No episódio de domingo d'Os Contemporâneos (episódio que seria dos mais vistos de sempre não fosse ter sido chacinado a meio por um intervalo mortalmente longo), estava aquele que eu considero o primeiro sketch directamente influenciado pelo meu lado paternal. Cá vai:
Fazemos figuras bastante tristes para impressionar crianças e eu já as faço com o Pedro, apesar dele ainda olhar para mim com aquele ar de quem está a olhar para um orgão interno, coisa que há pouco mais de duas semanas era tudo o que ele podia fazer de mais interessante. Mas a ideia concreta para este sketch surgiu durante uma tarde a brincar com os sobrinhos da Ana: eles não precisavam de muito para se rirem como eu me rio com um grande sketch dos Python. E o "cucuuuuu" é, de facto, um êxito perene! Depois foi só trabalhar a ideia com o Francisco Palma, também ele pai e, portanto, também ele perito na arte do "cucuuuu".
Ao mesmo tempo, este sketch é uma paródia (podem pôr-lhe um "auto" antes) ao discurso snob e cheio de ar que nós, indivíduos que vivem de fazer comédia, conseguimos por vezes debitar, na desesperada esperança de que nos levem a sério.
Grande, grande trabalho do Bruno. Toneladas de material d'Os Contemporâneos são visionáveis aqui na renovada PFTV ou no site criado e gerido pela RTP.