Ainda Karl Pilkington, estrela do podcast de Ricky Gervais, tentando provar que pode ser estúpido mas nunca parvo, num documentário do Channel 4, bem realizado e montado, onde o idiota mais amado do planeta decide trocar impressões com algumas das mentes mais brilhantes e complexas de Inglaterra: Germaine Greer, David Icke e o grande Will Self (particularmente enervado, mas a conter-se e até a dizer palavras extremamente doces envolvendo dar banho a Karl). O documentário tem 25 minutos e uma boa alma deixou a versão integral no Google Video.
 


Está gravado o N&N do próximo sábado (11h-13h na Antena 3), desta vez com a presença de uma das maiores e, ao mesmo tempo, mais despretensiosas e divertidas vedetas da TV e do cinema português: Margarida Vilanova, estrela de Corrupção, conta coisas sobre as polémicas em torno do filme, senta-se ao colo de Fernando Alvim e acaba por ser surpreendida por este de forma arrebatadora quando, a meio da emissão, o incorrigível pinga-amor que é Alvim lhe oferece uma belíssima prenda.

No programa vai estar também Gimba, enciclopédico guru musical cujo talento pode ser ouvido na obra de bandas míticas como os Afonsinhos do Condado ou os Irmãos Catita, nas bandas sonoras de Paraíso Filmes e O Programa da Maria ou nos temas musicais que compôs para O Homem Que Mordeu o Cão, Há Vida em Markl e Prova Oral. O Gimba prepara-se para dar uma promissora workshop de escrita de canções na escola Act e fala sobre isso e sobre o compêndio que está a escrever sobre o assunto - para além de, num momento de espectacularidade ímpar na rádio portuguesa, demonstrar, ao vivo, como é possível transformar uma nota de cinco euros num sintetizador portátil (embora as antigas de 20 escudos, com o Santo António, fossem as melhores para esse efeito.)



Comprinhas novas na Amazon inglesa. Primeiro, o mais recente volume da saga Flanimals, de Ricky Gervais, Flanimals: The Day of the Bletching. Sou fã do absurdo e da bizarra poesia dos livros infantis de Gervais. E agora uma coisa que aposto que vocês não sabiam: o primeiro tomo de Flanimals foi editado em Portugal (com o título Flanimais). E foi das coisas mais tristes que já vi: não teve promoção e foi deprimente descobrir que aquilo tinha saído cá ao ver um caixote cheio de Flanimais a preço de ocasião, numa daquelas "feiras da ladra" que a FNAC do Colombo organiza no fórum, de vez em quando, para onde vai a livralhada toda que ninguém compra e da qual eles se querem ver livres. Toda a gente com quem falei - e estamos a falar de fãs devotos de Gervais - não fazia a mínima ideia da existência de uma tradução do primeiro Flanimals. Merecia outra sorte, porque esta é daquelas séries que consegue chegar a todos os públicos dentro da mesma casa: os putos deliram com as ilustrações dementes de Rob Steen e com a capacidade de Ricky Gervais em comunicar com as crianças falando-lhes sem paternalismos e com humor refinado; os pais, sobretudo os que forem espectadores de The Office e de Extras, reconhecem a voz Gervaisiana nesta espécie de BBC Vida Selvagem das espécies que não existem. De livro para livro o universo dos Flanimals expande-se e renova-se quando por esta altura seria suposto estar a tornar-se repetitivo. Gervais tem o brilhantismo que se lhe reconhece para manter as coisas sempre frescas e novas, de livro para livro.

