O Luis Montez, que organiza o Festival Delta Tejo, convidou-me, baseando-se no facto de me conhecer de ginjeira (afinal é ao Montez que se deve a invenção d' O Homem Que Mordeu o Cão, nos tempos em que foi director da Rádio Comercial, nos idos de 1997) e também no facto de eu ser a cara (e, convenhamos, a penca) dos spots recentes da Delta, para criar pequenos interlúdios de humor para serem exibidos entre algumas das actuações nos ecrãs gigantes do festival. Escrevi seis rábulas - lê-se "seirrábulas" - que hoje a equipa de produção das Produções Fictícias, dirigida pelo João Nunes, esteve a realizar e a produzir. Este novo núcleo interno de produção das PF (responsável também pelo acompanhamento do meu dia no Metro ou dos bastidores da XXXVII Gala dos Tesourinhos Deprimentes) começa a ser conhecido não só pela incrivelmente baixa média de idades de boa parte das pessoas que a compõem (eu que costumo sentir-me jovem e fresco nos lugares onde trabalho, dou por mim a sentir-me um ancião), mas também pelo entusiasmo, criatividade e inabalável optimismo com que fazem verdadeiros milagres com orçamentos reduzidos. O Festival Delta Tejo acontece entre os dias 20 e 22 de Julho, inclui no seu elenco de artistas gente como Orishas, Daniela Mercury ou Carlinhos Brown e, de repente, nos ecrãs gigantes, será possível ver coisas como esta (felizmente não durante as actuações dos artistas, que isso era capaz de ser estranho):



Não, não sou eu dentro da indumentária - e não, também não se trata do lendário Macaco Adriano (é, na verdade, o Jorge Vaz Nande, perdendo quilos a uma velocidade espectacular). Mas é a realização do meu velho sonho de fazer comédia (ou "comédia", se preferirem) envolvendo indivíduos vestidos com fatos de gorila de má qualidade. Uma outra fantasia minha pode ser encontrada numa fotografia bastante embaraçosa disponível no blog do João Nunes. As outras fantasias que compõem estes interlúdios verão aqueles que forem ao Delta Tejo. Embora os que não forem lá, possam ver estas rábulas - lê-se "estarrábulas" - por estas bandas e também no PFTV - embora só depois dos dias do Festival.


O Samouco.



Local pacato. Não totalmente deserto.



Toda uma vasta equipa da produtora Sync e do departamento de publicidade das Produções Fictícias invade o sossego destas pessoas para rodar o novo spot dos Cafés Delta, alusivo ao festival Delta Tejo, que acontece na Ajuda, no mês que vem. Tomamos de assalto um verdadeiro local de culto da população, durante algumas longas horas privada desse lugar de lendas que é... o Café Cuba.




A vantagem de se ser protagonista de um spot, para mim, é, acima de tudo, o facto de se ser a única pessoa da equipa que não tem de carregar com nada. Não senhor, nada de trabalho braçal aqui para o menino. Isso ficou por conta dos valentes elementos da produtora Sync, uma equipa bem disposta, criativa e com bons braços para carregar objectos como balanças antigas de mercearia (aquilo pesa como o caraças), para além de toda a panóplia de projectores e equipamentos afins. Enquanto o realizador André F. preparava mais um plano, pude entreter-me a analisar os detalhes deste magnífico e inesquecível Café Cuba, no coração do Samouco. Sempre gostei dos pormenores que se encontram espalhados pelos cantos das tabernas portuguesas.






Mas outras coisas havia que, pura e simplesmente, tinham de ser filmadas. Uma fotografia não bastava. Eis fragmentos de uma visita guiada ao Café Cuba, a nossa pequena Hollywood no Samouco. Aqui estão os primeiros sinais de esquizofrenia futebolística e também do verdadeiro serviço público prestado pelos donos deste estabelecimento: agradar a gente de mais do que um clube. Pouca sorte para o pessoal do FCP.


Mal eu sabia que, atrás do balcão, a natureza futebolisticamente esquizofrénica desta taberna surgia em todo o seu esplendor, representada numa estatueta que eu gostava de saber quem fabricou, onde se compra e, em suma, porquê, porquê, porquê.


Sem dúvida que o fascínio por esta estatueta foi incapaz de ofuscar o fascínio pelo relógio de parede que representa, em cores garridas, o encontro dos Pastorinhos com Nossa Senhora. A começar pelo aspecto exterior - parece madeira, mas é plástico; parece que tem tudo para fazer "dlim dlão" quando chega à hora certa... Mas não. Enquanto ele não tocava, decidi explorar outros lugares. A casa-de-banho contém aquele que consegue ser o melhor e, simultaneamente, o menos adequado espelho para o local em questão.


À hora certa, o relógio do Milagre fez-se ouvir. E foi sublime.


