Quando se tem demasiado tempo nas mãos, a coisa pode dar para o torto, mas felizmente o jornalista americano A.J. Jacobs usa-o para fazer experiências que só encontram rival no britânico Danny Wallace (cuja experiência verídica de passar uma temporada só a dizer sim a toda a gente resultou no filme com Jim Carrey que está agora em exibição). Há uns anos, Jacobs tentou perceber se, lendo os inúmeros volumes da Enciclopédia Britânica da primeira à última página, ficaria um homem mais culto e transformou a experiência no livro The Know-it-All; mais ambiciosa e divertida seria a sua mais recente aventura: em 2007, A.J. Jacobs decidiu, em plena Manhattan, rodeado de potenciais pecados por todos os lados, seguir os mandamentos do Novo e do Velho Testamento à risca. De forma literal. O resultado é hilariante e um comentário inteligente à relação dos homens com a religião: em 370 e tal páginas, Jacobs conta as suas meticulosas experiências que incluíram deixar crescer a barba de forma desmesurada e apedrejar adúlteros. Está tudo em Um Ano de Vida Bíblica, um título português muito menos engraçado que o original - The Year of Living Biblically. Fico com a sensação que o título português leva muita gente que me vê a ler o livro no comboio, a pensar que me estou a converter à religião (apesar da capa mostrar o próprio Jacobs, caracterizado como figura bíblica, segurando os Dez Mandamentos numa mão e um copo da Starbucks na outra!).

 

O livro é óptima leitura, seja para crentes, agnósticos ou ateus, mesmo que a tradução portuguesa traga algumas gralhas incómodas para a leitura que nem mosquitos numa noite de Verão. Tentem é que o Cardeal Patriarca não vos apanhe a lê-lo, que o senhor anda transtornado e ainda se irrita. Não sei o que se passa com os CEOs da Fé, mas depois das últimas hiper-retrógradas tiradas de Bento XVI, ouvir ainda o nosso D. José Policarpo a aconselhar as moças casadoiras a evitar maridos muçulmanos e a lerem o Corão para perceberem como aquilo é gente ruim, leva-me a pensar que os homens da Igreja precisam urgentemente de férias. E deviam tê-las. Durante vinte e dois dias úteis por ano, cardeais, bispos, padres, o papa, despiam as batinas, tiravam os hábitos e eram indivíduos normais. Relaxavam a cabeça, tinham relações sexuais, pecavam à vontade - enfim, faziam tudo o que um tipo que trabalha num escritório faz, quando não está a trabalhar num escritório. Ou seja, todas as coisas que não se fazem num escritório (embora haja bastante gente a usá-los para ter relações sexuais). Proponho isso para os homens da Igreja. Fazia-lhes bem.

 

É que ver um representante da Igreja a atirar pedras ao telhado muçulmano por oposição às virtudes católicas, sobretudo poucas semanas depois de eu ter visto um extraordinário documentário chamado Livrai-nos do Mal, provoca-me uma amarga vontade de rir.

 

 

Descobri este filme, vencedor de vários prémios e nomeado para o Oscar de Melhor Documentário, numa cesta de saldos de um hipermercado. O preço era apelativo - 7 euros - mas é pena que muita gente não saiba da existência, no mercado português de DVD, de um filme tão chocante quanto essencial.



Marta Botelho @ 19:43

Qua, 14/01/09

 

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Caro Nuno Markl,

não pode ser senão com espanto que leio esta sua afirmação, que cito:
«ouvir ainda o nosso D. José Policarpo a aconselhar as moças casadoiras a evitar maridos muçulmanos e a lerem o Corão para perceberem como aquilo é gente ruim».

Perdoará, mas eu não ouvi o Senhor Cardeal Patriarca aconselhar a leitura do Corão «para perceberem que aquilo é gente ruim». O que foi dito é que é preciso conhecer para compreender. Aliás, D. José Policarpo disse que, em geral, os portugueses são ignorantes em relação à cultura e à religião muçulmanas e que as mesmas devem ser respeitadas.

