Ainda eu estou em choque após o encontro com Jerry Seinfeld em Madrid, e eis que me telefona Bruno Nogueira dizendo: "O Terry Jones vem cá ver a peça no domingo e depois vamos jantar com ele. Gostávamos que viesses."

Pronto.

Por mim, tudo bem.

Arg. Gnnn. Ccccchhhk. Mmmmnnng.

Para quem não está a ver, o Terry Jones é só um dos Monty Python. Precisamente a Virgem, nesta cena lendária de A Vida de Brian:


Para além de ter entrado em tudo quanto é sketch clássico dos Python, de ter co-realizado os filmes todos dos Python, de ter explodido em entranhas como Mr. Creosote n' O Sentido da Vida e ainda de ter escrito o argumento de um dos filmes de culto da minha juventude - Labirinto, de Jim Henson - Terry Jones vem a Portugal encenar a sua "ópera com robots" Evil Machines, no São Luiz. Para quem não acredita, ele anda a tirar fotografias e a mandar informação sobre o assunto para o site oficial dos Monty Python, a casa cibernética dos Python, fundada pelo mais ciber-informado dos veneráveis anciãos do humor britânico, Eric Idle.

E portanto, no domingo, meros cinco dias após o encontro com Seinfeld, lá vou jantar com o shôr Terry, depois dele ter assistido ao tratamento que eu lhe dei aos textos. Ggggggrrrmmm. Annnnnnnhhhg. Ainda bem que ele não percebe português. Assim, vê o belíssimo trabalho do elenco e fica esmagado. E que ninguém abra a boca para lhe explicar o que significa "fixe".



Este fim-de-semana vai ver-se em grande aquilo que muita gente tem andado a fazer em pequeno. Esta incrível experiência que foi o Festival de Microfilmes de Lisboa conhece amanhã, no Cinema São Jorge, o monumental desfecho, com a exibição dos nomeados, dos filmes criados pelos famosos convidados e ainda o anúncio dos vencedores, tudo isto ao preço microscópico de um euro. É de consultar tudo aqui. E descobrir coisas que vão desde o maravilhoso ao francamente estranho. Já agora, e por curiosidade, algum dos frequentadores deste estabelecimento pôs um microfilme a concurso? Se sim, que o diga e o partilhe aqui com a gente.


Sim, eu fui a Madrid falar com o mestre Seinfeld, mas gravámos o Nuno & Nando (um dia antes, na terça-feira). E um dos temas abordados é precisamente o falar com grandes vedetas. Para tal, convidámos um dos grandes especialistas nacionais em contactar com estrelas de Hollywood: o crítico de cinema Rui Pedro Tendinha que, para além de falar sobre filmes, vai revelar informações sobre os tempos em que partilhou um gato com Fernando Alvim. E também alguns pormenores sobre a antipatia de Anthony Hopkins.

A outra convidada especial é uma actriz muitíssimo promissora que pode ser vista actualmente no Teatro D. Maria II, na peça Sonho de uma Noite de Verão, Rita Cruz. É divertida, acutilante, gira que se farta - e canta o fado!



O Nuno & Nando vai para o ar amanhã, às 11 da manhã.




Dia 8 de Dezembro às 11 da manhã acontecem várias anteestreias simultâneas, em diversos cinemas, do Bee Movie - História de uma Abelha, na versão portuguesa. Seguindo a sugestão da nossa dedicada visitante Izzy, ganham convites duplos para as anteestreias as pessoas que criarem as melhores legendas para esta fotografia do afamado encontro:



Temos cinco convites duplos para cada uma das seguinte sessões:

Lusomundo Norteshopping (Matosinhos)
Lusomundo Almada Fórum (Almada)
Lusomundo Oeiras Parque (Oeiras)
Lusomundo Vasco da Gama (Lisboa)

Quando enviarem as legendas, digam logo no título da mensagem para que sessão querem o convite. E enviem também nome e número de BI. Podem enviar as legendas até à meia-noite do dia 6 de Dezembro (pronto, até às 23h59 do dia 5). E uma vez que ainda temos aquele rico endereço de e-mail do Hot Fuzz, acho que o podemos aproveitar para este bonito jogo: operacaohotfuzz@sapo.pt. Dia 6 serão escolhidos e revelados os vencedores.

Esta é mais uma simpática oferta da Lusomundo. Inventai legendas, pois.



Pronto - talvez não exactamente na cova de um dente. Mas no pequeno visor de um telemóvel, ele já cabe. Aliás, cabe ele e cabem os restantes blogs alojados no Sapo. E vai parecer assim:



Foi com estas palavras que Jerry Seinfeld fez aquilo que eu gostaria de ter tomado a iniciativa de fazer, não fosse o olhar severo das representantes madrilenas da Universal, contando ao minuto a conversa de cerca de 10 minutos que tive com o mestre. Felizmente, e para meu embasbacamento, quando eu já me preparava - todo sorrisos de felicidade, cá dentro - para abandonar o recinto e já me tinha despedido do senhor, eis que ele... fez small talk comigo! Por iniciativa dele! E se foi por iniciativa dele, isso lá me deu direito a mais um minuto extra de conversa, explicando-lhe o meu trabalho e roendo-me por dentro de não ter esse bem de primeira necessidade em certas alturas: um belo business card! Pronto, o mais certo era que em chegando ao caixote mais próximo, o guru cómico o deitasse fora, mas, que diabo - senti que deveria fazer o que um bom canalizador faria. "Então escreves comédia?", perguntou ele.

