Diz o António-Pedro Vasconcelos, e muito bem, que uma ante-estreia como a de ontem não deve ser tomada como avaliação do sucesso de um filme. Foi uma mega-operação, com um mar de espectadores desesperadamente tentando trocar os seus convites por lugares não só na sala 1 mas também na sala 3, onde o filme foi projectado para quem não chegou a tempo para conseguir lugar na sala principal, mas a verdade é que havia lá muita gente do meio, muitos amigos das pessoas que trabalharam no filme. E isso, quer-se queira, quer não, acaba sempre por influenciar o olhar daqueles espectadores. 

 

Mas estava lá muita, muita gente - e muitos espectadores imparciais. E foi um gosto perceber que a sala estava agarrada à história - simples, directa, inteligente - que o Tiago Santos criou para o António-Pedro realizar e que, numa observação de alívio mais pessoal, a minha personagem - tal como o argumentista, Tiago de seu nome - cumpriu o seu papel de comic relief da obra. Eu trabalho em comédia, e nada se compara, para quem faz disto a sua vida, à visceral reacção de uma sala gigante cheia, rindo em uníssono. O meu trabalho não foi o mais difícil: o Tiago acaba por ser a tal variação do que eu sou, aquilo em que eu me teria tornado se tivesse tomado escolhas diferentes em momentos decisivos da minha vida; o mais difícil - e que merece todas as honras e elogios - é o trabalho de escrita do outro Tiago, o Santos. Tanto ele como o António-Pedro permitiram-me "marklizar" algumas coisas, mas, na sua essência, aquilo que fez a sala rir foram as brilhantes ideias do Tiago, a começar pelo conceito da personagem que quer transformar um prédio num estado independente. Estarei sempre grato ao Tiago por ter escrito aquele material precioso e por ele e o António-Pedro mo terem posto nas mãos, opção arriscada tendo em conta a minha inexperiência como actor - no sentido mais puro e duro da palavra.

 

Mas foi uma noite feliz e divertida. A começar logo pelo encontro dos actores no Hotel Altis. Rever o Marco d'Almeida e o Pedro Laginha e beber com eles uma bica da sorte no bar do hotel foi reeditar a química que nos uniu no filme. Na verdade o Laginha tentou convencer-nos a beber um shot de qualquer coisa, o grande maluco, mas a mistura entre eu não ter comido nada de jeito o dia todo (os nervos!) e o bar do Altis não ser uma tasca levou à ajuízada situação de entrarmos no São Jorge totalmente sóbrios.

 

Confesso que nunca pensei que tanta gente quisesse assistir à ante-estreia do filme. A decisão de projectar o filme em duas salas para caber toda a gente gerou um caos tão extremo que, por momentos, temi que não houvesse lugar para a minha própria mãe - mas tudo se compôs. Adorei ter a Ana do meu lado quando a luz se apaga e a hora da verdade começa. Adorei vê-la rir e, como já tinha visto o filme, pude reflectir sobre o quão importante foi o papel dela em tudo isto. Quando o António-Pedro me convidou para esta pequena odisseia, o meu filho Pedro estava prestes a nascer e eu temia que a rodagem me afastasse dos primeiros meses de vida dele e sobrecarregasse a Ana com uma trabalheira de dimensões titânicas. Isso e o medo de não estar à altura do convite: o que iria eu fazer rodeado de actores a sério, num filme dirigido pelo homem que fizera O Lugar do Morto, Aqui d'El Rei, Jaime, Os Imortais, Call Girl? A Ana não só me encorajou a avançar, como teve a trabalheira de fazer os papéis todos do filme, em sessões caseiras de "bater texto" que foram essenciais para eu ir com outro à vontade para as rodagens. Uma mulher assim é preciosa! E eu só podia estar à altura da confiança que ela depositou em mim. Foi a sensação da noite, perceber que ela adorou genuinamente o filme e o trabalho que ela ajudou a construir e que me afastou, alguns dias e noites, de casa. Isso vale mais que qualquer crítica, há que dizê-lo...

