Já está acertado o arranque da nova temporada da Caderneta de Cromos: 13 de Setembro, a rubrica regressa às manhãs da Rádio Comercial nos horários do costume - 8h45 e 9h45 - com uma imparável parafernália de novos cromos, abordando os mais variados tipos de fenómenos dos nossos anos de crescimento, desde a Dona Branca a Willy Fogg, passando pela tentativa nobre de Júlio Isidro em fazer o hula-hoop regressar às cinturas do mundo (no programa Arroz Doce), há toda uma vasta bateria de temas na calha para serem dissecados. E já saberão por esta altura que, se quiserem sugerir assuntos podem sempre usar o frenético Facebook da Caderneta.


Esta vai ser uma rentrée especial, porque se faz acompanhar do lançamento do livro da Caderneta de Cromos. Nunca é demais relembrar que a partir de 24 de Setembro ele vai estar disponível em tudo quanto é loja da especialidade, e que, neste momento, decorrem três pré-vendas em simultâneo: nas lojas FNAC, com a oferta de cromos coloridos e cola; nas lojas Bertrand, com a oferta dos primeiros exemplares autografados; e, já a partir de amanhã, 2ª feira, 30 de Agosto, nas lojas Sonae (os hipermercados Continente e as livrarias Book.it) onde, com a reserva do livro, levam para casa o famoso autocolante "Eu Sou Oficialmente um Cromo". Detalhes sobre estas pré-vendas nos posts por baixo deste!

 



Aqui estão as novas do livro da

Caderneta de Cromos: cada vez há mais lojas interessadas em pré-vender o nosso querido canhenho e isso deixa-nos a todos, eu, a Patrícia Furtado, a editora Objectiva e a Rádio Comercial, assaz orgulhosos e felizes. Mas como tem sido o timbre das operações de pré-venda, desde que esta aventura começou, achamos que cada novo parceiro, na sua pré-venda, deve ter uma mais-valia que não a mera repetição do que está a acontecer no parceiro do lado.

 

Assim, se quem fizer a pré-reserva na FNAC tem direito a cromos coloridos e cola para os colar e, na Bertrand, tem direito aos primeiros autógrafos, a novidade é que, a partir da próxima semana, quem fizer a pré-reserva nas lojas da Sonae - incluindo aqui os 34 maiores Continentes do país, 15 livrarias Book It e o Continente On-Line - recebe de brinde o lendário autocolante "Eu Sou Oficialmente Um Cromo", o tal que fica muito jeitoso em qualquer janela de carro ou de casa. Nas lojas físicas da Sonae (Continente e Book It), a coisa funciona assim: vai haver um escaparate com os autocolantes, retiram de lá o vosso, pagam o valor do livro na caixa, guardam o talão de compra e, a partir de 24 de Setembro, regressam à loja com o dito talão e o livro ser-vos-á entregue.

 

Quem fizer a reserva pela Internet, no Continente On-Line, vai ter direito ainda a outra surpresa: uma preview do conteúdo do livro, para ver no computador e assim adoçar a boca até chegar o dia 24.

 

A pré-venda do livro da Caderneta de Cromos nas lojas Continente e Book It começa na 2ª feira.



 

 

Tenho duas coisas a agradecer a Wayne Coyne: primeiro, o sublime concerto que deu com os seus Flaming Lips no Sudoeste e que confirma o selo da revista Q, que colocou os concertos dos Lips na lista dos 50 espectáculos que uma pessoa tem de ver antes de morrer; a outra coisa que tenho de agradecer a Coyne é a verdade que ele diz à revista Uncut numa das últimas edições. Pedem-lhe que seleccione álbuns importantes da sua vida. Como seria de esperar, ele sugere coisas assaz bizarras e que explicam muita da maravilhosa salganhada psicadélica que lhe vai na cabeça e que, depois de triturada, misturada e temperada resulta em discos maravilhosos como The Soft Bulletin ou Yoshimi Battles The Pink Robots (outra coisa que explica isso é a quantidade de substâncias que ele já deve ter metido naquele corpo, mas adiante).

 

De repente, no meio da lista de favoritos de Wayne Coyne, surge o álbum de Amy MacDonald. Pessoalmente, não gosto da música que Miss MacDonald faz (nem como guilty pleasure); mas a propósito desta sua escolha, mestre Coyne diz sábias palavras: que, a partir de uma certa idade, um tipo pode estar-se nas tintas para o que é fixe ou não gostar, musicalmente falando. Ele já passou os 50, eu estou na antecâmara dos 40. Concordo em absoluto com ele e, neste post, pretendo sair do armário musical e assumir o meu afecto por uma série de coisas de que, durante anos, estive proibido de gostar. Proibido por mim mesmo, porque queria impressionar os outros.

