E pronto. Agora posso dizer que as férias acabaram. Hoje foi o dia em que, oficialmente, todas as coisas que tenho para fazer nos tempos mais próximos me caíram em cima - felizmente, são coisas que me parecem, em toda a sua variedade, extremamente interessantes.
Já voltei à árdua labuta dos
sketches. Eu e o Francisco Martiniano Palma começámos hoje, por encomenda do Herman, a escrever uma paródia à rodagem do filme
Corrupção, para a segunda série do
Hora H. Parece-nos que está a ficar gira, sim senhores.
O meu estaminé, onde a magia acontece.
Hoje começaram a ser também tomadas as devidas diligências para que, o quanto antes, a produção dos webisódios volte a funcionar a todo gás (de preferência já para a semana) depois de merecidas férias para toda a equipa (a sério, filmar uma coisa daquelas dá cabo do canastro a um gajo, acreditem). Estão na calha produções arrojadas envolvendo um leque variado de actores que inclui
este senhor e
esta senhora.
Entretanto, convidaram-me para ser o moderador de duas
masterclasses no muito apetecível
Motel X, o Festival de Cinema de Terror de Lisboa. Isso também vai ser bem divertido. Basicamente vou puxar dos meus galões de ávido espectador de fitas fantásticas e moderar duas conversas que duas figuras bem diferentes do cinema fantástico vão ter com o público português que se deslocar ao São Jorge não neste fim-de-semana, mas no outro a seguir. São essas figuras Mick Garris, o homem a quem se deve este petisco televisivo, do qual serão projectados, em ecrã grande, alguns episódios...

... e o realizador brasileiro Ivan Cardoso, o homem a quem se deve esse espantoso género cinematográfico a que se dá o nome de
terrir. Comédias de terror há muitas, mas poucas haverá como as que este cineasta faz, obras do calibre de
O Segredo da Múmia, O Escorpião Escarlate e
As Sete Vampiras.

À parte disto, fui convidado para fazer, em breve, a apresentação de um jogo da PS3 que tem um tremendo bom aspecto (mas calma, ainda continuo a amar a Wii, também). O jogo tem a participação do actor Andy Serkis (do qual, curiosamente, já fui a voz portuguesa - como Spike, no
Por Água Abaixo - isto está tudo ligado!). Serkis faz neste jogo não só o que fez em
O Senhor dos Anéis e
King Kong (ou seja, a dar o corpo à chamada
motion capture) mas também esteve por trás da criação do conceito e da história do próprio jogo, uma aventura bastante cinematográfica chamada
Heavenly Sword...
No meio de tudo isto, estou a produzir, para as
Manhãs da 3, novas edições d'
O Livro dos Porquês (que irá recomeçar na próxima semana com explicações sobre a tabela periódica dos elementos e o famoso quadro do Menino da Lágrima)...

E avizinha-se também a gravação da versão portuguesa de Bee Movie...
A propósito, está aqui
o novo trailer - a versão original. Vão à secção videos, e é o Trailer 4. Creio que também já gravei a versão portuguesa deste (no meio de tanta coisa, eu sei lá o que já fiz e o que não fiz, caneco), mas penso que ainda não está a circular por aí. O meu momento favorito deste novo trailer é aquele em que surge Ray Liotta. No contexto mais inesperado.
E penso que há mais algumas coisas na calha, mas serão anunciadas noutro post. Para já quis fazer este, não apenas para vos deixar informados, mas também porque escrever as coisas todas que tenho para fazer aqui no blog é uma maneira preciosa de não me esquecer de nenhuma delas, caramba.
(Coisas que sonho conseguir fazer antes de voltar a haver férias de Verão: escrever uma série de televisão que fosse produzida com o tempo e o cuidado com que eles produzem
britcoms na BBC e fazer um programa de rádio de autor, uma coisa na linha do
This American Life. Assim eu tenha tempo. Mas, antes disso, assim haja quem esteja interessado no que eu tenho para escrever e para dizer...)
Labuta fortemente nos webisódios. Já começam a fazer falta.