Ainda eu estou em choque após o encontro com Jerry Seinfeld em Madrid, e eis que me telefona Bruno Nogueira dizendo: "O Terry Jones vem cá ver a peça no domingo e depois vamos jantar com ele. Gostávamos que viesses."
Pronto.
Por mim, tudo bem.
Arg. Gnnn. Ccccchhhk. Mmmmnnng.
Para quem não está a ver, o Terry Jones é só um dos Monty Python. Precisamente a Virgem, nesta cena lendária de
A Vida de Brian:
Para além de ter entrado em tudo quanto é
sketch clássico dos Python, de ter co-realizado os filmes todos dos Python, de ter explodido em entranhas como Mr. Creosote n'
O Sentido da Vida e ainda de ter escrito o argumento de um dos filmes de culto da minha juventude -
Labirinto, de Jim Henson - Terry Jones vem a Portugal encenar a sua "ópera com robots"
Evil Machines, no São Luiz. Para quem não acredita, ele anda a tirar fotografias e a mandar informação sobre o assunto para
o site oficial dos Monty Python, a casa cibernética dos Python, fundada pelo mais ciber-informado dos veneráveis anciãos do humor britânico, Eric Idle.
E portanto, no domingo, meros cinco dias após o encontro com Seinfeld, lá vou jantar com o shôr Terry, depois dele ter assistido ao tratamento que eu lhe dei aos textos. Ggggggrrrmmm. Annnnnnnhhhg. Ainda bem que ele não percebe português. Assim, vê o belíssimo trabalho do elenco e fica esmagado. E que ninguém abra a boca para lhe explicar o que significa "fixe".