Há que agradecer à minha querida amiga Catarina Furtado por ter tido a coragem de desmanchar o look e fazer o favor de agradecer este prémio por mim. Adoraria ter ido receber, mas a conjugação complicada entre a Ana ter sido chamada de última hora para fazer as emissões da Antena 3, esta semana, em Gaia, e as férias da nossa babysitter (está na Bulgária, o que fica um bocadinho fora de mão), deixou-me de mãos e pés atados. À hora a que ganhei o prémio Autores 2012 para Melhor Programa de Rádio, estava deitado com o meu filho, a tentar desesperadamente adormecê-lo. Não vi o momento em directo.
Este prémio é importante pelo que significa para a Rádio. Geralmente uma parente mal amada e inferiorizada nos media, em comparação com a toda-poderosa Televisão, haver uma cerimónia que se lembre dela é valente. Agradeço por isso aos jurados, dirigidos por uma figura lendária da Rádio em Portugal, o João David Nunes, não apenas pelo prémio, mas pelo mero conceito de celebrar a Rádio e de provar que ela mantém o seu poder e não é só um gira-discos.
Não vale a pena esconder que, recentemente, manifestei o meu repúdio por algumas decisões e procedimentos da SPA. Devo dizer que, apesar do prémio e do respeito e admiração profissional que muitas das figuras que dirigem a Sociedade Portuguesa de Autores me inspiram, mantenho todas essas minhas opiniões: o apoio incondicional a uma Proposta de Lei tão errada como a PL118, a inclusão de assinaturas, no abaixo-assinado de apoio de autores da SPA à PL118, de pessoas que não o assinaram, tudo isso são situações com as quais não posso estar de acordo e nunca estarei. Planeava, estando presente na gala e dando a cara, fazer referência a este fosso decisivo que me separa da SPA - sem histerias, sem números à Marlon-Brando-manda-índio-receber-Óscar,
Infelizmente não pude ir hoje ao CCB representar a minha obra radiofónica; fiquei em casa a tomar conta da minha obra maior do que todas as outras, e não me pareceu justo usar a Catarina como mensageira de nada. Mas aqui mantenho publicamente a minha opinião: obrigado, SPA. Mas agora, por favor, em nome do respeito e admiração que me merecem a carreira dos vossos dirigentes, revejam lá a maneira de fazer as coisas. Todos queremos uma Sociedade Portuguesa de Autores em que possamos acreditar.
Na passada 6ª feira, no evento de lançamento do livro Caderneta de Cromos Contra-Ataca, quem lá esteve levou de rajada com um punhado de revelações que, já agora, quero partilhar com a restante comunidade, porque me parecem de extremo interesse (não interesse no sentido "coisas que podem mudar o mundo"; mas interessezinho, vá):
- A grandiosa festa do livro Caderneta de Cromos Contra-Ataca em Lisboa vai ser não numa qualquer discoteca da moda, mas num local realmente relevante do universo da Caderneta; um lugar de lendas onde se passa boa parte da acção descrita nos cromos que, todas as manhãs, faço na Comercial: a minha escola secundária, a Escola Secundária de Benfica - hoje Escola Secundária José Gomes Ferreira. A coisa está marcada para 22 de Outubro, mas a seu tempo darei mais pormenores. Sim, vamos para o anfiteatro da escola, onde se faziam as grandes festas de Natal, fim de ano, etc. E vai haver hora de slows e tudo, evidentemente.
- A não menos grandiosa festa do livro no Porto vai ser num lugar lendário por outras razões: as simpáticas pessoas do Porto Sandeman, inspiradas pelo cromo sobre o misterioso homem de chapéu Sandeman que me aterrorizava na infância, cederam amavelmente as suas míticas caves para fazermos a nossa festa croma nortenha. É provável que aconteça o momento em que, por fim, defronto o Homem Sandeman! Mais informações em breve.
