A minha mais-que-tudo deu-me hoje a conhecer os Groen Brothers. Parece que as suas rabuletas já andam a circular por emails há uns tempos, mas só hoje é que estive no site destes irmãos holandeses a soltar francas gargalhadas com boa parte das coisas que eles engendram, como o programa de culinária em tempo real:

 

 

Ou este maravilhoso infomercial:

 

 

Ou este, que em 2005 fez deles celebridades de culto na Internet:

 

 

Os Groen Brothers estão à conquista do planeta usando poucos meios e a Internet. Fazem um humor universal e intemporal e dobraram boa parte do seu espólio para inglês - e com um sotaque que ajuda à comédia. Já têm um DVD à venda, merchandising diverso e aparições constantes nas TVs lá da terra. Parece-me que vão longe. Descubram-nos aqui.



 

Ora aqui está uma promissora peça de colecção para fãs da mais extraordinária graphic novel de sempre, ou para apressados que não a conheçam e que não tenham tempo de a ler até à estreia do filme. Em Watchmen - The Complete Motion Comic, a Warner Premiere, o braço direct-to-video da Warner Bros, reúne os doze episódios (de vinte e tal minutos cada) anteriormente publicados no iTunes - infelizmente, só na loja americana - onde toda a obra de Alan Moore e Dave Gibbons (excepto, creio eu, as páginas reproduzindo os excertos do livro fictício Under the Hood) é transformada, página a página, num comic com movimento, música, efeitos sonoros e o diálogo lido por voice actors de primeira. Já vi algumas experiências similares (penso que o site oficial de Hellboy já esboçara este tipo de motion comic), mas parece que em Watchmen a coisa sai ainda mais sofisticada.

 

Vai sair agora num DVD, dentro da gigantesca operação de marketing para o lançamento do filme (que inclui também o lançamento, em DVD e Blu-ray de Tales of the Black Freighter, adaptação a desenho animado do comic book-dentro-do-comic book que pontua a acção de Watchmen). Pelo que vi, e apesar do lado calculista do lançamento, Watchmen - The Complete Motion Comic é uma esplendorosa reinvenção das páginas da graphic novel, como se pode ver neste video feito por um fã e posto no You Tube, onde se aproveita para mostrar como o filme de Zack Snyder está tão próximo do look concebido por Dave Gibbons para a BD.

 

 

Ontem mandaram para a rádio os dois volumes da banda sonora do filme: um tem as canções, o outro a partitura instrumental de Tyler Bates.

 

 

 

As canções parecem, à partida, um saco de gatos onde cabe tudo, de Nat King Cole a Philip Glass passando por Jimi Hendrix e KC & The Sunshine Band. Mas para quem conhece a BD, aquilo faz um estranho sentido (e algumas das canções aqui incluídas são clássicos citados nas páginas da graphic novel), sendo a ovelha negra uma desnecessária versão de Desolation Row, de Bob Dylan, pelos insuportáveis (opinião pessoal, evidentemente) My Chemical Romance. Felizmente, diz-me o Rui Pedro Tendinha, que já viu o filme (e adorou-o incondicionalmente) que os My Chemical Romance só urram no genérico final da fita, o que é um alívio.

 

Impecável do primeiro ao último dos seus quarenta e tal minutos é a banda sonora instrumental do talentoso Tyler Bates, que já fizera maravilhas de fusão entre orquestra e sintetizadores ao lado de Zack Snyder, nas bandas sonoras de Dawn of the Dead e 300. O disco do score instrumental de Watchmen é arrebatador, indo do registo épico e maior-que-a-vida a pequenas peças românticas intimistas de fazer chorar as pedras da calçada e dando a entender que Bates apanhou na perfeição todos os ambientes do livro de Moore e Gibbons.

