Porque isto é, de facto, um brinquedo novo. Literalmente! A Carla Megre, do Departamento Criativo da Majora, mandou-me estas emocionantes fotografias que mostram como ainda há um lado artesanal e manual nessa verdadeira oficina do Pai Natal que é a mítica empresa de jogos, a mais importante da nossa infância. Eis o Jogo da Glória da Caderneta de Cromos a ser embalado, o último passo antes de partir para as lojas.
Incrível perceber que os pequenos Markls, Pedros, Vandas, Vascos, Samanthas Foxes e Kims Wildes são pacientemente montados à mão, um por um, nas bases de plástico! Vénias para os trabalhadores da Majora. Não me canso de dizer como é uma honra e um orgulho trabalhar com tão nobre empresa nacional. O Jogo da Glória da Caderneta de Cromos estará em breve pelas lojas de todo o país; para já, está em pré-venda exclusiva na FNAC, aqui.
Não se pode dizer que eu seja um tipo de Azar. Com A maísculo. Tenho uma família que amo, tenho a profissão que sempre sonhei ter e vivo dela, não tenho razão de queixa da minha vida - é razoavelmente abençoada. Agora, tenho é azar. Com A pequeno, como os chihuahuas. Que é um cão minúsculo mas implicativo - e esse tipo de azar implicativo, isso tenho com fartura. E, de certa forma, ainda bem - é este tipo de coisa que acaba transformada em material de comédia embora, enquanto está a ser vivido, seja incrivelmente maçador. Mas é admirável, a qualidade da pequena chatice em que me meto. É admirável, porque é como que uma delicada filigrana de merda - situações que parecem cuidadosa, delicada e detalhadamente criadas para me chatear, completas com cereja no topo.
Veja-se o que sucedeu hoje. De manhã, um clássico: não encontro a chave de casa em lado nenhum. Apertado de tempo, não vejo outra alternativa senão usar a chave da Ana para abrir o único portão que temos - que é automático e lento, o que deve ser emocionante em caso de incêndio - e depois atirar a chave sobre o muro para que a Ana possa ficar com ela e sair de casa.
Vou à minha vida.
No caminho, decido enviar uma SMS à Ana dizendo-lhe que não se inquiete por não ver a chave dentro de casa. Explico que não encontrei a minha e que usei a dela para sair, tendo atirado a dita para o quintal.
A mensagem dá erro. E outro erro. E outro. E outro.
Tento fazer uma chamada e sou brindado com a doce voz gravada de uma senhora que me diz que até regularizar a minha situação de pagamento em falta, estou impedido de fazer chamadas ou enviar SMS. "Belo", penso eu, imaginando a Ana, atrasadíssima para sair de casa, procurando a chave por todos os lugares óbvios excepto onde ela está - caída algures na relva, perto do portão.
Felizmente, está ali o Nuno Santos, motorista da Rádio Comercial e o homem que todas as manhãs me leva à rádio - não num esquema de mordomia, calma; é que ele mora ao pé de mim e vai para a rádio à mesma hora, por isso é uma feliz coincidência. Uso o telemóvel dele para ligar para a Ana e resolvo esse primeiro obstáculo do meu dia.
No fim de um longo dia de trabalho - que incluiu uma gravação especialmente tardia do ShoWMarkl e em que tive de estar nu com um balde na cabeça - regresso a casa, aproveitando uma agradável boleia do meu bom amigo Pedro Ribeiro, que mora na minha zona e foi convidado do programa. Na recta final da viagem liga-me o Bruno Nogueira, que tem um iPad novinho em folha e está a explorar as suas potencialidades com a alegria de uma criança com um brinquedo novo.
Mal imagino eu que Nogueira será o meu anjo da guarda numa situação notável de acumulação de fezes.
À porta de casa, digo a Bruno: "Dá-me só um instante para abrir o portão."
Recordo-me: não trouxe chave.
Digo a Bruno: "Dá-me só um instante para tocar à campainha."
Recordo-me: a campainha está avariada há semanas, tocando só quando lhe apetece. Evidentemente que, nesta situação, seria bom demais se tocasse.
Começa a chover.
Digo a Bruno: "Deixa-me só ligar à Ana para que ela me abra a porta e já falamos."
Recordo-me: estou impedido de fazer chamadas e enviar SMS até regularizar a situação.
Chove de forma consistente. Não há uma única zona na minha rua onde me possa abrigar.
Digo a Bruno: "Bruno, faz-me um favor: liga à Ana para que ela me abra a porta."