"Escrevo, sim senhor. Faço orçamentos grátis. Aqui tem o meu cartão. Obrigado e bom dia".

Esta não foi a resposta que dei, mas lá que me soube bem responder ao senhor, isso soube. E à parte disso, a conversa foi curta e concentrada, mas afável e divertida. Seinfeld revelou que o processo de escrita de Bee Movie acabou por não ser assim tão diferente da escrita de um episódio da série e disse que não está nos seus planos fazer um filme de imagem real, porque para imagem real o seu legado definitivo é a série Seinfeld. Ele acha que deu ali o seu melhor de tal maneira que ainda não lhe apetece fazer mais nada nesse campo. E disse mais coisas, umas não revelo porque terá mais graça ver a reportagem, quando passar (lá por alturas da estreia do filme, no dia 13 de Dezembro) e as outras não revelo porque uma experiência destas é cá de uma intensidade tal que há centenas de coisas que se esquecem, no meio do pasmo.

Sei que o fiz soltar uma gargalhada, mas tinha de desabafar com ele: disse-lhe que estar ali a falar com ele, conhecê-lo pessoalmente, equivalia ao mesmo que conhecer de uma assentada os quatro Beatles, entre os vivos e os mortos. E foi. E ele foi porreiraço - o bom velho Jerry Seinfeld da série de televisão. Depois vocês vêem; agora ainda estou com a sensação de que me aconteceu qualquer coisa de transcendental hoje. E enquanto o Mário Augusto não manda as fotografias que tirou do encontro, tomem lá seis minutos do filme (a versão dobrada), cortesia da Lusomundo e da Dreamworks. Estrearam hoje na Internet.

Basta darem uma saltada a este recanto do site oficial.



E já agora, uma adenda: o tema musical de Bee Movie é uma das melhores canções que o falecido George Harrison compôs - Here Comes The Sun. E se é um facto que não há Here Comes The Sun como o original, também há que admitir que a sodôna Sheryl Crow não fez um mau trabalho. Alguém pôs isto no You Tube, sem que haja possibilidade de fazer o chamado embedding em blogs, pelo que puxei a obra para o Sapo Videos. E reza assim:



Quando um dia fizer um filme, se ele tiver um final feliz (daqueles à antiga, boy meets girl e essa traquitana toda), a última canção vai ter de ser esta - se os direitos não forem muito caros, o que me parece uma hipótese francamente remota:


E sim, os Stones estavam mais stoned que nunca quando fizeram esta e todas as outras canções do álbum Their Satanic Majesties Request (penso que a lógica terá sido: "Eh pá, vejam lá se conseguem encontrar o gajo que vendeu aos Beatles as drogas que eles tomaram no Sgt. Peppers!"), mas o que é, afinal, o amorrrrrr se não a droga definitiva (e benigna, já agora)? Já me posso orgulhar de ter havido uns quantos momentos da minha existência em que pensei que dava mesmo jeito que a vida tivesse banda sonora incorporada, para que aquele primeiro pianinho se começasse a ouvir. Quando o Mick começa a cantar, zás, desatam os créditos a passar, a preto. Que há certas coisas num final feliz que o público já não tem nada que ver.


A secção Há Vida em Markl da loja desses meus alter-egos t-shirtianos que são a equipa do Cão Azul (saudações para os dois J, João & Joaquim) está prestes a expandir-se com mais três modelos novos em folha, baseados em rabiscos meus, e que vos permitirão usar ao peito, orgulhosamente, O Livro dos Porquês, o Nuno & Nando e a frase que muita gente sempre quis assumir mas nunca teve coragem de o fazer, Eu Não Sei Andar de Bicicleta. Continuamos, com as vendas destas t-shirts a amealhar uma maquia que irá direitinha para a notável obra do Centro de Cooperação e Desenvolvimento.








Quem quiser desde já avaliar os meus dotes vocais como Barry Bee Benson e decidir se a minha voz é ou não adequada a uma abelha da espécie Seinfeld pode visitar o site oficial português do filme. Na secção VIDEOS -> TRAILERS está lá, para além do trailer 4, que foi o mais divulgado e que está a passar neste momento em diversos cinemas, o mais raro trailer 3, que mostra mais uns nacos engraçados da fita - nomeadamente uma cena envolvendo os boiões de mel do Ray Liotta.



Quem não estiver para me ouvir - e está no seu respeitável direito - pode visitar o site oficial americano, que está cheio que nem um ovo de gostoso material relativo ao filme.




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