Ontem, segundos depois de eu ter avisado aqui no estaminé e no Twitter que as novas promos d'Os Contemporâneos, criadas exclusivamente para a net, estavam online - no novíssimo blog que a equipa do multimédia da RTP criou para o nosso programa - o dito blog veio abaixo com uma espectacularidade e rapidez tais que, se é verdade que maça, porque houve muita gente que ficou pendurada sem ver, por outro lado deixa-nos lisonjeados pelo entusiasmo que anda aí por esse lado pelo nosso trabalho. Em nome da equipa, aqui vai um obrigado dos grandes.

 

Enquanto o site não volta (a verdade é que há pouco, às 8 da manhã, ainda estava em baixo), há sempre a possibilidade de ver uma das promos aqui, cortesia da PFTV:

 

 

A outra promo - com os Panisgas - é que não a encontro em lado nenhum, a não ser no blog oficial da RTP, o tal que continua off depois da febre de quarta à noite... Aguardem, que mais minuto, menos minuto, é natural que este endereço esteja de novo funcional.



 

A RTP pediu e a gente criou um par de videos exclusivos para a Internet, promovendo a terceira série d' Os Contemporâneos. Um é protagonizado pelo Chato, o outro pelos Panisgas. Isto nunca verão na TV, por isso apontai para aqui.



 

O meu caro Nuno Duarte, também ele uma das mentes das Produções Fictícias (no curriculum dele estão episódios de Bocage, Liberdade XXI e material para o Inimigo Público), lançou recentemente um magnífico álbum de BD, escrito por ele e desenhado por Osvaldo Medina e Ana Freitas, que urge ser devorado: o primeiro tomo de A Fórmula da Felicidade. Consegue ser poético, divertido, nostálgico, brutal e é uma fábula - dessas, com animais que falam (mas que fazem bastante mais do que isso) - para acabar com todas as fábulas. É um álbum que parece um filme, daqueles que serve já uma espécie de storyboard para facilitar a vida de quem quiser transformar isto num grande filme de animação (e quem dera que houvesse orçamento e vontade para fazer isso). Garanto-vos que nunca mais verão o Baixo Alentejo da mesma maneira...

 

É uma edição da Kingpin Books, que tem andado a lançar alguma da mais inovadora Banda Desenhada nacional de sempre (as séries Super Pig e C.A.O.S. são segredos bem guardados à espera de serem descobertos). Venha o segundo volume da saga, o quanto antes...



(As fotos vieram de um álbum Facebook das Produções Fictícias.)

 


 

 

Há entusiasmo no ar, há alegria, há material de canalização -  o primeiro episódio da terceira série d'Os Contemporâneos teve hoje o primeiro dia de gravações em que o elenco todo participou. Vai para o ar no próximo domingo, dia 3, e estamos contentes com a maneira como o programa está a ficar. A imprensa está a acompanhar em peso o regresso, o que muito agradecemos, e há um certo hype no ar que provoca um misto de nervoso pela responsabilidade e alegria por termos interessado as pessoas o suficiente com o esforço da série 2, depois de termos andado a fazer experiências durante a série 1 (a tal que levou anónimos variados a decretar que o programa não duraria mais que uma temporada e, possivelmente, não até ao fim). Por tudo isso, sabe bem ainda cá estarmos a dar o litro e termos mais 13 episódios pela frente para prosseguir esta odisseia.

 

Hoje estivemos a gravar um sketch que a dada altura se revela que, no fim de contas, não é um sketch - embora seja um sketch. Não se preocupem, não é nada de pretensioso ou inacessível. O Bruno interpreta com grande categoria o papel de um formador de canalizadores. Uma parte desta rábula é inspirada num pedacinho de texto da edição do Há Vida em Markl que fiz há umas semanas sobre a profissão de canalizador. O resto é inspirado em algo completamente diferente disso. Se tudo correr bem, este é o sketch que fecha, de forma muito tocante e visualmente bela, o episódio de domingo. Um episódio que contém algumas rábulas muito, muito polémicas. Tanto, que hoje considerávamos a possibilidade de ser suspensos ao fim deste primeiro programa, o que faria da 3ª série d' Os Contemporâneos, a temporada mais curta que uma série já teve - 1 episódio. Pelo menos há de despertar em algumas pessoas uma forte vontade de espancar a equipa do programa, por razões díspares. 

