Ainda estou indeciso sobre qual dos gigantes da TV irei, definitivamente, escolher - Zon ou Meo - mas há uns meses que ando a fazer um test drive ao Meo que me leva a concluir que o serviço está catita, os canais HD (como o National Geographic HD) enchem o olho, mas a selecção de canais deixa muito a desejar em relação à da Zon (sim, o Meo agora tem o Fox Next e o Fox Crime, mas que é de outros Foxes do pacote Funtastic Life da Zon e também coisas jeitosas como a MTV 2 ou o VH1 Classic, com a sua selecção de clássicos mais inesperados do que o VH1 normal?). Hoje, pela primeira vez - e acreditem que foi a primeira; vocês sabem que eu não esconderia uma informação destas de vocês - decidi usar o código que me foi dado para desbloquear a zona para adultos do videoclube do Meo e assim navegar pela selecção de títulos disponíveis para aluguer. Fiquei contente com o que vi: a pornografia nacional está representada com pujança, com títulos como A Quinta do Conde, uma promissora paródia porno à Quinta das Celebridades ou Estrelas Nuas:
Alto! Que vejo? Para já, vejo que as estrelas porno portuguesas têm nomes como Holmes João ou Naomi Colmeia. Anjo Duarte é também bonito. Mas o melhor de todos é, sem dúvida...
HABEL CHAVIER
Espectacular. Porque até uma pessoa olhar para o papel (ou no ecrã) onde está escrito, este nome, quando dito, soa rigorosamente a Abel Xavier, o que, por momentos, leva a crer que o capilarmente arrojado futebolista tem uma carreira paralela no mundo da videotrungalhunga.
Decidi pesquisar um pouco mais sobre a hobra - perdão, a obra de Habel. Eis que encontro uma filmografia já com já três títulos, e sugestivos:
Está efervescente, a pornografia nacional. E eu ainda não perdi a esperança de escrever um argumento para essa indústria em expansão. Se um dos protagonistas for o Habel Chavier e a outra a Naomi Colmeia (um nome que parece extraído do elenco de personagens do Bee Movie), tanto melhor.
Continuando as investigações pelo espólio de pornografia do Meo, encontro o tipo de títulos que adoro, ou seja, aqueles que explicam imediatamente o conteúdo da obra, sem floreados nem arabescos. Assim é que deve ser, uma vez que a pornografia está cara e um indivíduo convém logo saber ao que vai antes de despender o dinheiro arduamente ganho. Destaco obras como:
Grande Vergas Negras em Traseiros Bem Apertados e Grandes Vergas, Trios e Sexo Anal com Joey Silvera são o tipo de título que todo o filme deveria ter. Está tudo explicado, ninguém perde tempo. E já que falamos de Joey Silvera - no fundo, o Habel Chavier estrangeiro - há que dizer que é protagonizado por esse actor o filme cujo título lhe serve também de curriculum vitae, sempre que ele anda à procura de trabalho:
Brilhante, adoro as dissertações Marklianas sobre pornografia!