A sua observação deturpa as palavras do Cardeal. Aliás, a sua observação é um acrescento àquelas palavras e, portanto, uma absoluta falsidade. Permita-me, pois, que expresse aqui o meu descontentamento.

Cumprimentos.


Nuno Markl @ 21:39

Qua, 14/01/09

 

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Marta, peço desculpa, mas não há grande volta a dar no que toca à interpretação das palavras do senhor Cardeal Patriarca: ele questiona se alguém terá lido o Corão, em Portugal, associando o mesmo àquilo que ele definiu como - e agora vou citar as palavras exactas de D. José Policarpo - "um monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam". Não me parecem lá muito respeitadoras, estas palavras: "Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam."


Marta Botelho @ 23:31

Qua, 14/01/09

 

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Meu caro Markl,
os «sarilhos» de que falava o Cardeal Patriarca não se prendem com o facto de os muçulmanos serem, alegadamente, «gente ruim» (a expressão é sua, não minha). D. José Policarpo referia-se, obviamente, às dificuldades acrescidas que as diferenças religiosas podem trazer para um casamento.
Eu respeito, obviamente, interpretação diversa da minha, mas confesso que a que o Nuno Markl está a fazer me parece tremendamente forçada.
Diferenças à parte, o que importa é que a troca de ideias seja salutar e a nossa foi. Obrigada por isso.

[E já agora, muitos parabéns pelo rebento. A Ana Galvão está cada dia mais bonita. ;)]


Anónimo @ 14:35

Qui, 15/01/09

 

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O D. José Policarpo especificou muito claramente que se estava a referir a situações concretas, como viajar com o marido para um país de governo islâmico. Nessa situação a mulher está sob completo controlo do marido e em muitos desses países não pode sequer sair à rua sozinha, quanto mais viajar de volta para o país de origem.

Não há volta a dar-lhe, o Markl deturpou as palavras do D. José Policarpo quer intencionalmente quer por ignorância do que o cardeal disse em concreto. Sinto-me estranho por estar a defender o representante de uma religião que manifestamente não gosto, mas falar sem conhecimento de causa combinado com "vou cascar na religião católica porque é o que comediantes de maior sucesso fizeram e por isso upa que já saltei para a bandwagon" irrita-me ainda mais.


Nuno Markl @ 15:52

Qui, 15/01/09

 

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Então, mas a ideia desde o início que é manter-te irritado! É uma das coisas que me alegra o dia... E então saber que cheguei ao ponto de te obrigar a defender o Cardeal Patriarca, isso é o que se chama o Jackpot.

Mantenho tudo o que disse. Uma coisa é o D. José Policarpo pensar isso; a outra é vir a público atirar pedras a telhado alheio quando a Igreja Católica os tem de vidro tão frágil. É deselegante e disparatado um representante de uma Igreja tecer este tipo de considerandos sobre uma religião alheia.

Eu sou um gajo romântico. Acredito que malta apaixonada, seja ela católica e ele muçulmano, ou ele budista e ela Jeová, consegue arranjar maneira de contornar os obstáculos e equilibrar as coisas, sem que haja D. Josés Policarpos (os vários, que existem em todas as religiões) a dar conselhos do coração.

Aliás, sempre me fez confusão ver representantes da Igreja a prestarem conselhos sobre matrimónio, naquelas magníficas aulas prévias ao casamento religioso. Já me disseram que eles chegam a dar dicas de cariz sexual - e depois sou eu que falo sem conhecimento de causa...


Marta Botelho @ 16:32

Qui, 15/01/09

 

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Caro Nuno Markl, citando as suas próprias palavras:

«Uma coisa é o D. José Policarpo pensar isso; a outra é vir a público atirar pedras a telhado alheio quando a Igreja Católica os tem de vidro tão frágil.»

«É deselegante e disparatado um representante de uma Igreja tecer este tipo de considerandos sobre uma religião alheia.»