O Bruno desliga.
Recordo-me: a minha conta e a da Ana são em pacote e ela também não pode fazer chamadas devido à conta por pagar. Pode recebê-las mas...
Recordo-me: ela disse-me que ia sair de casa para ir à Optimus regularizar a situação.
Recordo-me: ela disse-me também que hoje estava sem telemóvel; não o usou por não poder fazer chamadas.
O Bruno liga-me de volta: "A Ana não me atende o telefone."
Chove com mais força.
Digo a Bruno: "Vou abrigar-me debaixo de uma ponte que há ali à frente e pensar o que fazer."
Tão perto de casa e no entanto, tão longe.
Diz o Bruno, rindo alarvemente: "Então e se saltasses o muro?"
Para aceder ao meu muro - defendido por uma valente e alta chapa de ferro - preciso de escalar o portão da vizinha. Se alguém me vê, de blusão preto com capuz a escalar um portão alheio, temos sarilho.
Opto por albergar-me sob a finíssima ponte de peões. Chove-me em cima na mesma.
Recordo-me: a ama do Pedro está em casa.
Digo a Bruno: "Vou dar-te o número de telefone da Mariana, a nossa ama búlgara." Friso: "O sotaque dela é porque é búlgara."
Não sei por que raio preciso de dar esta dica ao Bruno. Ele diz que vai ligar-lhe de outro telefone e eu ouço a conversa.
"Está? Mariana? Olhe, daqui fala um amigo do Markl. Ele não consegue entrar e está aí fora, à porta. Nu."
Tinha de acrescentar uma gracinha, raça do gafanhoto. Ser amigo de humoristas é uma coisa muito cansativa.
Chove-me em cima.
A chamada termina, o Bruno volta a falar-me, no tom confortável de quem está no aconchego do lar a brincar com o seu iPad enquanto lá fora chove e outras pessoas estão há cerca de 20 minutos impedidas de entrar na sua própria casa: "Markl, ela respondeu 'tá bem, tá bem', mas não percebi se não era um 'tá bem, tá bem' sarcástico, de quem acha que está a ser gozada e não vai fazer nada."
Digo a Bruno: "Disseste 'Markl' e ela não me conhece por esse nome. Devias ter dito 'Nuno'. Ela não sabe quem é o 'Markl'. Ela julga que foi uma chamada de engano."
E, de facto, o portão mantém-se fechado. E a chuva continua a cair-me em cima.
E eu encharcado, no meio da rua. Na mão, apenas uma caixa com a 1ª temporada de Glee, que me foi oferecida hoje e que é o tipo de objecto que pode valer que alguém, num carro que passe, grite "MARICONÇO!".
Por fim, a porta abre-se. Nogueira salvara-me. A Mariana não percebeu bem o que se passava mas, destemida, resolveu arriscar e abrir o portão, correndo o risco de encontrar um Markl nu, fosse lá o que isso fosse. Vejo-a à porta, com o meu filho ao colo e penso, aliviado: "Estou em casa."
Explico a Bruno o que se passa, quase de lágrimas nos olhos.
Noto uma ligeiríssima frustração na voz de Bruno - penso que, por ele, isto podia ter continuado noite fora.
Eu e milady Galvão tivemos hoje tempo para levar a cabo um dos nossos passatempos favoritos: explorar lojas chinesas. Descobrimos uma, aqui pela nossa zona, onde pudemos colmatar uma terrível falha do Natal do ano passado: não tivemos uma estrela decente no nosso pinheiro. Hoje foi só entrar nessa verdadeira Lapónia de plásticos que é uma loja chinesa e, por 3 euros e meio, depressa adquirimos um espécime vermelho cintilante de altíssimo gabarito, o tipo de coisa que, no Natal, ornamenta uma árvore e que, no resto do ano, pode perfeitamente fazer parte da indumentária de um transformista, caso eu veja necessidade em abraçar essa profissão num 2011 de crise.
Arrumada a questão da estrela da árvore de Natal, entregámo-nos ao doce prazer de explorar os fascinantes corredores de mais um destes templos onde Budas se cruzam com Badedas. E descobrimos aquela que nos pareceu, unanimemente, a invenção do século - provavelmente, do milénio. Ou talvez a maior invenção desde a roda:
Melhor invenção de sempre, melhor caixa de sempre, melhor fotografia de sempre - meu Deus, há tanto para amar no produto Cobertor Mágico (as únicas palavras da caixa que fazem, mais ou menos, sentido) que nem sei por onde começar.