 

O Filipe Homem Fonseca vai já ver o filme amanhã (eu infelizmente não posso, porque é cedo, ou seja, à hora a que eu estou na rádio!) e conhecendo-o como conheço, se ele vier de lá histérico de felicidade, o mundo pode respirar de alívio e aguardar, em pulgas, pela estreia da fita. No blog dele podem ver, entretanto, o encontro limitado entre fãs do livro e Zack Snyder e Dave Gibbons no Playstation Home, onde o Filipe esteve e onde pôde fazer perguntas ao realizador do filme e ao co-autor da BD.

 

Sim, somos geeks! Mas se há coisa arrebatadora e justificativa da geekness de um gajo, é este espantoso, apaixonante, complexo, arrebatador romance em BD chamado Watchmen. Para os cépticos que acham que a BD é coisa de garotos, convém lembrar que a revista Time considera esta graphic novel como um dos 100 melhores livros em língua inglesa desde 1923 até aos nossos dias...



Claro. Puxa. Mais um bocadinho e havia mortos e feridos. Leia-se.

 

 

Caramba. Ainda bem que este quadro do Gustave Courbet que ilustra a capa do livro e que provocou todo este sarilho está exposto bem longe do nosso país decente e moral, nesse antro de depravação e lascívia que é o Museu d'Orsay, em Paris!

 

Espero não chocar ninguém com isto, nem que a polícia entre por aqui dentro; mas é ou não é verdade que este país atravessa, claramente, um período mal f*d*do?



Magnífico texto de José Saramago, este que pode ser lido nos Cadernos do autor.

 

Hoje, na rádio, voltei a bater na tecla Walter Dias... Espero mesmo que o SEPNA, o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente vá mesmo ver o que se passa, depois do alerta que lhes foi lançado por um leitor aqui do estaminé, o João Bucho, a quem nunca será demais agradecer a contribuição para esta causa.



 

Ou melhor: não é exactamente o Carnaval que é uma estupidez. O mal do Carnaval é estupidificar, ainda mais, os já de si estúpidos. Case in point: uma, vamos chamar-lhe, porca loura histérica que, durante um passeio que eu e a Ana demos há bocado pela Marginal, achou que era uma belíssima ideia atirar, com uma força desmesurada, uma bomba de água contra uma mulher grávida (e de forma já tão evidente, aos seis meses), e precisamente ao nível da zona da barriga. Abençoada a falta de pontaria do estupor, mas foi por pouco que aquela espécie de Miss Piggy mas em versão mais animal, não arranjava aquilo que poderia ser um sarilho. Nada contra o Carnaval: mas cada vez mais acho que é preciso merecê-lo. Um país repleto de bandalhos sem ponta de civismo durante todo o ano, precisava de um dia - podia ser esta terça - para, só para variar, não o serem por umas horas.



Esta tarde, o meu caro amigo Filipe Homem Fonseca, fã devoto da graphic novel mais espantosa da História, Watchmen, será um dos 10 peritos internacionais a entrevistar Zack Snyder, realizador da adaptação cinematográfica do livro, e Dave Gibbons, o responsável por desenhar a história que o quase-eremita Alan Moore criou. A entrevista acontece no universo virtual da Playstation, o Home, cada interveniente usando o seu avatar, e o evento poderá ser acompanhado em directo através do sistema UStream aqui, no blog do próprio Filipe.

 

Watchmen é um livro que me acompanha há anos e ao qual volto, de vez em quando. É aquele tipo de livro que, sem uma pessoa saber bem porquê, compra mais do que uma vez na vida, não vá uma das edições perder-se. Bom, eu até sei porque comprei o meu segundo exemplar - porque tinha um autógrafo todo pipi do Dave Gibbons, na Forbidden Planet de Londres. O livro consegue ser fácil e, ao mesmo tempo, impossível de adaptar. Fácil, por um lado - porque a respiração da história, graças à linguagem de Moore e à incrível "realização" de Gibbons, é de cinema puro. Ou seja, se quis ser fiel ao livro, Zack Snyder nem precisava de um artista de storyboards; Watchmen, para além de ser um monumento literário e de BD, é, já de si, um storyboard para um filme. Por outro lado, o universo de Watchmen é tão vasto e a história tão detalhada que dificilmente se encaixa num filme sem que se perca muita coisa. Mas a verdade é que Snyder fez um trabalho e pêras na adaptação de 300 e percebeu-se que ama a BD e que não é um mero tarefeiro, o que pode querer dizer que, apesar de Alan Moore já odiar o filme à partida (porque, na verdade, odeia Hollywood - e com razão, basta que se veja o atentado chamado A Liga de Cavalheiros Extraordinários, com Sean Connery), Watchmen tem tudo para ser um belíssimo espectáculo.