- Por fim, se no ano passado nos aliámos à lendária Majora para criar um objecto moderno com ares de objecto antigo - O Jogo da Glória da Caderneta de Cromos - em 2012 vamos aliar-nos à Maia & Borges para criar as figuras de PVC da Caderneta de Cromos, cujo design será da Patrícia Furtado, para que sejam fiéis às ilustrações dela. É o tipo de merchandising que fazemos não pelo lucro - hoje em dia, a não ser que se tenha a licença do Harry Potter, não se fazem bonecos para enriquecer - mas pelo gozo que representa mais este encontro com uma fábrica clássica da nossa infância (eram eles que produziam todos os bonecos das séries TV e BD, como os Estrumpfes, o Dartacão, etc.).
Hoje chegou-me às mãos, acabado de sair da gráfica, o novo livro, Caderneta de Cromos Contra-Ataca. É a sequela de Caderneta de Cromos, o segundo volume da versão papel + ilustrações (como sempre brilhantes, cortesia da Patrícia Furtado) da rubrica que faço com o Pedro Ribeiro, a Vanda Miranda e o Vasco Palmeirim na Rádio Comercial.
Estou feliz com o resultado, como fiquei feliz com o primeiro livro e com a maneira como a rubrica toca, diariamente, o coração e o - olhem agora que pretensioso - funny bone de tanta gente. Quando decidi abraçar esta espécie de missão em Novembro de 2009 (dia 23 desse mês, nesse ano, foi para o ar o Cromo nº1), fi-lo porque queria que alguém já tivesse feito isto para eu ouvir. Como ninguém se chegou à frente, fiz eu: a ideia era reunir os pedaços dispersos, entre a memória e os baús dos sotãos, dos nossos anos de crescimento. Acho que hoje, mais de 700 edições passadas, posso dizer que já vamos tendo uma enciclopédia jeitosa, criada por mim e pelos incansáveis ouvintes das Manhãs da Comercial, que são cada vez mais e melhores.
O novo livro, Caderneta de Cromos Contra-Ataca, tem algumas inovações em relação ao primeiro - como as páginas finais em que abrimos o baú dos cromos pessoais da equipa do programa e em que descobrimos pérolas como fotografias embaraçosas / queriduchas; cartões escolares; e uma certa página de um certo diário de uma certa Vanda Miranda. Analisada com o detalhe que merece. E é claro que volta a haver uma cornucópia de cromos seleccionados entre os melhores / mais emblemáticos da rubrica, todos eles ilustrados pela Patrícia. E um prefácio de um dos homens que, podemos dizê-lo, fundou a rádio moderna nos gloriosos primeiros tempos do FM da Rádio Comercial: Júlio Isidro, que assim continua uma colaboração connosco que vem já da Caderneta de Cromos ao Vivo no Coliseu de Lisboa, onde fez um inesquecível one man show. Uma honra tê-lo a bordo desta nossa maquineta do tempo.
Até dia 23 decorrem duas pré-vendas, uma nas lojas FNAC, outra nas lojas Sonae (Continente, Book.it, Worten).
A da FNAC é assim:
Convém sublinhar que o pacote com os 100 cromos autocolantes continuará disponível depois da pré-venda FNAC; deixam é de ser grátis, a partir de dia 23.
A pré-venda das lojas Continente, Book.it e Worten é assim:
Parece que ainda foi ontem. Mas a verdade é que a Caderneta de Cromos está a caminho do primeiro aniversário - e andamos a magicar umas comemorações com a sua laracha para dia 23 de Novembro. Para os fãs da Caderneta que foram ao Coliseu de Lisboa, tenho uma mini-prenda antecipada - um singelo making of da rábula de abertura da Caderneta de Cromos ao Vivo. A todos os que vão ver o espectáculo no Porto, no próximo dia 27, aconselho que vejam isto só depois do show.