 

Também foi emocionante ver a minha mãe comovida. A minha mãe é de um realismo e frontalidade extremos, e estava receosa de ver o filho meter-se num buraco. O episódio mais divertido que se passou sobre isto aconteceu na noite em que fui com ela e com a minha irmã ao Corte Inglês, à ante-estreia d'O Sítio das Coisas Selvagens. No átrio do cinema há um enorme stand-in d'A Bela e o Paparazzo. A minha mãe consulta a ficha técnica do cartaz e diz, num tom de lamento: "Não estás aqui, filho. Não te puseram no cartaz."

 

"Mãe, olha para ali: Soraia Chaves. Marco d'Almeida. Nuno Markl."

 

"Ah! Estás no princípio da ficha técnica! Eu estava à procura do teu nome cá para baixo..."

 

Acho que ela não estava à espera que o Tiago atravessasse o filme de uma ponta à outra e ela é o indicador mais animador, apesar de ser minha mãe: se ela não tivesse gostado, ela tinha-o dito com a sinceridade que a caracteriza. O facto dela ter gostado foi, acreditem, importantíssimo para mim.

 

No final da sessão houve aplausos, ovações e momentos quase surreais. No melhor dos sentidos. De repente surge o Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, dando-me os parabéns e dizendo "se quiser prédios para declarar a independência, eu arranjo-lhe uns quantos em Lisboa!". E, de repente, o antigo Presidente da República, Mário Soares: "O senhor é um grande actor". E eu penso: à partida, nada nesta frase bate certo comigo, a começar no "senhor" e a terminar no "grande actor". Mas percebi que havia ali sinceridade e entusiasmo: aparentemente, consegui fazer Mário Soares rir com gosto. A parte mais delirante é que - obviamente ele não se lembra disto, no meio de tudo o que tem sido a vida dele - mas nos meus tempos de jornalista, eu consegui irritar o nosso ex-Presidente (era ele Presidente!), quando, ao serviço da rádio e como jovem e anónimo repórter, tentei obter umas declarações dele sobre um tema qualquer da actualidade durante uma visita dele a uma exposição já não sei de quê. Vocês não queiram irritar Mário Soares, é só o que digo!

 

A noite de ontem não terá sido a hora da verdade, mas uma semi-hora da verdade. Foi bom sentir a respiração da sala e perceber que os mais diversos tipos de público, juntos na(s) mesma(s) sala(s), mantiveram o interesse naquela história. E foi bom, hoje, começar a encontrar elogios destes, na net. O que claramente anula o efeito de lixo deste, escrito por alguém que não viu o filme, mas que já tem sábios juízos sobre ele, baseados em ignorância iluminada, preconceito, estupidez e total e completo desconhecimento do que é A Bela e o Paparazzo, da intenção do filme, da acutilância e inteligência do argumento do Tiago Santos e de como este, como vários outros filmes do António-Pedro Vasconcelos, consegue trabalhar a sério para ser o elo perdido entre chegar ao público e nivelar por cima.

 

É verdade que o cinema português não anda com a melhor das imagens, mas só posso, neste momento, pedir que os mais cépticos dêem o benefício da dúvida a um filme feito por um grupo de pessoas preocupadas em contar bem uma história, em dizer alguma coisa de relevante, em fazer com que o cinema português recupere a fusão de acessibilidade e inteligência que movia os ilustres veteranos da Idade de Ouro da comédia portuguesa. Seria presunção dizer que o conseguimos, mas todos, em todas as áreas, trabalhámos a sério para chegar lá perto. 

 

Dito isto, eis um pouco do ambiente de ontem, no São Jorge, seguido do making of que a RTP exibiu ontem, realizado pelo Sebastião Albuquerque. 

 

 

 

 



Conforme prometido, na 2ª feira ao serão acontece nesta fanpage do Facebook o estonteante jogo-relâmpago d'A Bela e o Paparazzo, iniciativa que junta a ZON Lusomundo e o Cão Azul e que será uma frenética competição por um lugar na antestreia VIP do filme e por t-shirts da colecção criada pelo Cão Azul para a personagem levemente alucinada que interpreto no filme, o empreendedor Tiago.