Um dos parceiros de Gervais, e também saco de pancada favorito dele e do seu comparsa Stephen Merchant, Karl Pilkington, atinge a (relativa) maturidade com o novo canhenho Happyslapped by a Jellyfish - The Words of Karl Pilkington. Se a primeira obra do homem da cabeça redonda era uma transcrição das suas conversas com Gervais e Merchant nos afamados podcasts do trio, Happyslapped é Pilkington sozinho com os seus pensamentos dissertando sobre a sua estadia nas mais variadas partes do mundo, onde tirou férias com a sua namorada Suzanne. Seria de pensar que o idiot savant da XFM inglesa e da Internet estaria a começar a dar um passo maior do que a perna e a entrar na sua fase Zé Cabra, seguindo o espírito "se a malta gosta que eu seja bronco e isto ainda me dá uns cobres deixa-me cá dizer mais umas alarvidades". E é possível que dentro do inocente Pilkington esteja a começar a despontar uma besta sedenta de dinheiro e fama. Mas os textos continuam surpreendentes e as ilustrações muito boas. Pode também dar-se o caso de ser cada vez mais evidente que Karl seja o mais espectacular hoax do mundo da comédia desde as experiências de Andy Kaufman e que, como muito boa gente acredita, não passe de uma criação notável de Ricky Gervais e Stephen Merchant interpretada por um desconhecido com um talento gigante. Ainda há dias li mais um depoimento de Gervais e Merchant jurando a pés juntos que Karl Pilkington é legítimo mas, se querem que vos diga, não quero saber. Se Pilkington for um projecto dos dois comediantes é mais uma obra de génio; se for genuíno, é uma cabeça fascinante (e não é só por ser "perfectly round, like an orange", como diz Ricky). O que eu sei é que nem Portugal escapa às observações do imbecil favorito do mundo que, neste segundo livro, dedica todo um capítulo à Madeira, sendo que a coisa mais notável da estadia de Karl na ilha de Alberto João Jardim foi o pequeno funeral que ele fez a um pássaro morto que ele encontrou coberto de formigas. Dois livrinhos não excessivamente caros e muito recomendáveis para coleccionadores de memorabilia Gervaisiana.


O próximo webisódio Há Vida em Markl, com David Fonseca como artista convidado, ainda vai levar uma boa dúzia de dias até estar pronto, mas aqui vos deixo, à laia de teaser, com uma imagem do dito: nada mais nada menos do que a capa do CD fictício (não tentem comprá-lo nas lojas) no centro da trama que me envolve a mim, ao David, e à tentativa de criar um grande disco de solidariedade na boa tradição de We Are The World.

Ou de Living Doll, de Cliff Richard com os Young Ones.


Esta bonita capa foi criada pelo João Pombeiro, que é também o realizador de mais este volume da saga, possivelmente um dos mais épicos - tanto assim que, tal como o do Toy, vai ter de ser feito em duas partes, com suspense pelo meio. Para além do David, o próximo webisódio conta ainda com a participação desse mito vivo que é Fernando Alvim.


Fiz hoje a visita ao Porto mais curta da minha existência. Alucinante, mas, como todas as minhas idas recentes ao Porto, assaz intensa. Desde que lá fui fazer O Homem Que Mordeu o Cão ao Coliseu do Porto que tenho ideia de que tenho lá em cima mais fãs do que cá em baixo - ou então são os fãs nortenhos que são mais expansivos! São eles que criam em mim a ideia de que as pessoas do Porto gostam mais de me receber lá que as de Lisboa de me ter cá, mas se houve coisa que estas duas sessões do Hot Fuzz provaram é que, sejam os de lá de cima ou os de cá de baixo, os shôres e shôras que lêem este blog e que alinharam em mostrar entusiasmo suficiente para convencer a Lusomundo a estrear o filme nas salas portuguesas são, todos eles, malta de extrema categoria. Obrigado a todos vós, leitores-ouvintes-espectadores de Lisboa e Porto, pela vossa comparência nestas sessões. Os meus pedidos de desculpas a quem está no resto do país e não teve direito a anteestreias destas; espero que, mesmo assim, consigam ver Hot Fuzz quando estrear. Aqui está mais um video de telemóvel, este da apresentação de hoje no Norteshopping, feito pela Ju.

Agora, se não se importarem, vou ali cair para o lado. É verdade que o Alfa Pendular é um conforto (sem dúvida superior à Renex!), mas isto de ir ao Norte e voltar desta maneira tão concentrada ainda é coisa que mói um gajo. Mas estou contente - e se a Lusomundo quiser alinhar em breve numa outra experiência destas, farei a viagem de novo (e, em tendo tempo, até vou a mais lugares!).



Como não é todos os dias que se ganha um prémio no Festival de BD da Amadora, que é uma instituição de peso, deixem-me lá dar dois ou três saltinhos de contente que nem uma colegial entusiasmada e dizer-vos que ontem, sábado, na cerimónia de entrega de prémios da edição deste ano, o livro Há Vida em Markl: Opus 2 ganhou o prémio de Melhor Álbum de Tiras Humorísticas do Ano! Ainda estou meio abananado com a notícia, sobretudo estando a concurso álbuns das séries Foxtrot e Zits (ou seja, de autores que, para começar, sabem desenhar francamente melhor do que eu!), mas agradeço ao juri do Festival esta gigantesca honra. De repente ver o meu nome no quadro dos vencedores desta edição do festival, ao lado de ilustres portugueses como o Luis Henriques, o José Carlos Fernandes ou o Rui Lacas e de ilustres estrangeiros como o meu herói pessoal Neil Gaiman (cujo clássico Mr. Punch recebeu, muito justamente, o prémio Clássicos da 9ª Arte) é qualquer coisa de quentinho.