 

Sejamos sinceros: todos nós, incluindo o alternativo mais ortodoxo e de linha dura, tem os seus prazeres escondidos. Um talentoso crítico musical que conheço - não direi nomes - confessou-me um dia que tem alguns clássicos de Bryan Adams no seu iPod. O que se passa é que a juventude é uma época cruel quando nos queremos, desesperadamente, armar em bons. E quando olho para alguns momentos de arrogância musical da minha juventude, tenho vontade de voltar atrás no tempo e de me esbofetear. Tenho vontade de me esbofetear, por exemplo, quando, influenciado por más companhias (na verdade boas, que era boa gente; mas gente preconceituosa), reneguei os Beatles, com cujos discos cresci. Os Beatles devem ser um pleasure na vida das pessoas, e sem nada de guilty. Aliás, os Beatles deviam ser dados nas escolas.

 

Mas há mais. Tenho vontade de me esbofetear quando, numa discussão acalorada com uma amiga, há muitos anos, destruí Elton John pois, na minha mente imberbe mas armada em boa, defini toda a carreira do criador de Goodbye Yellow Brick Road com base nas piroseiras que ele fez nos anos 80, como Nikita, quando o homem tem tanta canção brilhante na longa carreira (a utilização do excelente Tiny Dancer no filme Almost Famous esfregou-me na cara as coisas que andei a perder por ser burro).

 

Tenho ainda vontade de me esbofetear quando me conseguiram convencer que os Eagles eram uma seca e que nunca seria um gajo fixe se gostasse de Hotel California.

 

Chegou, pois, a altura de assumir que aprecio uma série de coisas - algumas boas, outros não forçosamente brilhantes mas que, por uma ou outra razão, tocaram no coração deste gaiato. E que, agora que estou prestes a entrar nos 40, me levam a dizer "que se f*da" (está censurado porque diz que há petizada que visita o meu blog e as minhas redes sociais e eu não quero que pais em fúria me batam com paus). Aqui fica. Para além dos supracitados Elton John e Eagles, devo dizer que aprecio diversas canções de:

 

Supertramp (primeiro comecei a gostar deles para impressionar miúdas, na escola; mas há uma euforia pop contagiante em coisas como Dreamer, Breakfast In America ou The Logical Song - e o Paul Thomas Anderson percebeu isso e espetou com eles na banda sonora do Magnolia)

 

Queen (são barrocos? São kitsch? Pois, mas no meio disso fizeram coisas admiráveis, a começar com Bohemian Rhapsody. E Radio Ga Ga diz umas coisas pertinentes sobre a Rádio. E a banda sonora de Flash Gordon fez-me feliz, na juventude.)

 

Billy Joel (porra, o homem compôs I Love You Just The Way You Are, e não é qualquer um que compõe aquilo; fez mais coisas brilhantes em discos como The Stranger. E sim, Uptown Girl é uma canção óptima para cantar em sessões de karaoke.)

 

Vangelis (a banda sonora de Blade Runner é o disco de que é fixe dizer-se bem, porque é de um filme fundamental na vida de uma pessoa de bom gosto. Mas a parte que era guilty era a de gostar de The Friends of Mr. Cairo, disco gravado com Jon Anderson dos Yes e que eu adorava secretamente, em jovem, pois estava estruturado como um filme e tinha efeitos sonoros de carros, tiros, diálogos canalhas à film noir.)

 

Bryan Adams (tudo o que ele fez do fim dos anos 80 a esta parte é inaudível, mas os clássicos de início de carreira, Summer of 69, Heaven, Straight From the Heart são polaroids poderosos de angústia e triunfo teenager.)

 

Phil Collins (sim, OK, OK, fez coisas que não resistem ao teste da piroseira; mas não me lixem: In The Air Tonight é potente todos os dias. Against All Odds é uma balada intemporal imponente e que, trabalhada de uma certa maneira, funciona como arrebatador número "alternativo" - já ouviram o que os Postal Service fizeram dela? E o álbum Invisible Touch dos Genesis fez parte da nossa adolescência, quer queiramos, quer não. Land of Confusion era fixe por causa do videoclip com os Spitting Image - o Contra-Informação inglês - e In Too Deep fazia-nos pensar que o amor era possível, embora depois, se tivessemos bom gosto, voltássemos aos Smiths e a Morrissey, que nos convencia, inequivocamente, que era uma coisa muito tramada e trágica.)

 

Ufa. Fiquei aliviado. Ainda hei-de deitar mais cá para fora, mas para já é até onde vou. Não se preocupem - não renego nenhuma das coisas oficialmente boas que amei durante a minha formação musical; posso ter fingido que não gostava de coisas de que gostava, mas nunca gostei de nada só para me armar. Amarei para sempre os Talking Heads, David Bowie, os Clash, Bruce Springsteen, Joy Division, New Order, Siouxsie and the Banshees, The Cure, Cocteau Twins, Roxy Music, Brian Eno, Blondie, Dexy's Midnight Runners, e muitos outros de que era aceitável gostar. Acontece que também gostei de algumas coisas que eram consideradas inaceitáveis para um jovem que se queria musicalmente iluminado. Acontece. Antes isso do que partir uma perna!

