De maneiras que há um gato a precisar de ser salvo, e há um indivíduo - que acontece ser homossexual - que decide salvar o gato. E de maneiras que o dono do gato, que deveria ficar contente por haver alguém a salvar-lhe o bichano, riposta com tiros - tiros! - contra o indivíduo que lhe estava a salvar o gato. Porquê? Porque se tratava de um homossexual e porque já se sabe que essa gentalha faz sexo desenfreado com tudo o que encontra - incluindo gatos - e ainda é capaz de passar o bicho da homossexualidade ao felino, valha-me Deus. As balas acertaram numa vizinha, que não ficou em bom estado.
Citem-se as sábias palavras do juiz responsável pelo caso e que me parece ter estado a um passo, um pequeno mas histórico passo de ter proferido a palavra começada por F: "Dar um tiro em alguém por ser homossexual e por supostamente ter relações com um gato e por isso o animal ter ficado paneleiro é o motivo mais torpe que já ouvi".
IMPORTANTE ADENDA (às 16h55): Obrigado ao leitor Bruno Vaz por este acrescento precioso. Diz ele que o senhor, depois do tiro, barricou-se em casa. "Até a PSP o convencer a abrir a porta com a promessa de lhe mostrar um relógio antigo". Isto porque o dono do gato tinha demonstrado interesse por itens de relojoaria.
Isto é sublime.
"Abra a porta, já!"
"Não abro!"
"Saia com as mãos no ar!"
"Não saio!"
"Então e se lhe mostrarmos um Rolex de 1956?"
"Ah, assim já estamos a falar de outra maneira."