 

 

Entretanto, amanhã à tarde passo por duas experiências dignas de nota: uma - que espero que termine a tempo da outra - é fazer uma alucinante sessão fotográfica para ilustrar a grande entrevista que a revista Única, do Expresso, me fez há uns dias. Foi uma entrevista brilhantemente conduzida pelos jornalistas Mafalda Anjos e Bernardo Mendonça, a conversa mais divertida, interessante e inteligente que tive com a imprensa desde uma já longínqua entrevista que o extinto suplemento DNA, do Diário de Notícias, me fez há uns anos valentes. Eles tiveram uma ideia arriscada (e muito trabalhosa) para a parte fotográfica da coisa, mas que pode ficar bem catita. Podia ficar melhor se eu tivesse o mais pequeno resquício de talento para ficar bem em fotografias. Mas os fotógrafos do Expresso, a equipa de maquilhagem do Sérgio Alxeredo (que também maquilha Os Contemporâneos) e a estonteante produção da grande Miss Suzie, a produtora de moda que os Irmãos Catita celebrizaram, são capazes de fazer milagres. Não, não me vou vestir de mulher, caraças.

 

 

Por fim, e respondendo a um simpático convite da TB Store, estarei às 18h de amanhã (e até às 21h) a apadrinhar a inauguração da Loja Apple do Colombo. Eles convenceram-me a estar atrás do balcão a atender a clientela. Não, não me deixam oferecer iPods ou fazer descontos, mas aguardo com alguma expectativa o momento em que proferirei as lendárias palavras "verde-código-verde, por favor". Lá vos espero.



 

Recebi no meu e-mail um apelo para que me junte a uma operação de limpeza de imagem de Portugal, agora que os McCann, os pais da desaparecida Maddie, se preparam para ir ao talk show mais visto e amado do mundo inteiro: o programa de Oprah Winfrey. Teme-se que os McCann procedam ao chamado arraso total e completo do nosso país, perante a audiência titânica que o programa tem em todo o mundo.

 

Não tenho dúvidas que o e-mail é bem intencionado (além de ser refrescante receber algo que não é um powerpoint ou um anúncio sobre como aumentar o meu pénis / ser melhor na cama), mas a verdade é que, se os McCann forem para a Oprah dizer cobras e lagartos desta terra, eh pá, como dizer?... Nós pusemo-nos a jeito. Não há outra maneira de formular a coisa. É uma coisa em que somos bons, pôrmo-nos a jeito para perpetuar a ideia de que neste canto do planeta vivemos mais ou menos numa espécie de Idade Média com estâncias balneares. Cada vez estou mais convencido de que precisamos urgentemente de um perito em marketing para tratar disto, porque somos muito, muito fraquinhos a vender-nos lá para fora.

 

Eu não sei se os McCann tiveram ou não alguma coisa a ver com o desaparecimento da pequena Maddie; sei que, tenha acontecido o que tiver acontecido, aqueles dois perderam uma filha. E foram pessoas do país que agora receia o que o casal vai dizer para o talk show mais visto do planeta, que se deram ao trabalho de sair à rua há não muito tempo para insultar alarvemente um tipo que, até prova em contrário, é só um homem a quem a filha desapareceu / morreu (mesmo que, sabe-se lá, devido a negligência dele e da mulher). E foram investigadores do país que agora teme ficar - de novo - visto como uma terreola saloia, que lidaram com todo este processo com o sensacionalismo tablóide e a ânsia de protagonismo que não é suposto, definitivamente, ser o apanágio de certas instituições.

 

É por isso que quando vejo ser lançada uma campanha "escrevam para o e-mail da Oprah a dizer que as coisas não são bem como os McCann dizem", penso como, às vezes, parece que temos gosto em continuar a cavar. Não para encontrar tesouros ou cadáveres de pessoas desaparecidas, mas porque, aparentemente, ainda há quem ache que não andamos a descer suficientemente fundo.

 

Eu, se quiser chegar à China, apanho um avião, senhores!...



 

Já há um número bastante jeitoso de sketches escritos, a apresentação oficial foi feita na quinta-feira e as gravações arrancam na próxima semana, sendo a estreia no dia 3 de Maio na RTP-1 pelas 22h15. O video acima foi feito no dia do primeiro brainstorm. É, em poucos minutos, a coisa mais parecida a estar na reunião semanal!



A operação Quem Leva o Markl, inserida na campanha Galpshare pelo carpool nacional, vai para a frente e acontece já esta segunda-feira. O nome do valente indivíduo que me vai dar boleia está anunciado no blog oficial da campanha. Ide lá. Ide.