(...)

«Já me disseram que eles chegam a dar dicas de cariz sexual - e depois sou eu que falo sem conhecimento de causa...»

(...)

«Eu sou um gajo romântico. Acredito que malta apaixonada (...) consegue arranjar maneira de contornar os obstáculos e equilibrar as coisas, sem que haja D. Josés Policarpos (os vários, que existem em todas as religiões) a dar conselhos do coração.»


Por pontos:
1. Ainda bem que D. José Policarpo não se limita a pensar mas tem a ousadia de dizer o que pensa e, se necessário for, até de o escrever e assinar. A isso se chama Lisura e Honestidade, que neste caso concreto se opõem à hipocrisia.

2. Não obstante os inúmeros e reconhecidos telhados de vidro da Igreja Católica, não me parece que esse seja argumento para impedir um Cardeal da ICAR, só porque é um Cardeal da ICAR, de expressar as suas opiniões em público, se as considerar pertinentes. Julgo, francamente, ser desnecessário invocar aqui o que dispõem as directrizes religiosas islâmicas sobre a Mulher e os seus (não) direitos - e não deturpemos as coisas: era a isto que o Cardeal se referia nas declarações que proferiu, era à situação de debilidade a que as Mulheres estão sujeitas à face das leis islâmicas, que exige a tal «cautela» a que o Cardeal aludiu.

3. Já que o Nuno Markl demonstra ter tanta preocupação em relação ao que fica bem e mal e é elegante ou deselegante a Igreja Católica dizer sobre os muçulmanos, pena é que não demonstre a mesma preocupação em relação ao que dizem os muçulmanos acerca dos católicos e da sua religião. Não quero com isto dizer que o facto de os muçulmanos serem incorrectos possa justificar que os católicos o sejam, estou apenas a alertar para a necessidade de resistir à tentação de, nesta matéria, usar dois pesos e duas medidas: uma, mais exigente, para os católicos (criticando) e outra mais permissiva para os muçulmanos (ignorando e/ou desculpando).

4. Pobres de nós se apenas pudéssemos falar de determinados assuntos com conhecimento de causa! Que triste e monótono seria o mundo se sobre "homens" apenas pudessem falar os homens, se sobre "mulheres" apenas pudessem falar as mulheres, se sobre "economia" só pudessem falar os economistas e se sobre "religião" apenas pudessem falar os teólogos ou os religiosos! Ao contrário, julgo que se o fizermos com bons argumentos e com fundamento (o que é bem diferente de "conhecimento de causa"), todos podemos trocar ideias, desde que com elevação e urbanidade, sobre todos os assuntos.

5. Eu também sou romântica (embora nuns dias mais do que noutros). E, portanto, também dispenso bem os conselhos de todos os D. Josés Policarpos dirigidos ao coração. Sucede que, neste caso, os conselhos de D. José Policarpo dirigiam-se à razão e não ao coração...


Nuno Markl @ 17:03

Qui, 15/01/09

 

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Marta, se eu não demonstrei no post acima preocupação em relação ao que os muçulmanos dizem sobre a Igreja Católica, é porque a observação do post prendia-se especificamente com as declarações do D. José Policarpo, as quais ouvira horas antes e que assim foram comentadas pela sua actualidade. Como é evidente - e como já disse - fico deveras agastado sempre que os representantes de qualquer religião dizem coisas que, a diferentes níveis, me parecem perigosas e/ou capazes de perpetuar preconceitos em algumas mentes frágeis que os sigam. Não sou é grande adepto da argumentação "está bem que isto é mau, mas olha que aquilo é pior". Acho que não se vai a lado algum, por aí.

No que toca às aulas de preparação para o matrimónio, permita-me manter-me desconfiado da capacidade de um padre católico de dissertar sobre determinados aspectos. Uma vez mais, não estou a generalizar: há padres que o fazem com inteligência e sentido de humor; mas já tenho sabido de aulas destas que, muito sinceramente, me parecem, acima de tudo, óptimo material de comédia.