 

Tudo acontecerá quando eu publicar um post na página do Facebook dando o tiro de partida. Imediatamente a seguir, cabe aos interessados desatar a deixar comentários nesse post dizendo apenas "Estou com uma erecção!" (que, conforme sabe quem já viu o trailer do filme, é uma coisa extremamente digna que a minha personagem diz a dada altura da obra). Não há limite de comentários por concorrente, tudo vale no frenesim de ser o autor do 100º comentário. O autor ou autora do centésimo "Estou com uma erecção!" será o(a) feliz contemplado(a) com um convite duplo para a antestreia VIP do filme - que acontece no Cinema São Jorge, em Lisboa, na quinta-feira, às 21h30 - e também com uma das t-shirts da colecção A Bela e o Paparazzo, do Cão Azul, à sua escolha (e por escolha entenda-se também o esquema de cores).

... e há ainda um modelo que não aparece no final cut, mas que é bem catita:

 

 

Os autores dos comentários 98 e 99 não terão direito a convite para a antestreia, mas não saem de mãos a abanar, ganhando também, cada um deles, uma t-shirt à escolha, entre os espécimes da colecção do filme.

 

2ª feira à noite, estejam atentos. Aqui.



 

Nem parece que foi assim há tanto tempo que eu andava aqui a fazer o diário dos meus dias de rodagem n' A Bela e o Paparazzo, a comédia romântica agridoce do António-Pedro Vasconcelos e do seu argumentista, o Tiago Santos. E agora, aí está a obra acabada... e vista! Ontem a ZON e o produtor, Tino Navarro, organizaram uma sessão na sua sala de projecções para a Soraia Chaves, o Marco d'Almeida e eu - e confesso que, antes da projecção, eu estava com os nervos em franja. Não por causa do filme em si - um argumento sólido como o do Tiago e a realização sempre segura do António-Pedro nunca poderiam resultar num mau filme - mas por causa de mim. É que uma coisa é imitar uma orca num sketch; outra, é atravessar um filme de uma ponta à outra e manter uma personagem que, por muito confortavelmente próxima que seja da minha pessoa, é uma figura com nuances, twists, surpresas, variações de tom e segredos do fundo do coração - e no cinema está tudo em grande.

 

Mas a verdade é que estou muito contente com o resultado: A Bela e o Paparazzo não quer mudar o mundo; quer entreter as pessoas ao mesmo tempo que as espicaça a pensar sobre o vampirismo mediático. É uma comédia romântica que vai beber a sua inspiração não àquilo que hoje se convencionou chamar "comédia romântica" ou "rom-com", mas às da velha guarda: a Billy Wilder, por exemplo, que, como o prova O Apartamento, conseguia equilibrar histórias de amor doces com uma certa acidez que está presente no filme do António-Pedro e no argumento do Tiago. Não é uma Pretty Woman nem um You've Got Mail: é um filme que chama bois pelos nomes e diz palavrões (e o Tiago sabe escrever muito bem diálogos com palavrões) e dá murros no estômago (e, coitado do Marco, também na cara dele). Ao mesmo tempo, e mesmo que se preveja que apareçam críticos a dizer que é um filme americanizado, é uma história intensamente lisboeta e que, nas cenas de bairro, tem um espírito muito Pátio das Cantigas que a todos nos deu grande gozo ressuscitar.