 

Recordando o sítio onde esta entrevista inovadora pode ser vista mais logo, a partir das 16h: é aqui, no estaminé do Filipe Homem Fonseca!



 

Se por um lado é uma tremenda consagração para Conan O'Brien ser promovido ao Tonight Show, por outro há uma estranha sensação de perda ao vê-lo terminar o brilhante Late Night With Conan O'Brien. Sou fã de Conan desde os tempos em que o programa era visível, em Portugal, no extinto Super Channel, ainda na era do boom das parabólicas. Há uns anos,tive o inesquecível privilégio de assistir, ao vivo, nos estúdios da NBC, a uma emissão do programa (o que me deixa um certo aconchego, apesar de tudo). Não tenho dúvidas de que ele fará um trabalho extraordinário em Los Angeles, no Tonight Show; tenho pena é que, por razões óbvias, o horário nobre e mais familiar até aqui ocupado por Jay Leno não permita a Conan, sem dúvida o tipo menos L.A. da TV americana, fazer aquilo que era realmente espantoso no Late Night: um verdadeiro laboratório de comédia onde se levaram a cabo as experiências mais estranhas, deliciosas e arrojadas da História dos talk shows. Late Night With Conan O'Brien era tão bom, que conseguia ser bom mesmo quando as piadas não funcionavam. A grande lição de Conan e da sua equipa é que nunca saberemos o que distingue um clássico para a História de um fiasco se não tivermos o par deles para tentar.

 

Saquei da net o episódio final. Fazendo lembrar o Herman no Tal Canal e na Roda da Sorte, Conan destruiu o cenário (e distribuiu-o em pedaços pelo público - aqui entra o factor inveja!), velhos amigos apareceram - Will Ferrell conseguiu juntar dois clássicos seus num só, Andy Richter voltou ao sofá ("I told you you'd never last without me!"), Abe Vigoda foi libertado para a natureza - reportagens e sketches clássicos foram recordados - o baseball do século XVII, a partida da sauna a Andy Richter, Jim Carrey em The Conan OBrien Story, o episódio integralmente feito em plasticina, etc - e a música ficou a cargo dos White Stripes, uma das bandas preferidas de Conan (sem dúvida o talk show host com melhor gosto musical, responsável por ter dado tempo de antena na NBC a bandas que, de outra forma, dificilmente o conseguiriam). E houve ainda tempo para um discurso final de voz embargada onde toda a gente foi homenageada... até a concorrência, na pessoa de David Letterman. A parte mais promissora foi no fim, quando Conan respondeu, a quem diz que ele vai ter de crescer, agora que passa para o horário nobre, "that's just not going to happen. I can't. This is who I am, for better or worse!"

 

Enquanto a "new gig" não começa, dou por mim a desejar, com todas as minhas forças, que a NBC faça um favor aos fãs do Late Night e - pleeeeeease, pretty pleeeeeease - edite uma compilação decente e opulenta dos melhores momentos destes 16 anos. Só foram editados - em região 1 - dois DVDs de Conan, que recomendo vivamente embora saibam a pouco por serem vergonhosamente curtos, um contendo o episódio especial de celebração dos 10 anos do programa (que é também um best of) e o outro com os melhores momentos de uma das mais imortais criações que de lá saíram, o insultuoso cão Triumph.