Quanto à velha questão razão vs. coração, parece-me que razão a mais acaba, invariavelmente, por lixar a felicidade a muito boa gente. Não há nada pior que um "ai que bom que era capaz de ter sido".


luis @ 19:53

Qui, 15/01/09

 

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Caro Nuno,
percebo o que diz sobre os cursos de preparação para o matrimonio. E a sábia regra pede que não generalizemos (o todo) a partir de casos concretos, ate pq como o proprio Nuno o disse há padres que o fazem de forma bem feita. Quanto ao conhecimento de causa, gostaria de lhe dizer que o sacerdote (pela vocação que desempenha, nomeadamente pela confissão) estabelece uma relação com as pessoas (ouvinte, abertura e confiança) que muitas vezes não existe entre marido e mulher (nao por falta de confiança entre o casal, mas porque há determinados assuntos que não são falados, em casos de infidelidade e que depois são desabafados ou confessados a um padre. Pelos casos que ouve e acompanha o sacerdote (movido pelo segredo de confissão) conhece em profundidade os problemas da existencia humana.
É obvio, que o dito segredo de confissão não será desacreditado ou usado para dar conselhos, claro que não. Mas, a confissão torna-se uma ferramenta para o sacerdote e ter conhecimento de causa, sem romper com o segredo de confissão.
Um abraço,
Luis


João Bizarro @ 00:06

Qui, 15/01/09

 

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Está visto que a Marta não vai casar com um tipo chamado Mohamed Rashid!


Marta Botelho @ 15:57

Qui, 15/01/09

 

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João Bizarro, mas que gargalhada me fez dar agora! :) Não vou, não, pode crer. Mas não é por ser o Mohamed, é mesmo porque eu acho que o casamento, seja ele com um muçulmano, um católico, um laico ou um ateu é sempre uma fonte de sarilhos! :)


FMP @ 02:03

Qui, 15/01/09

 

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"Marta, peço desculpa, mas não há grande volta a dar no que toca à interpretação das palavras do senhor Cardeal Patriarca" - Tanto que há, que a maior volta, foste tu quem a deu, Markl... ;)
FMP



Alexandre Kulcinskaia @ 17:48

Qui, 15/01/09

 

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Markl, recebi no meu mail uma mensagem que dizia isto:
"Olá Alexandre Kulcinskaia,

Anónimo, deixou um comentário ao comentário Sobre religião. às 14:43, 2009-01-15.

Caso pretenda responder a este comentário, poderá fazê-lo, usando este link.

Comentário:
Yep, confirma-se. És um imbecil."
- mas não vejo esse comentário, que tem uma constatação tão pertinente,por aqui!!!
Em resposta ao anónimo...
Dá para perceber assim tão claramente?
Ou és alguém que conheço? É que quem conheço sabe perfeitamente que sou um imbecil...
Paizinho, és tu?!
___________________________
http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/


Nuno Markl @ 17:52

Qui, 15/01/09

 

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Achei que o comentário desse troll clássico era só na onda do "és cocó", e por isso apaguei-o.


Emanuel Madalena @ 20:06

Qua, 14/01/09

 

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Tenho mesmo de ver esse documentário. Parece bastante revelador. (no pun intended)

Já viste o "Jesus Camp"? Fala-se muito no extremismo muçulmano quando há extremistas cristãos onde menos se espera, no meio de uma sociedade supostamente afastada disso como a norte-americana, a "educar" as criancinhas a se tornarem tão terroristas quanto possível...
Enfim... É a hipocrisia e o abuso dos sofismas que nunca mais acabará.


Alexandre Neves @ 20:54

Qua, 14/01/09

 

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és tótó


Nuno Markl @ 21:33

Qua, 14/01/09

 

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Tu é que és (e sim, fui espreitar o teu blog - perdão, bolg - para o confirmar).