 

Não faço ideia como é que público e crítica vão reagir (a bem dizer, prevejo como vai reagir alguma crítica e, como é de esperar, não será bonito de se ler), mas independentemente do que se diga, escreva e aconteça, A Bela e o Paparazzo fica-me no livro das memórias de várias formas especiais. Não só porque acho que ficou feito um bom e inteligente filme comercial (e percamos o medo de usar a palavra "comercial" porque o António-Pedro Vasconcelos tem provado, ao longo da carreira, que o cinema pode falar ao público e ser inteligente), mas também porque o processo foi divertido, didáctico para mim que estava habituado a ver os bastidores nos extras dos DVD e que, desta vez, estava lá dentro, e porque as rodagens coincidem com o nascimento do Pedro - e o gozo que A Bela e o Paparazzo deu, acabou por ser uma espécie de celebração involuntária de uma das alturas mais inacreditavelmente felizes da minha vida. Por tudo isto - e porque o António-Pedro é tão bom a dirigir actores que faz com que eu não me tenha envergonhado nada de me ver na fita - A Bela e o Paparazzo será sempre um grande momento da minha existência.

 

E não se preocupem - não pretendo seguir carreira de actor, que onde me sinto bem é a escrever para actores a sério, a fazer rádio e a imitar orcas. Isto foi um acidente feliz e se mais alguém quiser uma perninha numa fita, que se lembre que eu só sei fazer de mim próprio e que é provável que até haja quem faça de mim próprio melhor do que eu!

 

Dito isto, estou ansioso para que vejam o filme. Na segunda-feira, dia 18, à noite, haverá um passatempo-relâmpago alucinante na minha página de fãs do Facebook onde será atribuído um convite duplo para a antestreia VIP que acontece na quinta-feira, 21, no São Jorge, com a presença do realizador e do elenco. Quem não conseguir ir à antestreia VIP, pode sempre, nessa noite, ver o promissor making of da fita que a RTP vai exibir ao serão.

 

Dia 29, sexta-feira, o António-Pedro Vasconcelos, a Soraia Chaves, o Marco d'Almeida e este vosso amigo estarão numa sessão especial do filme no Colombo, à noite, onde apresentaremos a obra e, se alguém estiver para aí virado, rabiscaremos autógrafos. Isto é uma sessão normal de cinema, com bilhete comprado.

 

Dia 30, sábado, este mesmo grupo estará no Parque Nascente, no Porto, para outra sessão de apresentação e autógrafos.

 

Vemo-nos num dia destes!



 

 

Ontem foi um daqueles dias. A minha Jamie, fiel companheira desde há 12 anos, partiu, acredito eu, para o Grande Paraíso dos Cães (não sei porquê, mas ouço sempre a música Pepperland, que o George Martin compôs para a banda sonora do Yellow Submarine quando penso no Grande Paraíso dos Cães). A razão porque consegui, hoje, na rádio, não transparecer nada da tristeza e das saudades que sinto é porque, primeiro, chorei tudo ontem e não foi pouco; e depois porque há meses que a saúde da Jamie se estava a deteriorar a um ponto extremo. A morte parecia ter-se esquecido da minha velha amiga e ela, muito longe de ser a boa velha Jamie que entrou na minha vida e na da minha ex-mulher, Anabela, em 1997, transformava-se numa genuína personagem canina de um filme de Tim Burton: uma cadela-zombie - e digo isto com todo o amor e admiração que tenho pela Jamie. Toda a gente me dizia que se o Guinness Book tivesse descoberto a Jamie, ela já lá estava imortalizada naquelas páginas.

 

A teoria mais realista aponta para que a super-rafeira Jamie tenha vivido quase duas décadas. Mas perante o sofrimento e a indignidade dos últimos tempos de vida, não tivemos outro remédio senão fazer o que mais custa, mas o que era menos egoísta e mais humano: proporcionar-lhe uma partida serena, relaxada, mas que me arrasou completamente. Sim, já não era a velha Jamie - mas, que diabo, era. E nunca mais a vou ver. E isso dói como o caraças.

 

À noite, estive na ante-estreia de O Sítio das Coisas Selvagens, de Spike Jonze. É, provavelmente, o melhor filme que se fez sobre a infância, construído com um detalhe, um amor e uma ausência de lamechice (apesar de toda a sala estar a lacrimejar, no final) que fazem desta adaptação do fantástico livro infantil de Maurice Sendak, uma obra que devia existir em todas as casas, essencial para ser vista por crianças e por pais, porque está lá tudo. Obviamente, um filme que fala sobre afecto entre um humano e criaturas peludas não será a coisa mais animada para ver no dia em que me despedi da Jamie - mas, por outro lado, houve ali quase um tributo involuntário. Rafeira até à medula, vira-lata e, nos seus tempos áureos, muitíssimo brincalhona, a Jamie podia, perfeitamente, ser uma daquelas wild things.