Ah, o talentoso e valente tradutor do Google!... Mas com estas palavras ainda percebemos a ideia desta obra-prima que pode ser apelidada de Mantinha de Fim-de-Semana Chuvoso 2.0. O pior é quando procuramos, na caixa, uma descrição mais desenvolvida do objecto, para ficarmos realmente convencidos de que é o que precisamos em temporada natalícia, quando, aos domingos à tarde, sentimos necessidade de nos enrolarmos em algo quente para assistir a um filme envolvendo animais.
Sem dúvida que a minha passagem favorita, de tão queriducha, é "mantem-no morno da cabeça ao dedo do pé". Aquele singular, em "dedo do pé", mata-me. E mata-me também a fofura familiar das fotos laterais da caixa: este produto chega para transformar as famílias portuguesas em clãs de Chewbaccas. No que toca aos casais, perde-se a comunhão romântica da manta única para dois, mas ganha-se toda uma nova espécie de sex appeal.
O texto parece o tipo de coisa que um psicopata iletrado escreveria numa folha de papel usando letras recortadas de várias publicações e que depois seria analisada pela polícia como código para explicar onde está o próximo cadáver.
A loja em questão não quer que falte nada ao consumidor - e havia um Cobertor Mágico para demonstração, fora da caixa, ali ao pé.
E é isto o amor, para quem não saiba, amigos: olhar para a nossa mulher com os braços enfiados num Cobertor Mágico e não só continuar a achá-la sexy, como também suficientemente repleta de glamour para dar por mim a lamentar que não tenhamos descoberto isto há um ano, aquando da Hollywoodesca estreia do filme A Bela e o Paparazzo: o brilharete que ela ia fazer com este Cobertor Mágico! E eu, olhando para ela, sorriria e pensaria para comigo, embevecido: "Esta wife com Fleece totaliza comfort e beleza."
Parece que ainda foi ontem. Mas a verdade é que a Caderneta de Cromos está a caminho do primeiro aniversário - e andamos a magicar umas comemorações com a sua laracha para dia 23 de Novembro. Para os fãs da Caderneta que foram ao Coliseu de Lisboa, tenho uma mini-prenda antecipada - um singelo making of da rábula de abertura da Caderneta de Cromos ao Vivo. A todos os que vão ver o espectáculo no Porto, no próximo dia 27, aconselho que vejam isto só depois do show.
Uma coisa é certa: o ano um da rubrica é festejado com o lançamento de um pedaço bastante retro de merchandising a que chamámos A Minha Agenda da Caderneta de Cromos, em sentida homenagem à lendária A Minha Agenda RTP, que toda a gente, em determinada altura da sua infância, achou essencial possuir. Como eu nunca tive tal coisa, criei uma! Criei-a com a Patrícia Furtado e a editora Objectiva - uma útil agenda que, sim, é mesmo a sério, apesar de estar artilhada de pequenos pedaços do universo da Caderneta de Cromos, ornamentando as suas intemporais páginas. Intemporais, porque esta agenda pode ser usada em qualquer ano - não apenas 2011. Se vos apetecer usá-la só em 2012 ou, se não acreditarem na profecia inca do fim do mundo e se arriscarem guardá-la para 2037, ela continuará válida. Eis a capa:
E para quem tem curiosidade para saber como é ela por dentro, aqui está um pedaço de uma das suas páginas, com o tipo de dica e informação preciosa e útil que se espera de uma agenda de prestígio:
A agenda é mais um rico trabalho gráfico da Patrícia Furtado e, para além da sua natureza de agenda pura e dura, é uma espécie de expansão do universo do livro da Caderneta de Cromos. Ou, para ser pretensioso, uma, vá, companion piece. Chiça. O preço é catita - 8 euros e meio. A data de lançamento é o dia do 1º aniversário da rubrica - 23 de Novembro. Ou seja, terça-feira que vem.
Alguns dias mais tarde, outra peça fundamental do universo da Caderneta é lançada. É, provavelmente, a peça de merchandising mais egoísta da História: mesmo que ninguém compre, já ninguém me tira a honra gigantesca de ter co-concebido (isto parece gaguez, mas não é) um jogo com a mais mítica empresa portuguesa de brinquedos e jogos - a mui adorada Majora. De novo com as ilustrações da Patrícia, criámos uma espécie de reinvenção do clássico Jogo da Glória a que chamámos... bom, Jogo da Glória da Caderneta de Cromos. Tem o espírito do jogo clássico, mas a Majora deu-nos toda a liberdade para reescrever e tornar mais delirantes, competitivas e até físicas, as regras desse sucesso perene da empresa. O resultado é mesmo uma fusão inédita entre o espírito tradicional de um jogo de tabuleiro e o espírito, hum, coiso, da rubrica da Rádio Comercial.