Um video de telemóvel gentilmente filmado e colocado no Sapo Videos pela Danae.




Aqui está a lista dos recrutados para pertencerem, no domingo, durante duas horas, no Cinema Lusomundo Norteshopping, à força policial de Sandford. A ordem dos nomes ainda está mais caótica que a da lista de Lisboa, e há pares tresmalhados. Procurem bem pelo vosso nome e pelo do vosso par.

Constato também que aqui se excede um bocadinho a lotação da sala, valha-me Deus. Espero que não haja sarilho e que ninguém fique pendurado. As instruções da Lusomundo eram para ter em conta a hora de chegada dos e-mails, no caso da lotação estar esgotada. Em última análise, alguém está disposto a ver o filme sentado no soalho?

Bruno Reis
Tiago Reis
Manuel José Ferreira da Silva
Catarina Isabel Marques Andrade
Bruno Fonseca
Mónica Santos
Paulo Felício
Jorge Manuel Pereira Ribeiro
Tiago Abrunhosa
Cláudia Abrunhosa
Nuno Rodrigues Duque
Sara Rodrigues Duque
José Manuel Gonçalves
Maria da Conceição Gonçalves
André Filipe Vasconcelos Correia
Jorge Pedro Rodrigues
Rui Cruz
Filipa Maia
João António Eiras Fadário
Elisabete Maria Faria Cardoso Castro
Joana Santos
Gonçalo Sá
Pedro Martins
António Pedro Cunha Santos
Ana Sofia Moreira Azevedo
Márcio Folha
Pedro Teixeira da Silva
Romina Vasco Silva
Pedro Manuel Macieira Caldas da Costa
João Carlos Neves
Mário Silva
Manuel Peixoto
Paulo Jorge da Silva Cardoso
Carla Julieta Campos da Cruz Cardoso
Alexandra Manuela Guimarães Monteiro
Sofia Isabel Brandão
José Carlos Pinto
João Pedro Martins Ribeiro
Hilário Almeida de Castro Pinheiro
David Almeida de Castro Pinheiro
João Paulo Campos
Isabel P.S. Campos
Rui Miranda
Ana Matos
João Pedro Sousa Freitas
Marta Duarte
Sofia Costa
Carlos Manuel Rodrigues de Almeida
Nuno Silva
Maria João Oliveira
João Ribeiro
Ana Ribeiro
Hugo André Boaventura
Judite Almeida
Eliomar Guedes Tavares
Bruno Reis
Tiago Reis
Nuno Miguel Oliveira Santos Rocha
Mónica Sofia Costa Reis
Sara Alexandra Ramos Queirós
Mónica Rosário Carneiro Dores
Mário Paulo de Paiva Silva Adães
Sílvia Correia
João Manuel da Costa Alves Ramos
Ana Montenegro Cabral dos Santos
Jorge Silva
Sandra Martins
Maria Margarida Dias Vilar de Macedo Silva
Pedro Manuel Almeida da Silva
Bruno Miguel Moreira de Sousa
Sandra Judite Tavares Silva
Maria Alexandra Lopes da Fonseca
Nuno Miguel Matos Silva
Sandra Gouveia
Hugo Pires Marques
Graça Telma Tavares Alves
Humberto Domingos Quadros Ferreira
Marta Sofia Moreira dos Santos
João Filipe Costa de Lemos Silva
Catarina Ferreira Rodrigues
Maria Micaela Vieira Coelho de Lima
João Ribeiro
Maria Laura Almeida de Sousa
José Santos
Ana Soares
Rodrigo Pereira Delgado
Tiago Pereira Delgado
Carlos Manuel Barros Ribeiro
Bruno Filipe Ribeiro
Jorge Silva
Sandra Martins
Ana Gabriela Velasquez de Azevedo e Silva
Pedro Ricardo dos Reis
Domingos André da Costa Alves Ramos
Maria Fernanda Marques de Almeida
Bruno Duarte
Bruno Miguel Ferreira
Daniela FIlipa Basto Cardoso da Silva
André Quelhas
Rui Tiago Sousa Barbosa
Carlos Ramos
Tiago Filipe da Silva Miranda
Paulo Jorge de Sousa Cardoso
Sofia Isabel Ferreira Santos Pereira
Luis Filipe Moura Pereira
Patrícia Ferreira Mota
João Pedro Pereira de Araújo
Delmar Alexandre Justino Ribeiro
Isabel Maria Teixeira Veiga da Fonseca
Joana Isabel de Faria Cardoso da Silva
Eduardo Nuno Rodrigues e Pinheiro
Patrícia Margarida Ramos da Silva
Rui Miguel Meireles Martins
Vilma Marlene Silva
Tiago Nobre
Raquel Pereira
Filomena Marisa Domingues Correia
Marco Paulo Ribeiro da Silva
Rui Miguel Oliveira Barros Pinho
Emanuel Filipe Miranda Esteves de Araújo
Mónica Sofia Moreira Santos Amaro
Andreia Marlene Urbano Teixeira Gomes
Ana Cristina Carvalho Ribeiro
Pedro Miguel Alves da Silva
Vítor Manuel Ferreira de Lemos dos Santos Silva
Rui Sousa Marques
Célia Cristina Fernandes Saldanha
Herculano José Lamelas da Silva Teixeira
Vítor César Machado de Moura
Pedro Nuno Oliveira Barros Pinho
Ricardo Jorge Moreira de Sousa
Nuno Almeida
Pedro Hilário Ferreira Amorim
António Manuel Ramos Alves da Rocha
Patrícia Barbosa
Maria Isabel Barbosa
Nuno Plácido
José Manuel Silva Oliveira
Alexandre Fernandes
Rui Santos
Diogo Manuel Ribeiro Marques de Sousa
Alberto Teixeira Duarte
Cláudio Vieira Alves
Marco Miguel dos Santos Torres da Silva
Pedro Dias
Patrícia Alexandra Moreira Canedo
Daniel Albuquerque
José Miguel Barros Ribeiro da Silva
Luisa Figueiras
José Miguel dos Santos Suzano Magalhães
Nuno Filipe do Rosário Ribeiro
Jorge Ribeiro
Joana Azevedo Duarte
Liliana Rocha
Gisela Rodrigues
César Oliveira Sousa Lapa Barros
João Pedro Ferreira Araújo
Cândido Almeida
António Almeida
Raquel Maria Gonçalves Silva Rodrigues
Gerson Emanuel Pereira Viana
Nuno Monteiro
Carlos Alberto Pereira Gonçalves
Sílvia Silva
Hélder Rocha
David Manuel de Almeida Pinto
Pedro Almeida
Pedro Nuno Ferreira Esteves
Filipe Figueiredo (mais acompanhante do/a qual temos apenas o número de BI)