 

Há umas coincidências interessantes sobre a passagem da Jamie pelo meu mundo. Ela apareceu em Janeiro de 1998, estava eu na Comercial e O Homem Que Mordeu o Cão a dar os seus primeiros passos. Outros primeiros passos na altura: os da vida realmente adulta. Eu estava recém-casado, vivendo na primeira casa própria. A Jamie representou mais um pedaço das novas responsabilidades: eu já gostava de cães, cães já tinham passado pela minha vida, mas ali estava agora o meu cão, a ensinar-me a preocupar-me a sério com outras criaturas do planeta que não apenas os humanos. Graças à iluminação Jaminiana, acendeu-se o meu interesse pelos movimentos de defesa dos direitos dos animais, pela ajuda a instituições dessa natureza. Há que estar eternamente grato à Jamie por isso.

 

A Jamie foi-se embora noutro Janeiro, o de 2010 - estou eu de regresso à Comercial e uma outra rubrica, A Caderneta de Cromos, a dar os seus primeiros passos. Já lá vai a responsabilidade de início de vida adulta, quando ela apareceu; ela deixa-me no momento em que me estreio - e, até ver, com algum sucesso e competência! - noutra responsabilidade: a de ser pai. Provavelmente são tudo coincidências, mas que se lixe. Não faz mal nenhum pensar que a Jamie andou por cá com uma agenda, fez o seu trabalho e, como o anjo do filme Do Céu Caiu Uma Estrela, agora ganhou as tais asas e foi à vida dela.

 

Foi a minha musa Ana quem acompanhou a Jamie nos últimos minutos de vida e assegurou que a idosa cadela adormecesse em paz. O facto dela ter lá estado com a Jamie, só me faz gostar da Ana ainda mais - e ficar furioso comigo próprio por não ter adiado tudo o que tinha para fazer ontem à tarde para estar lá também. A Anabela era impossível estar, já que está a viver no estrangeiro, mas sei que os pensamentos dela estiveram com a velha Jamie.

 

À tarde, tive tempo para me despedir dela, para lhe dar festas e agradecer-lhe estes 12 anos. Reagiu com a desorientação dos últimos tempos, como se fosse só mais um dia e mais uma mão indiferente a tocá-la. Depois de me despedir da Jamie, fiz a viagem de comboio pela Linha de Cascais, até Lisboa, a tentar - em vão - conter as lágrimas. Tive esperança que, se alguém olhasse, pensasse só que eu estava constipado ou com um ataque particularmente violento de sinusite. E depois, defequei de alto nas aparências e pensei que era merecido que alguém me visse naquele estado. A Jamie já andava noutra dimensão e não reconhecia os donos, tentava morder e assustava-se sempre que alguém lhe tocava, independentemente de quem fosse - mas, ainda assim, eu devia ter lá estado. Tarde demais para lamentar isto. E estou feliz pela Ana ter lá estado. Fica-me o consolo de ter feito o meu melhor, nestes 12 anos, para assegurar que nada faltou à Jamie. Se alguma vez a refeição foi dada mais tarde ou mais mal servida, as minhas desculpas, Jamie! Mas acho que foi uma bela vida... 

 

É para a Jamie que vai esta dedicatória: o muitíssimo apropriado tema musical principal de Where The Wild Things Are, All is Love, pela Karen O. Sim, a Jamie vai para o Grande Paraíso dos Cães, mas quer-me parecer que esse belo e verdejante condomínio fica num bairro algures no Sítio das Coisas Selvagens.

 

Boa viagem, Jamie. E obrigado por tudo.

 

 





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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

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