 

Tenho quase 40 anos, pá. Está na altura de deixar de me armar em bom. A altura em que, se estivesse a perder cabelo e usasse rabo de cavalo (o que, felizmente, nunca aconteceu nem há-de acontecer), decidia cortar o cabelo à escovinha e deixar-me de merdas.



Que odisseia inédita, esta da pré-venda do livro da Caderneta de Cromos. A aceitação desta ideia louca dos cromos, nos kits de pré-venda da FNAC (se não sabem do que estou a falar, consultem os dois posts abaixo deste), surpreendeu toda a gente - a Objectiva, a FNAC e a surpreendeu-me a mim mesmo. A verdade é que eu tinha algum receio que esta novidade de tornar mais literal o conceito de "caderneta de cromos" na edição especial limitada criasse alguma confusão, mas a verdade é que as pré-reservas, em menos de uma semana, excederam a tiragem inicialmente prevista e obrigaram a que mais cromos fossem impressos e mais tubos de cola fossem encomendados aos simpáticos senhores da Cola Cisne. Obrigado, uma vez mais, por este entusiasmo.

 

De acordo com a FNAC, ontem houve quem quisesse comprar o expositor onde os kits de pré-venda estão pendurados:

 

 

Isto não está para venda, mas surgiu a ideia de organizar em breve, quando a pré-venda terminar, um sorteio entre os fãs da Caderneta, para oferecer estes estaminés devidamente autografados. Ficam bem em qualquer sala de estar ou então no hall de entrada - e usa-se os suportes onde se penduram os kits para pendurar bonés e casacos. Lindo.
Hoje a Objectiva enviou-me este material promocional do livro - um cromo (que não vem no livro) reproduzindo a capa do livro.
Fofo!
Há que não esquecer que a pré-venda da Livraria Bertrand também já arrancou. Começa a haver, pelas Bertrands deste país fora, cartazes como este:
A pré-venda da Bertrand - nas lojas e no site - acontece até 19 de Setembro. Os livros comprados até essa data na Livraria Bertrand (site ou loja) vêm com autógrafos dentro.

 



Newsflash! Acabaram de me chegar os números das pré-vendas do livro da Caderneta de Cromos e são qualquer coisa de extraordinário, tendo em conta, ainda por cima, que tudo isto se passou num fim-de-semana, em Agosto, e que houve logo uma quantidade espantosa de encomendas no site da FNAC na madrugada de sexta para sábado (a pré-venda online arrancou às 20h de sexta!). Tudo somado, entre as encomendas feitas pela Internet e as compras do kit feitas nas lojas, num mísero fim-de-semana de Verão foi ultrapassada largamente a metade da 1ª edição de kits - as boas notícias é que a Objectiva se prepara para editar mais kits, imprimindo mais cromos e preparando mais tubos de Cola Cisne (mas continua a ser uma edição limitada - os kits de pré-venda com os cromos não vão durar sempre! Acontece que, apesar de se esperar que isto corresse bem, ninguém estava à espera que corresse tão bem). Por tudo isto, agradeço a toda a gente por esta onda incrível de entusiasmo perante a Caderneta de Cromos. A rubrica, o livro - tudo foi feito com dedicação, e não em sistema de fabrico de salsichas. Todo o livro foi pensado para não ser uma mera reprodução preguiçosa dos textos da rádio, mas sim um objecto feito à imagem dos desejos dos fãs e que não os defraude. Por isso, e antes de mais: OBRIGADO, em meu nome, em nome da Patrícia Furtado que criou todo o look do livro e dos cromos, e em nome da Objectiva, da Rádio Comercial e todos os que trabalharam no duro e a horas impróprias, nos últimos meses, para que o livro da Caderneta de Cromos se tornasse uma realidade.

 

Uma resposta a uma questão frequentemente colocada por quem fez / quer fazer a pré-encomenda no site da FNAC: É oficial - quem fizer agora a pré-venda online, no site da FNAC, aqui - http://www.fnac.pt/Caderneta-de-Cromos-Oferta-Exclusiva-Nuno-Markl/a312981?PID=5&Mn=-1&Mu=-13&Ra=-1&To=0&Nu=1&Fr=0 - não recebe já o kit dos 50 cromos (o que significa que quem compra na loja pode fazer inveja, temporariamente, a quem compra online), mas a partir de 24 de Setembro, quando o livro sair, receberá em casa 99 cromos + cola Cisne + o livro. Tudo, de uma assentada! Fica-lhe a faltar o 100º cromo - o tal que é entregue por mim no evento de lançamento na FNAC Colombo ou em qualquer FNAC depois disso. A data desse evento será divulgada mais tarde.