Anónimo @ 20:11

Qui, 15/01/09

 

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Markl olha a ideia do webisodio..caia que nem gingas
para cena final imagino voces os 2 a dar um abraço depois de porem de lado as vossas zangas ao som de "Um abraço neste ponto de encontro"


Alexandre neves @ 09:33

Qui, 22/01/09

 

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hum... resposta curta... de certeza que o meu blog é mais útil para as pessoas do que o teu... hum... resposta curta... de certeza que o meu blog é mais útil para as pessoas do que o teu... hum... e mesmo assim não deixas de ser totó… sinceramente não acho piada ao vosso programa, algumas das piadas até são engraçadas, mas outras nem tanto, não te acho totó de todo, porque senão não tinha inteligência para fazeres certas piadas… mas pronto… acho-te um bocado totó na mesma, podes ter a opinião que quiseres de mim, mas a minha sobre ti não vai mudar futuramente… e para ires ao meu blog é porque não é inútil de todo… já gora tenho 14 anos…

e não me limito a esse tipo de blogs, também tenho outro, embora ainda não muito trabalhado: http://xanizinhoculto.blogspot.com


mlamy @ 21:50

Qua, 14/01/09

 

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Pelos vistos as religiões dos blogues também têm as suas disputas. Os extremistas largam bombas que nada acrescentam aos textos, mas dão ao terrorista um certo sentimento de poder territorial. Comentários breve, sem sentido e cobardes! Há espaço para todos! Não mijem nos cantos por aí. Já agora Nuno Markl, às vezes espreito o teu blogue, e agrada-me...tem coisas giras. Parabéns!


Chocolate com Pimenta @ 22:05

Qua, 14/01/09

 

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Em que hiper foi, já agora? Pode ser que tenha a mesma sorte que tu.
Vi recentemente o filme O Menino de Cabul, e adorei, por vários aspectos, mas também fiquei fascinada com a perspectiva que me deu sobre a cultura muçulmana e afegã. Realmente andamos muito enganadinhos...

P.S. - Dr. Pedro Galvão Markl é muito à frente...


Nuno Markl @ 17:05

Qui, 15/01/09

 

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Foi no Jumbo de Alfragide. Não sei se a promoção se mantém. Nunca vi o filme na FNAC, mas também é capaz de lá haver.


Chocolate com Pimenta @ 17:39

Qui, 15/01/09

 

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Já que falamos de filmes... Sabes se há algum sítio, sem ser na Amazon, onde possa encontrar o Lord of the Flies - O Senhor das Moscas? A Fnac não tem e diz que foi descontinuado :(

Tks


anonimo @ 11:59

Sex, 16/01/09

 

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www.mininova.org. Tens lá esse filme de certeza


João Almeida @ 22:37

Qua, 14/01/09

 

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Infelizmente ainda não li o livro, mas ouvi o podcast dele no TED do que penso ser um condensado muito condensado e é simplesmente fabuloso, das coisas mais hilariantes e ao mesmo tempo mordaz (adoro a parte em que ele diz que venceu um Jeová pelo cansaço).

http://www.ted.com/index.php/talks/a_j_jacobs_year_of_living_biblically.html


AC @ 23:48

Qua, 14/01/09

 

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Era exactamente isto que vinha fazer. Recomendar a TED talk dest senhor. Muito boa.


Woody @ 23:55

Qua, 14/01/09

 

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Tenho este livro em lista de espera para ler. Já li uns capítulos na Fnac e pareceu-me hilariante. É preciso ser muito maluco para fazer o que o autor fez...

Não me parece que o clero abdique dessas "férias". Estas atitudes devem vir com o remorso...


LAP @ 23:58

Qua, 14/01/09

 

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Markl, tiveste algum tipo de educação religiosa na tua infância?