Uma coisa é certa: o ano um da rubrica é festejado com o lançamento de um pedaço bastante retro de merchandising a que chamámos A Minha Agenda da Caderneta de Cromos, em sentida homenagem à lendária A Minha Agenda RTP, que toda a gente, em determinada altura da sua infância, achou essencial possuir. Como eu nunca tive tal coisa, criei uma! Criei-a com a Patrícia Furtado e a editora Objectiva - uma útil agenda que, sim, é mesmo a sério, apesar de estar artilhada de pequenos pedaços do universo da Caderneta de Cromos, ornamentando as suas intemporais páginas. Intemporais, porque esta agenda pode ser usada em qualquer ano - não apenas 2011. Se vos apetecer usá-la só em 2012 ou, se não acreditarem na profecia inca do fim do mundo e se arriscarem guardá-la para 2037, ela continuará válida. Eis a capa:
E para quem tem curiosidade para saber como é ela por dentro, aqui está um pedaço de uma das suas páginas, com o tipo de dica e informação preciosa e útil que se espera de uma agenda de prestígio:
A agenda é mais um rico trabalho gráfico da Patrícia Furtado e, para além da sua natureza de agenda pura e dura, é uma espécie de expansão do universo do livro da Caderneta de Cromos. Ou, para ser pretensioso, uma, vá, companion piece. Chiça. O preço é catita - 8 euros e meio. A data de lançamento é o dia do 1º aniversário da rubrica - 23 de Novembro. Ou seja, terça-feira que vem.
Alguns dias mais tarde, outra peça fundamental do universo da Caderneta é lançada. É, provavelmente, a peça de merchandising mais egoísta da História: mesmo que ninguém compre, já ninguém me tira a honra gigantesca de ter co-concebido (isto parece gaguez, mas não é) um jogo com a mais mítica empresa portuguesa de brinquedos e jogos - a mui adorada Majora. De novo com as ilustrações da Patrícia, criámos uma espécie de reinvenção do clássico Jogo da Glória a que chamámos... bom, Jogo da Glória da Caderneta de Cromos. Tem o espírito do jogo clássico, mas a Majora deu-nos toda a liberdade para reescrever e tornar mais delirantes, competitivas e até físicas, as regras desse sucesso perene da empresa. O resultado é mesmo uma fusão inédita entre o espírito tradicional de um jogo de tabuleiro e o espírito, hum, coiso, da rubrica da Rádio Comercial.
Aqui, o momento em que eu e a Vanda Miranda apalpámos, emocionados, pela primeira vez, a caixa do jogo, na reunião que tivemos na terça-feira com o Pedro Oliveira, da Majora, para ultimar os detalhes. A maior emoção foi ver o clássico logotipo da Majora na tampa de um jogo baseado numa rubrica minha!
(Esclarecendo todas as dúvidas que esta foto suscitou entre os seguidores da Caderneta no Facebook: esta foto foi tirada na sala de reuniões das Produções Fictícias e o cartaz lá atrás é de uma peça de teatro chamada Conspiração (e não apenas Piração), escrita pelo Nuno Artur Silva.)
Tal como aconteceu com o livro da Caderneta de Cromos, a FNAC associou-se à Objectiva e à Majora para fazer pré-vendas destes dois novos artefactos do planeta Caderneta. Mais tarde eles estarão disponíveis em todo o lado, mas neste momento já há uma página da loja online da FNAC onde está reunido todo o universo cromo e onde pode ser feita a pré-encomenda da agenda e do jogo. Está tudo aqui.
Por volta das 16h de hoje estávamos a simular, à volta de uma mesa, num gabinete recôndito no edifício da Rádio Comercial, a Caderneta de Cromos ao Vivo. Foi divertido - só faltaram lá vocês, que compraram bilhete e que vão ser parte indispensável na festa. E foi útil para ver o que funciona e não funciona, o que ainda pode ser alterado (apesar de estarmos a tão pouco do raça do espectáculo!) e também para termos as inevitáveis desilusões provocadas pelo habitual pequeno poder - sim, houve editoras que, infelizmente, não nos autorizaram que usássemos no espectáculo porções de músicas e videoclips dos 80s (e eram apenas segundos, nem sequer era na íntegra!) que iriam enriquecer algumas piadas. Obrigadinho por isso. Não esquecerei tamanha amabilidade!