Garanto que não conhecia o conceito de badaladas electrónicas. O poder penetrante destes agudos é inesquecível. Espero que à meia-noite o Café Cuba já esteja fechado, porque ouvir doze apitos destes é coisa que é capaz de se suportar só mesmo com generosas doses de aguardente no bucho. Arrebatador!

Os spots do Delta Tejo hão-de começar a passar em breve nas televisões nacionais. Amanhã vou gravar uma série de pequenas rábulas que irão passar exclusivamente nos ecrãs gigantes do festival, uma delas envolvendo um indivíduo vestido de gorila e um homem-bomba.


Estou à espera que a montagem final me seja enviada a qualquer instante para fazer o upload do webisódio 2. Tende paciência e aguentai, que eu também.





O segundo capítulo da saga Há Vida em Markl: Os Webisódios está montado e na fase de encaixamento dos genéricos. Já não faltará muito para que este webisódio, subordinado ao tema das vantagens da fama, surja aqui por estas bandas.

(Obrigado ao Paulo José pela fotografia que, apesar de algo desfocada, mostra-me imerso na secção infantil da FNAC enquanto a Carla Salgueiro lê um livro e o Francisco Martiniano Palma barafusta comigo.)


Um post sobre o Hora H já se sabe que é coisa para provocar um debate potencialmente azedo, capaz de chamar a este blog odiadores do programa vindos dos quatro cantos da Internet. Mas acho que perante as declarações de Guilherme Leite ao jornal Destak de hoje, impõe-se um comentário:



OK, várias coisas giras a ter em conta, aqui. Primeiro: é evidente que o Hora H não tem texto, caro Guilherme - até alguém o inventar. O Guilherme Leite, quando participou nessa revolução televisiva chamada Os Malucos do Riso tinha, de facto, texto: aliás, muito desse texto até já existia há, pelo menos, uns belos 50 anos. Nós no Hora H temos que o criar, conceito que é capaz de ser estranho ao simpático comediante.

Depois, é também giro que este Deus do humor que é Guilherme Leite faça a separação entre Produções Fictícias e Gato Fedorento, sendo o programa dos Gato Fedorento das Produções Fictícias e tendo eles integrado durante muitos anos a equipa de texto do Herman - a tal que não sabe fazer humor para TV e que está a "assassinar" o Herman.

Finalmente, ponho-me à disposição do Guilherme Leite, enquanto elemento da equipa responsável pelos textos de Herman Enciclopédia, Herman 98, Herman 99, Paraíso Filmes, O Programa da Maria, Não És Homem Não és Nada, para que o criador desse verdadeiro "ser ou não ser eis a questão" da comédia televisiva nacional - refiro-me, é claro, à hilariante frase "cabecinha pensadooooora!..." - me dê, então, umas aulinhas de escrita de humor para TV. E agora, se me dão licença, vou ali obrigar o Herman a ler mais uns textos meus e vou, como é evidente, soltar uma gargalhada maléfica enquanto acaricio o gato branco que tenho no colo.


Isto esta noite é toda uma miríade de notícias e videos e mais não sei quê! Aqui está mais uma selecção de momentos do dia em que fui director do Metro. Há mais material arquivado no PFTV.



Os bastidores da experiência, num mini-documentário assinado pela equipa do PFTV.



Como houve muitas intenções mas ninguém mostrou o seu pânico em video, aqui a produção do Há Vida em Markl: Os Webisódios acabou por se chegar à frente e assim escolhemos um casal para interpretar os famigerados namorados. No entanto, vamos precisar de malta que se agigante (para citar o mito vivo que é Paco Bandeira). Quem quiser ser figurante no segundo episódio (aparecendo no papel de pessoas enfastiadas numa fila) no segundo webisódio será bem vindo neste domingo, na FNAC do Colombo, às 11 da manhã. Será uma manhã bem passada com o vasto elenco deste episódio que inclui a participação especial do Nilton e da minha distinta colega de rádio Ana Galvão, mas também da sempre estonteante Carla Salgueiro.



Sim! Cinco anos depois da Paraíso Filmes, a Carla vai novamente interpretar palavreado escrito por mim - mas desta vez não é nenhuma Vanda Veloso desmiolada. O webisódio - que é sobre as vantagens práticas da fama - estará "no ar" no princípio da próxima semana.


Isto de abrir o casting para o papel dos namorados no webisódio 2 gerou interesse, sim senhor, mas chegarem-se à frente com um videozito mostrando pânico, isso está quieto ó mau. Então, senhores e senhoras?

Queremos um casal que saiba mostrar reacções de pânico. Juntem-se em frente a uma câmara, reajam com pânico e depositem o video no Sapo Videos... têm ainda o dia de hoje para o fazer. Pelo menos até aí a meio da tarde...



... não se esqueçam que podem sacar daqui o Metro inteirinho em versão pdf.




Conversetas
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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
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PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
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