 

 

Estou curioso para ver como vai Conan conciliar o seu inconfundível estilo pessoal com a necessidade de chegar a mais público que o Tonight Show pede. Nunca será um Late Night With Conan O'Brien, mas se lhe derem espaço para subverter o Sistema por dentro, o resultado até pode ser histórico. E espero que o deixem levar a orquestra do Max Weinberg. E o Joel. E o Triumph! Mas talvez já seja pedir demais...



 

 

Ah, as saudades das directas para ver os Óscares!... Acho que é o primeiro sinal inequívoco de que já não vou para novo, uma vez que cabelos brancos já o Steve Martin os tinha em jovem. Muitos de vós dirão que são mais velhos do que eu e que, mesmo assim, papam a cerimónia toda até ao raiar da aurora. A diferença está no facto de, pelas oito e pouco da manhã, eu ter de estar a dizer piadolas na telefonia e vocês, à hora a que eu escrevo estas linhas, estarem a dormir. Eu devia ter pensado nisto em 97 quando o Luis Montez me propôs que saísse do meu horário confortavelmente nocturno e alternativo para fazer O Homem Que Mordeu o Cão no Programa da Manhã da Comercial. Possivelmente hoje andava aos caídos mas, caramba, teria visto de fio a pavio as últimas cerimónias dos Óscares, que é coisa de que tenho saudades. A última que vi foi no ano da Marcha dos Pinguins. Não me esqueci nunca mais, não porque aprecie esse filme, mas porque aprecio pinguins e apreciei que aquele tivesse sido o ano da sua consagração.

 

Em Portugal, houve maratonas de troca de comentários no Twitter, provando que a dita ferramenta, tão amaldiçoada por tanto frequentador deste blog que não me perdoa que eu blogue mais no Twitter do que aqui, é, de facto, uma coisa muito divertida. Aliás, eu soube do triunfo de Slumdog Millionaire precisamente pelo dito Twitter e por gente como o João Quadros, o José de Pina, o Filipe Homem Fonseca ou o Paulo Querido, que passaram a madrugada num animado parlapiê que andei a pôr em dia há bocado.

 

Quanto ao triunfo de Slumdog Millionaire, prova que Danny Boyle é capaz de ter criado o filme mais unânime dos últimos anos, conquistando prémios e críticas positivas dos mais variados quadrantes, dos mais académicos aos mais alternativos. Excepção feita ao Luis Miguel Oliveira, do Público, que tem todo o direito à sua opinião e ao seu gosto pessoal, embora escrever, peremptoriamente, que o talento de Danny Boyle é "nulo" e que "Danny Boyle não conseguiu sentir mais do que o cheiro a merda, cada um tem o nariz que tem" me pareça o tipo de coisa que eu escrevia quando queria ser crítico de cinema - tinha então 15 anos e procurava desesperadamente afirmar-me (e, OK, ver também o corpo nu de uma mulher; acabei por perceber que dizendo vigorosamente mal de filmes não ia lá). Mas constato que há sempre quem tenha uma reacção violenta aos filmes militantemente simpáticos. Lembro-me dos horrores que houve quem escrevesse sobre O Destino Fabuloso de Amélie Poulain, incluindo que era "um filme fascista" (aliás, "fascista" é uma das palavras preferidas de alguns críticos de cinema para apelidar certos filmes). 

 

Quanto às acusações de que Danny Boyle usa a pobreza da Índia para fins de espectáculo: caramba, mas não é essa, desde sempre e com uma alegria contagiante (à qual Boyle foi beber) a ideia de boa parte do popularíssimo cinema de Bollywood? Ainda por cima, Boyle - e o livro de Vikas Swarup em que ele se baseia, Q & A - tem algumas coisas pertinentes para dizer e não apenas escapismo puro.

 

De resto, nada de muito imprevisível nos Óscares. Já agora - e ainda estou mais convicto disto depois de rever umas quantas cenas de The Dark Knight no esplendoroso Blu-ray - devo dizer que acho o Óscar para Heath Ledger inteiramente merecido. É triste pensar que ele o ganha só porque está morto (não me lixem, todos sabemos que a Academia nem de longe tocaria em The Dark Knight se Ledger estivesse vivo e de boa saúde), porque, morto ou vivo, a proeza que ele consegue com o seu Joker no filme de Christopher Nolan é a de transformar uma figura de comic book num psicopata possível, de carne, osso e maquilhagem esborratada. É uma abordagem nova e merecedora de celebrações.

