog de um bando de ingleses que se entretém a analisar criteriosamente produtos do LIDL e a organizar excursões a LIDLs espalhados pela Grã-Bretanha.





Contradizendo a ideia feita de que eu sou um bom elemento para aparecer em programas de televisão destinados apenas a gandas malucos, fui hoje surpreendido por um simpático e entusiástico convite da Endemol para ser um dos elementos fixos do juri da...


E sabem que mais? Vou aceitar. Não me vai roubar tempo às outras actividades e a Operação Triunfo é, desde sempre, um dos formatos de entretenimento popular mais dignos e bem feitos da televisão nacional. Além disso, apesar de manter sempre um dos meus pés firmemente fincados em tudo o que puder fazer que sinta que é inovador e diferente no entretenimento nacional, não tenho quaisquer complexos em deixar que, de vez em quando, o outro pé entre no mundo do mainstream, desde que - como é o caso - estejamos a falar de bom mainstream. Acho que vai ser divertido, até porque me pedem que eu seja eu próprio. E de mim próprio, eu percebo alguma coisa.

A sério que fiquei sensibilizado com a Endemol, a RTP e a Sílvia Alberto por me acharem à altura de tal empreendimento. Nunca abandonarei as minhas raízes de ganda maluco (embora não faça questão que me gritem isso quando me encontram na rua), mas com este convite, hoje, quase que me sinto um doutor, pá. Além disso, parece-me que será um magnífico mundo desconhecido para explorar e sobre ele dissertar em posts, video-coisas e, quem sabe, webisódios, para publicar aqui. Acho que vai ter a sua piada, a sério.

O único problema que agora me assaltou o espírito: eu não tenho roupa para aquilo, senhores. Posso levar t-shirts e ténis? Valha-me Deus.


Mas hoje há casos chocantes de miúdas giras com menos vida do que a que eu tinha no tempo em que não tinha uma vida. Case in point: a americana Justine, que decidiu transmitir tudo o que faz, em directo, na Internet.


E não, seus perversos. Aparentemente, não há poucas vergonhas: o site é de acesso gratuito e familiar. Isto é tão fascinante como uma total e completa perda de tempo. Estou há um quarto de hora a ver a Justine teclar num MacBook Pro (rapariga de bom gosto!) e a ter uma conversa de trabalho perfeitamente desinteressante com alguém. Isto é entretenimento, senhoras e senhores.


Perante a incapacidade dos Markls em resolver a crise do rato morto, coube a André Toscano, criador dos sites Diz Que Disse e Acácio Jeremias a pegar na vassoura de jardim para fazer aquilo que pode, quase, ser considerado arte. Reparem na inabalável calma dele durante toda a situação, quase como se recolher cadáveres de ratos de telhados fosse algo que leva a cabo todos os dias. Um sincero agradecimento a ele, ao Filipe Toscano e uma vénia especial à Patrícia Furtado que também estava no local e que foi a única pessoa capaz de extrair - não directamente com as mãos, calma - o rato da boca de Sharik, quando as coisas se descontrolaram. Quanto a mim? Estava a filmar. Alguém tinha de fazer isso, ou não?

Além disso, o André é mais alto do que eu. Tem os braços mais compridos. A sério.



Era só o que me faltava. Um pequeno rato - penso que o mesmo que, de vez em quando, nos últimos dias, passeava aqui pelo jardim e levava os meus cães à loucura - um rato, não daqueles de aspecto nojento e de esgoto, mas daqueles de ar campestre e inofensivo, de todos os lugares deste bairro onde poderia ter falecido, acabou por fazê-lo precisamente em cima do telhado do anexo do meu jardim, o meu estaminé criativo. Como se não fosse já de si deprimente apanhar um cadáver de um roedor e depositá-lo sabe-se lá onde (o que raio se faz numa situação destas? Caixote de lixo? Enterra-se?), ainda tenho, primeiro, de lhe dar um toque com uma vara qualquer que o atire cá para baixo, aumentando assim a parada da tragédia.


Ainda por cima, tão pouco tempo depois de ter visto o Ratatouille. Bonito serviço. O que é que se faz numa situação destas? Alguém sugere uma ideia brilhante?

Esta casa anda com laivos de Arca de Noé. Para além deste rato, tenho uma aranha de aspecto agressivamente venenoso no tecto da cave, completa com pêlos e bonitas malhas brancas...
 


E, há dias, fomos brindados com a visita de uma pequeníssima mas expressiva lagartixa que, junto ao lava-louças, nos olhou meigamente, como que a dizer: "Eh pá, vocês têm cá tanta bicharada, não me podem dar uma malga de leite?". Conseguimos expulsá-la de casa antes que os cães a descobrissem, mas anteontem surgiu no jardim um pedaço de cauda de lagartixa, o que nos leva a pensar que a tragédia se abateu também sobre o simpático réptil.




A minha cadela Stitch desenvolveu um fetiche de meias, o que não me dá jeito nenhum numa altura em que - como podem perceber pelo texto anterior - preciso de concentração. De concentração e de peúgas, também, porque se avizinham as aragens outonais. O raça da bicha embicou que as minhas meias são melhores que droga e vive obcecada por fazer raids ao cesto da roupa suja, roubando e escondendo as minhas meias (as minhas; não as da minha mulher e ainda não percebi porquê) ou, simplesmente, pavoneando-se com elas na boca e mostrando-as a qualquer estranho que cá ponha os pés em casa. Bom, antes as meias do que as cuecas (como aconteceu uma vez, no dia em que veio cá uma senhora fazer-nos um orçamento para uns cortinados - a dita senhora foi brindada com um magnífico exemplar de boxers meus trazidos pela Stitch precisamente para o meio da sala de estar). Mas a paranóia das cuecas foi passageira; a das meias está a revelar-se intensa e duradoura e ela já me destruiu uma meia dúzia de peúgos. E chora, baixinho, quando não tem acesso ao cesto, como uma peugodependente.

