
Antes de mais, é um orgulho ser colega e amigo da Cláudia Semedo, ela que é agora parte de uma bela
ensemble piece em cena no São Luiz chamada
Lisboa Invisível, uma sucessão de quadros sobre imigrantes africanos em Portugal, que vão desde o cómico ao trágico e que têm uma encenação de Miguel Seabra que, por vezes, lembra os filmes de Robert Altman, tal é a quantidade de conversas e situações realistas e muito baseadas no improviso, por vezes acontecendo ao mesmo tempo - seja na fila do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, numa discoteca africana, num cabeleireiro ou dentro de uma casa onde uma família é subita e brutalmente atingida pela tragédia. É uma bela experiência co-produzida pelo São Luiz e o Teatro Meridional, dentro do ciclo
Outras Lisboas. A nossa valente Cláudia está em grande, bem como o restante elenco. Hoje foi a estreia e correu muito, muito bem. Ide ver.
Ide também ao site de Pedro Aniceto, o afamado guru macintóshico nacional, que hoje me entrevistou sobre a panca Mac (e esta é, portanto, a deixa para que alguém comece a dizer que estamos a fazer publicidade. Que se lixe!). O resultado da conversa está no blog do Aniceto,
Reflexões de um Cão com Pulgas.
Uma última nota para referir o nome da canção que é tocada, amanhã, no Laboratolarilolela: Ser Mãe, Ter um Filho e Abandoná-lo. Só o título já é todo um programa.
:)