Devo dizer-vos que até se me embargou a voz quando vi aquela sala do Colombo apinhada com mais de 230 frequentadores deste blog, todos em comunhão cinéfila e humorística em torno do maravilhoso Hot Fuzz - Esquadrão de Província. Havia pouquíssimas cadeiras vagas e, para lá do que aquilo representou de primeira aposta ganha para a Lusomundo (agora espalhem a palavra sobre o filme, que o Hot Fuzz é daquelas fitas que vive do boca-a-boca!) e para o espírito de carolice envolvido nesta inesquecível (pelo menos para mim) operação, há o outro lado: pela primeira vez, mais de duas centenas de visitantes deste estaminé juntaram-se numa espécie de festa e demonstraram que vale a pena fazer isto. Gostei de ouvir as gargalhadas e de saber, no fim, que toda a gente com quem falei adorou estas duas horas de perfeita e arrojada britcom. E senti-me bem com este grupo: uma sala cheia, mas não de completos estranhos - éramos nós, caraças de um camandro!

Domingo lá nos encontraremos em Matosinhos, shôras e shôres do Norte!

Não me canso de dizer: obrigado à Lusomundo por ter contrariado a via mais fácil e por ter arriscado dar ouvidos aqui ao estaminé. Sim, neste momento já é fácil arranjar Hot Fuzz em DVD em qualquer parte do mundo - mas é incomparável a mística de assistir a este filme numa sala cheia de gente entusiasmada.

A Elisabete / Danae, leitora assídua aqui do blog filmou de telemóvel em punho uma parte do evento. Põe isso no You Tube no Sapo Videos (eh eh!), rapariga, para a gente ficar com um documento da coisa!




A sessão de anteestreia desta noite no Colombo é às 21h30 mas atenção que, a partir das 20h45 uma responsável da Lusomundo vai começar a receber-vos. Já sabem que quanto mais cedo forem, melhor: não há lugares marcados e por isso quem chega primeiro fica mais bem instalado.

Amanhã revelo a lista dos vencedores de Matosinhos. Mas também posso assegurar-vos que todos os que enviaram a sua candidatura antes da hora do post sobre o fecho dessa parte da Operação Hot Fuzz - Há Vida em Markl têm lugar garantido.




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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

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Design Patrícia Furtado