Uma manhã destas, estava eu a dormir, tentou enfiar-me uma meia pela boca adentro.

Raça da cadela.


E pronto. Agora posso dizer que as férias acabaram. Hoje foi o dia em que, oficialmente, todas as coisas que tenho para fazer nos tempos mais próximos me caíram em cima - felizmente, são coisas que me parecem, em toda a sua variedade, extremamente interessantes.

Já voltei à árdua labuta dos sketches. Eu e o Francisco Martiniano Palma começámos hoje, por encomenda do Herman, a escrever uma paródia à rodagem do filme Corrupção, para a segunda série do Hora H. Parece-nos que está a ficar gira, sim senhores.


O meu estaminé, onde a magia acontece.

Hoje começaram a ser também tomadas as devidas diligências para que, o quanto antes, a produção dos webisódios volte a funcionar a todo gás (de preferência já para a semana) depois de merecidas férias para toda a equipa (a sério, filmar uma coisa daquelas dá cabo do canastro a um gajo, acreditem). Estão na calha produções arrojadas envolvendo um leque variado de actores que inclui este senhor e esta senhora.

Entretanto, convidaram-me para ser o moderador de duas masterclasses no muito apetecível Motel X, o Festival de Cinema de Terror de Lisboa. Isso também vai ser bem divertido. Basicamente vou puxar dos meus galões de ávido espectador de fitas fantásticas e moderar duas conversas que duas figuras bem diferentes do cinema fantástico vão ter com o público português que se deslocar ao São Jorge não neste fim-de-semana, mas no outro a seguir. São essas figuras Mick Garris, o homem a quem se deve este petisco televisivo, do qual serão projectados, em ecrã grande, alguns episódios...



... e o realizador brasileiro Ivan Cardoso, o homem a quem se deve esse espantoso género cinematográfico a que se dá o nome de terrir. Comédias de terror há muitas, mas poucas haverá como as que este cineasta faz, obras do calibre de O Segredo da Múmia, O Escorpião Escarlate e As Sete Vampiras.



À parte disto, fui convidado para fazer, em breve, a apresentação de um jogo da PS3 que tem um tremendo bom aspecto (mas calma, ainda continuo a amar a Wii, também). O jogo tem a participação do actor Andy Serkis (do qual, curiosamente, já fui a voz portuguesa - como Spike, no Por Água Abaixo - isto está tudo ligado!). Serkis faz neste jogo não só o que fez em O Senhor dos Anéis e King Kong (ou seja, a dar o corpo à chamada motion capture) mas também esteve por trás da criação do conceito e da história do próprio jogo, uma aventura bastante cinematográfica chamada Heavenly Sword...



No meio de tudo isto, estou a produzir, para as Manhãs da 3, novas edições d' O Livro dos Porquês (que irá recomeçar na próxima semana com explicações sobre a tabela periódica dos elementos e o famoso quadro do Menino da Lágrima)...


E avizinha-se também a gravação da versão portuguesa de Bee Movie...


A propósito, está aqui o novo trailer - a versão original. Vão à secção videos, e é o Trailer 4. Creio que também já gravei a versão portuguesa deste (no meio de tanta coisa, eu sei lá o que já fiz e o que não fiz, caneco), mas penso que ainda não está a circular por aí. O meu momento favorito deste novo trailer é aquele em que surge Ray Liotta. No contexto mais inesperado.

E penso que há mais algumas coisas na calha, mas serão anunciadas noutro post. Para já quis fazer este, não apenas para vos deixar informados, mas também porque escrever as coisas todas que tenho para fazer aqui no blog é uma maneira preciosa de não me esquecer de nenhuma delas, caramba.

(Coisas que sonho conseguir fazer antes de voltar a haver férias de Verão: escrever uma série de televisão que fosse produzida com o tempo e o cuidado com que eles produzem britcoms na BBC e fazer um programa de rádio de autor, uma coisa na linha do This American Life. Assim eu tenha tempo. Mas, antes disso, assim haja quem esteja interessado no que eu tenho para escrever e para dizer...)


A minha amiga e webdesigner Patrícia Furtado apresentou-me hoje a estas mulheraças (não pessoalmente, no entanto) que dão pelo nome de The Pierces. Eu à espera de ver umas moçoilas de ar indie, guitarras em punho, e surgem-me estas raparigas, perfeita representação da lendária frase ALL THIS AND BRAINS TOO. Boring é uma canção deliciosamente arrogante onde se cruzam ambientes sonoros à 007 e à Abba.

 




Conversetas
Clique aqui para entrar onde pessoas giríssimas se juntam em amena tertúlia.
Arquivos
2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


2004:

 J F M A M J J A S O N D


2003:

 J F M A M J J A S O N D


2002:

 J F M A M J J A S O N D


2001:

 J F M A M J J A S O N D


2000:

 J F M A M J J A S O N D


1999:

 J F M A M J J A S O N D


1998:

 J F M A M J J A S O N D


1997:

 J F M A M J J A S O N D


1996:

 J F M A M J J A S O N D


1995:

 J F M A M J J A S O N D


1994:

 J F M A M J J A S O N D


1993:

 J F M A M J J A S O N D


1992:

 J F M A M J J A S O N D


Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

Tudo na Rádio Comercial
Pesquisar
 
Texto e cartoons © 2008 Nuno Markl
Design Patrícia Furtado