Aqui, o momento em que eu e a Vanda Miranda apalpámos, emocionados, pela primeira vez, a caixa do jogo, na reunião que tivemos na terça-feira com o Pedro Oliveira, da Majora, para ultimar os detalhes. A maior emoção foi ver o clássico logotipo da Majora na tampa de um jogo baseado numa rubrica minha!
(Esclarecendo todas as dúvidas que esta foto suscitou entre os seguidores da Caderneta no Facebook: esta foto foi tirada na sala de reuniões das Produções Fictícias e o cartaz lá atrás é de uma peça de teatro chamada Conspiração (e não apenas Piração), escrita pelo Nuno Artur Silva.)
Tal como aconteceu com o livro da Caderneta de Cromos, a FNAC associou-se à Objectiva e à Majora para fazer pré-vendas destes dois novos artefactos do planeta Caderneta. Mais tarde eles estarão disponíveis em todo o lado, mas neste momento já há uma página da loja online da FNAC onde está reunido todo o universo cromo e onde pode ser feita a pré-encomenda da agenda e do jogo. Está tudo aqui.
Arrepia uma pessoa, quando começa o nosso pequeno "vídeo de aquecimento", ao som de uma épica variação que o David Fonseca fez do seu já clássico tema da Caderneta de Cromos, e todo um Coliseu grita, compassadamente, "CRÓMÓ!". A partir daí, estava criado um clima de química tão tranquilizador para mim, o Pedro Ribeiro, a Vanda Miranda e o Vasco Palmeirim, que os nervos transformaram-se em feliz adrenalina e a gente esqueceu-se da imponência do momento: ali estávamos nós no Coliseu de Lisboa, assinando algumas das rábulas mais bizarras que já passaram por aquele palco - e já passaram certamente coisas bastante bizarras por aquele palco!
A dada altura, já estávamos viciados na coisa e já me parecia uma pena termos de acabar o espectáculo ao fim de duas horas. É difícil esconder as surpresas do público que no dia 27 nos recebe no Coliseu do Porto (elas estão espalhadas por essa internet fora), mas agora é tempo de criar algum material novo. Ideias não faltam, contactos já começaram a ser feitos, algumas rábulas da sessão de Lisboa irão por caminhos diferentes (para combater os spoilers que por aí andam) e, em suma, estamos ansiosos por fazer nova festarola.
Nunca é demais agradecer a toda a gente que esteve no Coliseu dos Recreios na passada segunda-feira e à vasta equipa que comigo fez a primeira encarnação ao vivo da Caderneta de Cromos.
O Coliseu do Porto não assusta tanto: há uns anos foi lá que eu, a Maria de Vasconcelos e o Pedro Ribeiro fizemos o espectáculo de fecho do Homem Que Mordeu o Cão ao Vivo e foi dos melhores momentos das nossas carreiras. É esse ambiente que agora estamos à espera de reencontrar no dia 27. A gente vê-se aí em cima.
Entretanto, há um álbum de memórias da Caderneta de Cromos ao Vivo aqui. Atenção, espectadores do Porto: contém spoilers.
Por volta das 16h de hoje estávamos a simular, à volta de uma mesa, num gabinete recôndito no edifício da Rádio Comercial, a Caderneta de Cromos ao Vivo. Foi divertido - só faltaram lá vocês, que compraram bilhete e que vão ser parte indispensável na festa. E foi útil para ver o que funciona e não funciona, o que ainda pode ser alterado (apesar de estarmos a tão pouco do raça do espectáculo!) e também para termos as inevitáveis desilusões provocadas pelo habitual pequeno poder - sim, houve editoras que, infelizmente, não nos autorizaram que usássemos no espectáculo porções de músicas e videoclips dos 80s (e eram apenas segundos, nem sequer era na íntegra!) que iriam enriquecer algumas piadas. Obrigadinho por isso. Não esquecerei tamanha amabilidade!
Enfim, o show funcionará na mesma sem o material que nos foi vedado e tem tantos momentos que pretendem surpreender-vos que só vos posso mostrar vinte segundos das horas que lá passámos hoje:
Sim, o Vasco vai tocar guitarra. A guitarra parece ter o tamanho normal nas mãos do nosso pequenino colega, porque é, na verdade, uma guitarra microscópica. Precisei de uma lente especial para filmar este vídeo, mas penso que se vê tudo bastante bem.