Esse documentário do Padre Pedófilo parece-me algo sensacionalista, a julgar pelo trailer, mas ver e depois criticar. Já aquele outro filme mencionado por outro realizador, o "Jesus Camp", creio que fez parte do cartaz do último Doc Lisboa. Também não vi, mas parece-me bem mais interessante. Ainda bem que me relembraram desse documentário.


Nuno Markl @ 08:31

Qui, 15/01/09

 

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O trailer, como muitos trailers, é sensacionalista; o filme é sincero, discreto, frontal e limita-se a apresentar factos, gravações, coisas que falam por si sem que haja sequer uma narração a forçar o espectador a pensar o que quer que seja. Já ouvi falar do Jesus Camp, parece-me muito bom. Mas o Deliver Us From Evil é essencial.


Anónimo @ 10:42

Qui, 15/01/09

 

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Confirma-se. O Jesus Camp é muito bom. Assustador, mas sem sensacionalismo.


Micas @ 00:53

Qui, 15/01/09

 

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Pois..eu também só vi no TED : http :/ www.youtube.com /watch?v=B5MkpzMAOZM
Curti totil a parte em que ele apedreja o homem que cometeu adultério!! :D

Aliás, aconselho vivamente as TEDtakls, muito boas perspectivas deste mundo se conhece ali. Aliás, fiquei bastante contente que ja existe no utube uma comunidade tuga do TED !! :D

Markl,
Gostei bastante da entrevista na Dica da tua fêmea, mas foi um desastre pois lembrou-me do filme "As Bodas de Deus", onde apesar da Ana ter tido uma boa prestação faz-me asco ver aquele velho a tocar numa menina tão jovem! Pode ser uma forma de etaísmo e uma cedência à cultura do corpo, OK! Mas pronto..

Quanto às declarações do Policarpo..foram bastante infelizes. Uma religião onde a figura feminina (freira) pode rezar a missa mas não pode fazer a homilia (que é a parte em que se dá o sermão, a moral, e em que o discurso já é pessoal e baseado na sua experiência)! Há uma confusão sobre o que é o islamismo, é que toda a gente pensa que todos os muçulmanos são capazes de se rebentar se o jantar não está pronto a horas. Mensagens destas só vêm afastar ainda mais as religiões..

Aliás, este vídeo do Jacob fez-me pensar bastante, principalmente na parte do Alien que vem à terra e olha para um comum mortal a soprar as velas num bolo todos os anos! Todos nós temos práticas irracionais, porque razão não haveria-mos de compreender alguém que é religioso?


Nuno @ 14:37

Qui, 15/01/09

 

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Só para elucidar o (a?) Micas, que se equivocou no que disse: em primeiro lugar, uma freira não pode "rezar missa" (como lhe chama), uma vez que não pode fazer a consagração do pão e vinho. Aliás, esta é a única coisa que qualquer leigo não pode fazer numa missa, uma vez que é um dos ministérios reservados aos sacerdotes (tal como, por exemplo, a confissão). Não é verdade que não possa fazer a homilia... ou melhor, não é verdade que na prática não o possa fazer. São muitíssimas as situações em que o sacerdote que preside à celebração da eucaristia (é assim que se chama o "rezar missa") delega em alguém a função de fazer a homilia, ou até a faz em conjunto com quem está presente na igreja (ou onde decorrer a celebração), em tom de conversa, diálogo, partilha.

Quanto às palavras do Cardeal... entendo que as suas palavras possam causar alguma confusão de interpretação. Mas a mim parece-me uma declaração simples, sem nada de separatista ou discriminatório. Limitou-se a chamar a atenção para algo que é, na prática, real: se duas pessoas de duas religiões diferentes (que as vivam de uma forma praticante e empenhada) decidem casar, não há qualquer dúvida de que haverá vários ajustes a fazer entre si... Ora se o homem for muçulmano, eu diria que, no mínimo, esses ajustes serão bastantes, uma vez que a lei muçulmana diz claramente que a mulher terá obrigatoriamente de se converter ao islamismo e de se submeter às ordens e desejos do marido. Imagino que tal não seja fácil de aceitar por uma qualquer mulher que cresca num ambiente predominantemente cristão, quanto mais se for activamente católica (ou judaica, ou budista, a dificuldade será a mesma!).

