Esta é a novidade que tenho estado a manter top secret... e que agora já é pública. Vou jantar, mas daqui a bocado conto tudo.

 

Sim, estou entusiasmado. Sim, estou aterrorizado. Sim, já fiz uma sessão de casting contracenando com a Soraia Chaves.




 

... o regresso da rubrica que, juntamente com um cartoon, deu origem a dois livros premiados mundialmente (OK, não mundialmente - mas sempre ganharam prémios da Central Comics e do Festival da BD da Amadora, caramba!). Vai ser às 8h20, na Antena 3. Com repetição às 18h20. 



 

Como deve ter notado quem sintonizou a Antena 3 na sexta-feira de manhã, as Manhãs da 3 estão diferentes, com um novo elenco - Luis Oliveira, que os mais atentos conhecerão não só do trabalho que ele já faz há algum tempo na 3, mas também do Top +, e Joana Dias, que conhecerão do Curto Circuito. Eles renovam a equipa do programa, agora que a nossa Cláudia Semedo se prepara para um novo projecto dentro da Antena 3 e que o José Mariño decidiu abraçar por inteiro o seu lado de director da estação, evitando assim enlouquecer com o excesso de horas de trabalho (não é fácil dirigir uma estação pública nacional acordando todos os dias às seis da manhã e saindo da RDP à noite!).

 

Pela parte que me toca, continuo no programa a fazer as minhas rubricas, mas também aí vai haver mudanças. A pedido de várias famílias, há meses que ando a fazer o Coisas Que Acontecem em directo, tendo deixado cair a ideia inicial de fazer uma rubrica de notícias bizarra gravada e com produção. A ideia era bem intencionada, mas dou razão aos ouvintes que se queixavam de que, apesar de sonoramente cheia de ambiente, cortesia de um excelente trabalho de sonoplastia do Gualter Santos, a coisa soava pouco espontânea e sem a sempre agradável crueza do directo. Assim sendo, e porque não quero que falte nada ao ouvinte, passei a fazer o Coisas Que Acontecem em directo. Só que o Coisas Que Acontecem em directo, sejamos sinceros: não é mais do que um Homem Que Mordeu o Cão com outro nome... e não me interessa preencher quase todos os dias da semana a dissertar apenas sobre notícias bizarras, quando há tanta coisa interessante que pode ser feita na telefonia.

 

Assim, pensei que, depois de umas férias que dei ao conceito, esta é melhor altura que nunca para começar uma nova temporada de Há Vida em Markl: a pré-paternidade e a paternidade propriamente dita certamente que darão pano para mangas (pelo menos já tenho um caderno cheio de ideias que tenho andado a coleccionar), e a verdade é que dentro do Há Vida em Markl cabe falar sobre, basicamente, tudo. Como há vários ouvintes pedindo, há meses, que a rubrica regresse, ela voltará então às ondas do éter a partir do próximo dia 12. E de horários a coisa ficará então organizada assim...

 

Há Vida em Markl - 2ª e 4ª feira

Coisas Que Acontecem - 3ª e 5ª feira

Laboratolarilolela - 6ª feira



 

Relembrando: amanhã à tarde, mais precisamente às 18h30, a troupe Contemporânea estará na FNAC do Colombo para apresentar o recém-editado DVD. Vai haver converseta, assinatura de autógrafos mas - e esta é a novidade importante - vamos também passar, no ecrã do Fórum, sketches inéditos, numa antevisão do que irá para o ar às 21h, na RTP-1. Ou seja, quem estiver no nosso convívio da FNAC Colombo vai poder ver, antes do resto do mundo, momentos como o épico videoclip de "solidariedade", do qual estamos particularmente orgulhosos. Assim, quem chegar tarde a casa e não for a tempo do episódio desta semana, sempre vê qualquer coisa e com comentário ao vivo dos intervenientes. Parece-me jeitoso.

 



 

Comprei o livro Coraline há uns anos, na Escócia, mas, pontaria das pontarias, cheguei à loja um dia depois do grande Neil Gaiman lá ter estado a assinar exemplares. Não pude trocar palavras com um autor que me deixou várias vezes boquiaberto com obras como Neverwhere ou a saga The Sandman, mas quando cheguei ao hotel, constatei que me calhara um dos exemplares assinados por Gaiman - foi melhor que nada. Coraline fascinou-me - é um livro perfeito para crianças espertas e adultos que ainda se lembram como era o mundo há uns anos valentes. E é um verdadeiro guia de como criar histórias inteligentes para putos (Coraline, apesar de todo o humor, é uma magnífica história de terror infantil!), tendo-me estimulado a experimentar escrever para esse target. Até ao momento fiz uma tímida experiência nessa área - o livro Sebastião Regressa a Casa que, dizem-me professores, é lido em algumas escolas, o que é uma honra - mas o meu sonho é ter o conforto financeiro requerido para, um dia, armar-me numa espécie de Roald Dahl da Parede, e passar os dias a criar livros para miúdos. É tão ou mais exigente do que escrever comédia para adultos, mas parece-me que, apesar de tudo, é capaz de ser uma experiência mais zen.

 

Enquanto isso não acontece, vou tomando notas sobre histórias - não necessariamente para editar em livro, mas para, um dia, as poder contar ao pequeno Galvão-Markl, à hora de dormir - e vou aceitando tarefas como esta, que já percebi que me vai dar tanto trabalho como gozo, mas que é capaz de me dar mais um punhado de lições sobre como escrever para crianças: fui convidado para escrever a tradução e adaptação dos diálogos do filme Coraline para a dobragem portuguesa. E, de certa forma, juntamente com o autógrafo que tenho no meu exemplar do livro, isto compensa definitivamente não ter conhecido o Neil Gaiman!