Os Lonely Island são uma banda de comédia de Berkeley, California, que Lorne Michaels, o produtor de Conan O'Brien e de Saturday Night Live, trouxe para o estrelato precisamente no eterno programa de sábado à noite. Os rapazes acabam de gravar um CD chamado Incredibad e, mesmo que lhes falte a criatividade e a subtileza de uns Flight of the Conchords ou a mitologia cómica de uns Tenacious D, transformaram num fenómeno gigante um single curto, incisivo e contando com a colaboração de Seth Rogen, um dos mais famosos membros do bando de Judd Apatow. A canção tornou-se num culto da net, com torrentes de fãs a apresentarem as suas próprias versões do videoclip... Ainda assim, não há nenhuma como a versão original. Senhoras e senhores, convosco os Lonely Island, o elo perdido entre os Beastie Boys e a Revista Mad!

 

 



Se actualmente eu tivesse de escolher duas séries, uma americana e outra britânica, como sendo a nata da produção televisiva actual, não hesitava: na América, Dexter; em Inglaterra, The Thick of It. Já aqui falei desta série da BBC, uma britcom tão perfeita, tão hilariante-até-às-lágrimas, que, para mim, tornou-se rapidamente na melhor e mais bombástica manifestação do talento que os britânicos têm para a comédia, desde Ricky Gervais.

 

Já tenho há uns tempos a primeira série, composta por seis episódios (à boa maneira "pequeno-mas-perfeito" da BBC) e agora comprei na Amazon o recém-editado The Thick of It: The Specials, contendo dois especiais de uma hora cada, onde reencontramos o maravilhoso mundo de sacanice, falta de carácter, traição, negociatas obscuras e outros mimos dos bastidores da política britânica - e, sobretudo, uma das mais extraordinárias personagens de comédia que os ingleses já criaram, o spin doctor Malcolm Tucker, um monstro cómico para a mesma galeria onde já estão Basil Fawlty ou David Brent, interpretado brilhantemente por Peter Capaldi.

 

Mas no primeiro dos dois especiais que surgem no novo DVD, um dos momentos mais espectaculares está por conta do actor Paul Higgins, que põe o sotaque escocês a bom uso para explodir num dos insultos mais arrebatadores da série - e o que há mais na série é insultos arrebatadores, consequência dos ataques de nervos em que vivem todos estes protagonistas da cena política britânica. Higgins interpreta Jamie, braço direito de Malcolm Tucker, e um tipo perigosamente psicótico. É também fã do lendário cantor Al Jolson. E quando Ollie Reeder (Chris Addison), conselheiro ministrial, ousa, no meio de uma crise, gozar com Al Jolson, acontece isto:

 

 

 

 

 

 

 

 

Até The Thick of It, os melhores insultos da História da Comédia eram os que Richard Curtis e Ben Elton escreviam para Blackadder ("He's the most overrated human being since Judas Iscariot won the AD 31 Best Disciple competition"), mas o chorrilho de ofensas verbais que são trocadas nos bastidores do poder inglês em The Thick of It batem todos os recordes. Agora que já leram o texto, vale a pena ver a cena e como o sotaque escocês de Paul Higgins torna a coisa ainda mais psicótica:

 

 

Os interessados - e toda a gente deveria estar interessada em The Thick of It, porque é monumentalmente bom - deverão pois deitar as mãozinhas a estes dois discos...

 

 

Com estes dois, ficarão com tudo o que Armando Iannucci fez, até ao momento, em The Thick of It. Ele agora está a preparar a segunda série e, entretanto, que bom seria se o filme In The Loop, a versão cinematográfica de The Thick of It, estreasse por cá...



A Dexter-mania está a atingir píncaros nunca antes alcançados. Ontem andei a passar a pente fino a loja do canal Showtime e a fina selecção de produtos oficiais da melhor e mais subversiva série sobre investigação forense da História da TV, e há coisas notáveis sobretudo ao nível de louças e faqueiros, sem dúvida os mais doentios que já se fizeram (e não estou só a falar do preço). Não, isto é material doentio, mas de uma forma inspirada. Ideal para jantaradas em noites de maratona Dexter.

 

Notáveis também os brincos "Body Parts", para embelezar as orelhas da pessoa amada:

 

 

Ou as almofadas para o sofá da sala:

 

 

Convém dizer que todos estes itens custam os olhos da cara. Mas, apesar de tudo, não no sentido literal, tendo em conta o herói que os inspira.





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