 

Quem comprou o kit de pré-venda nas lojas e, por um azar, tem algum cromo em falta no seu kit de pré-venda do livro da Caderneta (não é comum, mas já aconteceu), pode dirigir-se à FNAC onde comprou o kit com a prova de compra - eles já têm instruções da editora Objectiva para vos darem o que vos falta para que fiquem com 50 cromos diferentes. Eis a lista dos cromos que a vossa embalagem de pré-venda tem de ter. Se já têm o kit, comprado nas lojas FNAC, ora façam lá o favor de verificar se isto está lá tudo:


Abelha Maia
Bic
Ciclo Preparatório TV
Jogo do Elástico
Filmes-Escândalo
O Monstro da Lagoa Negra
Achocolatados
Bom-Bokas
Coisas de Menina
Espaço 1999
Jogo do Alho
Match Day
Agora Escolha
Botas Ortopédicas
Cola Cisne
Estojo de Química
Jogos Electrónicos
Miami Vice
Autocolantes nas Janelas
Botty Bota
Cubo Mágico
Estrumpfes
Um Grande, Grande Amor
Canetas de Feltro
Playmobil
Carrinhos de Rolamentos
Dartacão
Fantasias de Natal
Karate Kid
Ministars e Onda Choc
Bichos da Seda
Chuckie Egg
O Dedo e O Pé
Granizados Fá
Kim Wilde
Quarto Escuro
Quitoso
Tarzan Boy
Action Man Vs Madelman
Berlindes e Pirulitos
Calculadora
Fizz Limão
O Rapaz do Campo
Topo Gigio
Europa Countdown
Bola Nívea
Cassetes
Flashdance
O Sabichão
Traga-Bolas

 

Se, por um azar do caneco, vos faltar algum, é só irem à loja FNAC onde compraram o kit e pedir. Houve um enorme esforço e dedicação por parte da Objectiva e da FNAC para que os kits estivessem no ponto, mas acidentes acontecem, sobretudo quando se trabalha uma ideia tão nova - e, convenhamos, louca - como esta. Não há crise, nem angústia - tudo se resolve!

 

Quem ainda está às aranhas sem perceber como funciona a pré-venda do livro da Caderneta de Cromos, espreite o post que está mesmo abaixo deste - está lá um tutorial video onde eu explico tudo!



A partir de hoje, num exclusivo das lojas FNAC, acontece a delirante operação de pré-venda de Caderneta de Cromos, o livro inspirado na minha rubrica da Rádio Comercial. É delirante porque podíamos ter-nos limitado a fazer um livro normal - e o livro tem esse lado mais normal; não precisam de mais nada a não ser dele para, espero eu, se divertirem - mas a Objectiva, editora de gente empenhada e imaginativa com quem estou a adorar trabalhar, alinhou nas ideias arriscadas e megalómanas que eu e a Patrícia Furtado - autora das ilustrações e do design do livro - lhes fomos dando. Nomeadamente, a existência de cromos. Cromos a sério, reais, à antiga, da era pré-autocolante. Nem toda a gente lhes vai conseguir deitar a mão - a versão do livro que traz os cromos é limitada e é para quem deitar as mãos ao kit de pré-venda que já está nas lojas FNAC. Ficam a perceber tudo com este vídeo:

 

 

Obrigado a todos os que, nas poucas horas desde que a FNAC disponibilizou o kit de pré-venda, já o compraram - ou nas lojas físicas ou pela Internet. De acordo com os dados que me chegam da editora Objectiva e da FNAC, tem estado a ser uma operação de pré-venda histórica, a começar logo pelo facto inédito de variadíssimas unidades terem sido encomendadas pela madrugada fora (a pré-venda na net arrancou perto das 20h00 de ontem). A coisa prolongou-se pelo dia de hoje, na net e nas lojas, e isso deixa-me feliz. Não no sentido "vou ficar rico", porque, na verdade, o lucro de um livro tem de ser dividido por tantas pessoas e entidades que um autor não fica propriamente capaz de comprar um iate ou uma moradia com piscina. Fico feliz porque, tal como a rubrica de rádio, o livro da Caderneta de Cromos é um - perdoem-me a pompa estrangeira - labour of love, desde o primeiro minuto que foi para o ar na Comercial, no dia 23 de Novembro de 2009. Mal posso esperar para que o tenham nas mãos!
É este o estaminé onde encontrarão os kits, nas lojas FNAC (obrigado, Patrícia, pela foto!):

 





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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

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Texto e cartoons © 2008 Nuno Markl
Design Patrícia Furtado