 

Coraline é um daqueles filmes que parece ter sido feito à medida de um fã: é baseado num livro excelente do Gaiman; realizado por Henry Selick, o homem que dirigiu o meu muito estimado Nightmare Before Christmas com Tim Burton; e tem canções de uma das minhas bandas de culto mais antigas, os sublimes They Might Be Giants. Ainda por cima, vai ser exibido nos cinemas em 3D, o que é sempre uma experiência gira, sobretudo com este novo sistema que não provoca enxaquecas nem a sensação de que estivemos hora e meia com um panelão enfiado na pinha e duas ou três pessoas a baterem na parte de fora do dito panelão com paus.

 

Tenho nas minhas mãos o guião de Selick e uma cópia de trabalho do filme (daquelas meio a preto-e-branco e cheias de etiquetas e marcas de água por cima da imagem, para evitar que eu pegue nisto e vá desafiar a ASAE ali para a Feira do Relógio). Pelo que já pude espreitar, Coraline, o filme, é um espanto que está à altura do livro.

 

 



Apontai nas agendas, caso vos interesse, toda a panóplia de iniciativas públicas em que estarei envolvido nas próximas 72 horas, mais coisa, menos coisa.

 

Amanhã, pelas 21h30 na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa, estarei com o Nuno Artur Silva, a Inês Fonseca Santos, o João Paulo Cotrim e o Pedro Mexia no lançamento do espesso canhenho Antologia do Humor Português (1969 - 2009), uma monumental colecção de textos de gente tão diversa como José Gomes Ferreira, Jorge de Sena, Mário Cesariny, Natália Correia, Alexandre O'Neill, Dinis Machado, António Vitorino de Almeida, Miguel Esteves Cardoso, Ricardo Araújo Pereira e por aí adiante. A recolha é do Nuno Artur e da Inês, e aquilo que mais me orgulha no meio disto tudo é estar - com três textos do Há Vida em Markl - num mesmo volume onde há textos do autor português que me fez abrir os olhos para a escrita de humor, quando o li pela primeira vez há mais de 20 anos: Mário Henrique Leiria, o criador dos imortais Contos do Gin-Tonic.

 

Na sexta-feira, há dose dupla na FNAC do Colombo: em mais um evento de lançamento do DVD d' Os Contemporâneos, vamos conversar com o público e rabiscar umas caixas - e desta vez prometo não faltar, uma vez que não estão previstas ecografias para esse serão. Esta apresentação do DVD acontecerá às 18h30.

 

Hora e meia depois, às 20h, inauguramos, também na FNAC do Colombo - não saia do seu lugar! - a exposição de fotografia comemorativa dos 15 anos das Produções Fictícias.

 

 

 

 

As fotografias são do Ricardo Quaresma Vieira e vêm acompanhadas de textos explicando a História das PF. De 12 de Dezembro a 11 de Fevereiro estão na FNAC do Colombo; de 15 de Fevereiro a 15 de Abril na FNAC de Viseu; de 23 de Abril a 24 de Junho na FNAC do Gaiashopping; de 2 de Julho a 9 de Setembro na FNAC de Santa Catarina; e de 17 de Setembro a 11 de Novembro na FNAC de Braga.



 

Sempre lançando-me desafios titânicos, a revista Sábado, há umas semanas, propôs-me escrever uma entrevista minha ao Pai Natal para um suplemento especial natalício. O dito suplemento - que é, na verdade, quase uma revista independente, totalmente sobre a quadra - vem na Sábado desta semana e a minha entrevista ao Pai Natal vem profusamente ilustrada com incríveis bonecos do desenhador Rui Ricardo. Eu não conheço o Rui pessoalmente, não troquei impressões com ele, mas tenho de lhe deixar aqui incontidas saudações pela maneira como ele não só me apanhou as feições, como todo o espírito da entrevista!

 

 

 



Talvez por ser uma espécie de segunda casa minha e porque, a cada visita que lá faço, lá se vai mais uma valente (embora bem empregue) porção do meu ordenado, fui convocado para a nobre tarefa de apresentar o espectáculo dos 10 anos da FNAC no Pavilhão Atlântico, o que muito me honra. O espectáculo é exclusivo para os aderentes do cartão FNAC e é completamente grátis, o que é sempre bonito. O desfile de estrelas é impressionante: Xutos & Pontapés, Clã, Rita Redshoes, Deolinda e Peixe-Avião (sendo estes três últimos revelações dos Novos Talentos FNAC, em 2008). Eu prometo não maçar ninguém: digo umas coisitas no início e depois vou ver o show e não chateio mais. O espectáculo é transmitido em directo por uma das minhas outras segundas casas: a Antena 3.

 

Lá nos veremos!





Parece que ainda foi ontem que eu, o Rui Unas, o Marco Horácio e o Diogo Beja estávamos encafuados nos Estúdios On-Air a dar traulitadas marciais no ar (e a derrubar um microfone, no meu caso) e já a fita TMNT Tartarugas Ninja - Uma Nova Aventura está em DVD. Quer dizer: não está em DVD já, já; estará nas lojas e videoclubes no próximo dia 22. O filme, não sendo uma obra-prima que revolucionará a História do Cinema de Animação, é óptimo entretenimento e, visualmente, é um mimo. E a gente divertiu-se à grande a fazer as vozes nacionais do tartarugame.




Este domingo vou estar no programa da Paula Moura Pinheiro, na RTP-2, Câmara Clara, a falar sobre séries de TV, com o João Lopes, crítico de cinema e televisão. É dia 17, às 22h40. Repete na terça-feira, 19, às 2h15. No domingo, 17, é repetido na RTP Internacional à 1h00 e na RTP África, também à 1h00.

(A gravação é amanhã à tarde...)




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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

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