Um grande abraço ao Markl e beijinhos à Ana Galvão, muitos parabéns pelo super-rebento! ;)


Micas @ 19:21

Qui, 15/01/09

 

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Na pratica pode, mas não o fazem? hum..deixa cá ver..as freiras se quiserem podem, mas nenhuma o quer? Humm...então é porque se calhar há pressões para não o fazerem. Mas nem é preciso ir por ai, basta pensar que uma mulher não pode ficar à frente de uma igreja, não pode ter as funções do padre, de bispa ou papisa (para além da Joana). Quer-me dizer que não ha discriminação na igreja católica? Imagine que em vez de uma mulher, era um negro ou um asiático. Podiam fazer tudo, menos celebrar o pão e o vinho!

Ui...nada separatista, muito integradora! Aliás, imagino que ontem deve ter sido outro reveillon para as operadoras tugas com a torrente de mensagens que os Muçulmanos enviaram para os católicos a agradecer!! l :))

Eu respeito as religiões enquanto elas fbenignas para as pessoas, e enquanto alimentam a necessidade que todos têm de algo superior, mas o respeito acaba-se quando não o enchem de preconceitos que só vai afastar mais as pessoas.

Há muitas interpretações do corão, e não podemos associar o islamismo apenas aos fanáticos que nos entram todos os dias pela tv a dentro. Era a mesma coisa de associar o cristianismo à opus dei. O islamismo que se vive é uma interpretação benigna do corão, onde os muçulmanos vivem harmoniosamente com a comunidade. Se algum marido maltratar as mulheres irá ser punido não como muçulmano mas sim como cidadão. Se ela for para o exterior depois de casar deverá ser avisado sobre as leis vigentes no país de chegada pela embaixada, sobre os direitos humanos pela amnistia, etc. Como quem leva vacinas antes de ir para os trópicos. Não é agora uma alta autoridade da igreja católica que tem de avisar os seus crentes com que grupos se devem ou não casar.



Anónimo @ 14:40

Qui, 15/01/09

 

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Ah bom, porque as freiras não poderem celebrar a missa está em par com matar jovens raparigas cujo crime foi serem violadas. Ou estados em que não podem sair à rua sob pena de serem chicoteadas pela policia por cometerem o crime de andarem sem a companhia de um homem da familia. Ou então enforcar homossexuais.

Muito bom, Micas. Muito bom.




Micas @ 19:36

Qui, 15/01/09

 

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Mas o Policarpo não falou para as portuguesas? Os muçulmanos só vêm a portugal casar e levam as moças para lá? Ou elas casam com muçulmanos portuguesas?



Anónimo @ 16:37

Sex, 16/01/09

 

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Para a próxima antes de te pronunciares sobre algo tenta inteirar-te em pleno. Ele mencionou precisamente os casamentos e a possibilidade de uma viagem a um estado islâmico, com os riscos que isso acarreta. E também não é preciso ir muito longe para encontrar casos como os que descrevi: acabaram de ser condenados no UK muçulmanos por um crime de honra que consistiu em queimar viva uma adolescente que engravidou fruto de uma violação.

Espero não ter de puxar dos lápis de cêra para te fazer um desenho.


PEsteves @ 01:03

Qui, 15/01/09

 

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Eu só estou a par do tal livro daquilo que contou neste post, mas se ele atira pedras a adúlteros seguindo mandamentos do novo e velho testamentos, então está a falhar o projecto. Toda a gente conhece a história em que Jesus apela a que não apedrejem Maria Madalena por ser amante de um adúltero dizendo "quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra", ou assim uma coisa. Pronto, não pude deixar de referir isto, mas acredito claro que o livro tenha vários momentos que resultam bem e tenham bastante piada. Cumprimentos.




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