Enquanto todos vós descansais que nem uns nababos, há muito boa gente a trabalhar no duro durante o fim-de-semana para que 2ª feira as coisas estejam todas em ordem. A minha homenagem para a equipa da Media Capital Entertainment; para a da Neon Media, responsável pelos vídeos que vamos apresentar; para a Patrícia Furtado, que ainda está a retocar bonecadas; e para o David Fonseca, que prepara uma revisão do tema musical Crómó.
E uma vez mais, para todos os que forem, na 2ª feira, ao Coliseu - tragam Peta Zetas. Um pacote por cabeça. Vendem-se em bombas de gasolina, tascas, mercearias e um ou outro supermercado. Tentámos tudo por tudo para contactar o distribuidor nacional das Peta Zetas, de modo a sermos nós a fornecer as Peta Zetas aos espectadores, mas não obtivemos resposta, o que é pena e obriga a este plano B: tragam Peta Zetas, que estamos com uma ideia com a sua laracha. Até lá!
Poucos dias até ao show de Lisboa e todos os envolvidos andam numa roda viva para assegurar que nenhum dos 145739 pormenores de que é feita a Caderneta de Cromos ao Vivo falha. Eu tramei a vida a uma quantidade insana de pessoas, com isto. A Patrícia Furtado, ilustradora do livro da Caderneta de Cromos e criadora de todo o look da rubrica, até doente teve de trabalhar. O David Fonseca, também recém-engripado e ainda na ressaca das rodagens do seu novo videoclip, está a trabalhar na banda sonora da coisa. E penso que a equipa da Media Capital Entertainment não deve, actualmente, dormir ou ver as suas famílias. Tudo em prol da causa croma.
É que há tanto acontecimento, tanto material vídeo, tanta loucura a acontecer em palco, tanto adereço demente, que é fácil que se dê o efeito dominó e uma peça mal posta derrube todas as outras. Não há-de ser nada. Estamos a trabalhar com uma equipa de produção experiente e para quem parece haver poucos impossíveis (pouco do meu texto original teve de ser alterado, o que é o paraíso), conseguimos dois convidados especiais de sonho - ainda é surreal, para mim que cresci nos anos 80, que aquelas duas pessoas tenham aceite o desafio e que eu ande em telefonemas e trocas de SMS com elas à conta disto - e, basicamente, tudo pode acontecer. A maravilha deste espectáculo é o gozo que dá pegar na "mitologia" da rubrica radiofónica, em algumas histórias conhecidas de todos os que nos ouvem há quase um ano e conhecem o livro, e transformá-las em algo novo e surpreendente. Para mim estava fora de questão que a Caderneta de Cromos ao Vivo fosse uma mera leitura de textos de rádio conhecidos. Vamos revisitar momentos familiares e dar-lhes uma dimensão visual e, em alguns casos, quase épica (como no momento em que a minha integridade física é posta à prova em pleno palco).
O material vídeo está a ficar um mimo. Vontade não me falta de revelar algo sobre ele, mas quanto menos souberem, melhor. Mas digamos que em tantos anos de existência, nunca o Coliseu dos Recreios presenciou momentos tão bizarros como os que serão apresentados em alguns dos vídeos que fazem parte do espectáculo.
Dito isto, está na altura do...
GRANDE APELO À PETA ZETA!
Eu sei que vocês, que já pagaram bilhete, não quererão gastar nem mais um tostão no nosso show. Mas acreditem que isto vai valer a pena. O que peço é que cada pessoa que vai ao Coliseu na próxima 2ª feira à noite, faça o possível por levar consigo uma embalagem de Peta Zetas. Não são assim tão difíceis de encontrar - há inúmeras bombas de gasolina / tascas / pastelarias que vendem a famosa iguaria explosiva - e um pacote do lendário produto é coisa barata. Tentem trazer. E depois logo verão o que vamos fazer. Obrigado por isto - e por irem ver o show na 2ª feira.
Quem chegou tarde e já não encontrou bilhetes, não desespere. Há sérias hipóteses de levarmos a Caderneta de Cromos ao Vivo a outras paragens, depois dos espectáculos de dia 15 e 27. E consta que a coisa vai ser gravada para posterior transmissão / edição DVD. De alguma forma isto há-de vos chegar à vista, ao vivo ou não!