 

E agora vou tentar perceber como é que Hugh Jackman se saiu como anfitrião. Que tal foi a delivery das piadas que o Ricky Gervais lhe escreveu?



 

Entre as pecularidades do circo Walter Dias - antigo Circo Atlas - está, obviamente, o uso abusivo descarado (e corajoso, tendo em conta o poder da Disney para esmagar quem a rouba) do lettering da Walt Disney, concebido a partir da assinatura do próprio Disney. Mas isso é o menos, até diverte. Hoje passei pelo estaminé circense de Walter, aqui ao lado, em Carcavelos. Digamos que já é algo surreal ver um dromedário nesta zona; obsceno e trágico é ver um dromedário, em Carcavelos, tentando desesperadamente mexer-se dentro de uma jaula pouco mais que minúscula. Dizem-me que também há leões nesta situação. E sabe-se lá mais o quê.

 

Passar junto ao circo Walter Dias é sentirmo-nos (ainda) mais terceiro mundo. É evidente que este é apenas um caso entre muitos - o que não falta em Portugal é circos tratando animais com uma desumanidade medieval. Mas este foi o exemplo chocante pelo qual passei hoje, e que me levou a sonhar que existia mesmo um movimento revolucionário como o que Brad Pitt liderava no 12 Macacos. Vontade não falta de abrir aquelas jaulas e libertar aquela bicharada. O problema é que uns eram capazes de nos comer e os outros eram atropelados ali ao pé, na Marginal. Porquê? Precisamente porque não é suposto estes animais estarem aqui. E isso é capaz de não ser uma verdade elementar para os miúdos, o público-alvo do circo, mas deveria ser para os adultos e, por exemplo, para as empresas supostamente sofisticadas e civilizadas que, ano após ano, pactuam com esta inacreditável forma de tortura, preguiçosamente depositando a organização das suas festas de Natal, Carnaval e afins nas mãos de artistas como Walter.

 

O circo de Walter Dias está montado para a época Carnavalesca. A mesma época em que uma sátira ao computador Magalhães, no Carnaval de Torres Vedras, foi aplicadamente proibida, num inacreditável acto de censura sem explicação. Aparentemente, estamos num país em que, no Carnaval, há que zelar pelo bom nome de um computador - enquanto um dromedário, leões e outras criaturas se debatem com falta de espaço, frio e um treino que não deve ser nada meigo para que cumpram o que deles se espera e Walter Dias receba o dinheiro de que necessita para, eventualmente, poder pagar o dinheiro que a Disney ainda lhe vai exigir por usar a assinatura de Deus no seu arrepiante Carnivale.

 

Associações de defesa dos animais há várias, neste país, e fazem o que podem - enquanto são olhadas por muito boa gente como bandos de malucos sem vida que não deixam o bom entretenimento da tortura animal ser apreciado em sossego pelo povo. Mas não era suposto uma ASAE ver o que se passa aqui e fazer alguma coisa? Talvez não - até porque, se calhar, é num circo como este que acontece a festa de Natal lá dos funcionários.



O Só Visto da RTP acompanhou o dia que eu e a Ana passámos no jornal Metro, a dirigir a edição especial de Dia dos Namorados. O dia histórico em que eu disse adeus à minha barba, por amor. A reportagem ficou magnífica - nunca é demais deixar aqui agradecimentos e homenagens à equipa do Só Visto e à Dália Madruga em particular. E é também de deixar a mesma dose de agradecimentos e homenagens à equipa do Metro e ao seu director - o director a sério, Luis Pimenta - por um dos melhores dias dos namorados de que há memória... e nem sequer calhou no dia 14.

 

 





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