Enfim, o show funcionará na mesma sem o material que nos foi vedado e tem tantos momentos que pretendem surpreender-vos que só vos posso mostrar vinte segundos das horas que lá passámos hoje:
Sim, o Vasco vai tocar guitarra. A guitarra parece ter o tamanho normal nas mãos do nosso pequenino colega, porque é, na verdade, uma guitarra microscópica. Precisei de uma lente especial para filmar este vídeo, mas penso que se vê tudo bastante bem.
Enquanto todos vós descansais que nem uns nababos, há muito boa gente a trabalhar no duro durante o fim-de-semana para que 2ª feira as coisas estejam todas em ordem. A minha homenagem para a equipa da Media Capital Entertainment; para a da Neon Media, responsável pelos vídeos que vamos apresentar; para a Patrícia Furtado, que ainda está a retocar bonecadas; e para o David Fonseca, que prepara uma revisão do tema musical Crómó.
E uma vez mais, para todos os que forem, na 2ª feira, ao Coliseu - tragam Peta Zetas. Um pacote por cabeça. Vendem-se em bombas de gasolina, tascas, mercearias e um ou outro supermercado. Tentámos tudo por tudo para contactar o distribuidor nacional das Peta Zetas, de modo a sermos nós a fornecer as Peta Zetas aos espectadores, mas não obtivemos resposta, o que é pena e obriga a este plano B: tragam Peta Zetas, que estamos com uma ideia com a sua laracha. Até lá!
Poucos dias até ao show de Lisboa e todos os envolvidos andam numa roda viva para assegurar que nenhum dos 145739 pormenores de que é feita a Caderneta de Cromos ao Vivo falha. Eu tramei a vida a uma quantidade insana de pessoas, com isto. A Patrícia Furtado, ilustradora do livro da Caderneta de Cromos e criadora de todo o look da rubrica, até doente teve de trabalhar. O David Fonseca, também recém-engripado e ainda na ressaca das rodagens do seu novo videoclip, está a trabalhar na banda sonora da coisa. E penso que a equipa da Media Capital Entertainment não deve, actualmente, dormir ou ver as suas famílias. Tudo em prol da causa croma.
É que há tanto acontecimento, tanto material vídeo, tanta loucura a acontecer em palco, tanto adereço demente, que é fácil que se dê o efeito dominó e uma peça mal posta derrube todas as outras. Não há-de ser nada. Estamos a trabalhar com uma equipa de produção experiente e para quem parece haver poucos impossíveis (pouco do meu texto original teve de ser alterado, o que é o paraíso), conseguimos dois convidados especiais de sonho - ainda é surreal, para mim que cresci nos anos 80, que aquelas duas pessoas tenham aceite o desafio e que eu ande em telefonemas e trocas de SMS com elas à conta disto - e, basicamente, tudo pode acontecer. A maravilha deste espectáculo é o gozo que dá pegar na "mitologia" da rubrica radiofónica, em algumas histórias conhecidas de todos os que nos ouvem há quase um ano e conhecem o livro, e transformá-las em algo novo e surpreendente. Para mim estava fora de questão que a Caderneta de Cromos ao Vivo fosse uma mera leitura de textos de rádio conhecidos. Vamos revisitar momentos familiares e dar-lhes uma dimensão visual e, em alguns casos, quase épica (como no momento em que a minha integridade física é posta à prova em pleno palco).
O material vídeo está a ficar um mimo. Vontade não me falta de revelar algo sobre ele, mas quanto menos souberem, melhor. Mas digamos que em tantos anos de existência, nunca o Coliseu dos Recreios presenciou momentos tão bizarros como os que serão apresentados em alguns dos vídeos que fazem parte do espectáculo.
Dito isto, está na altura do...
GRANDE APELO À PETA ZETA!
Eu sei que vocês, que já pagaram bilhete, não quererão gastar nem mais um tostão no nosso show. Mas acreditem que isto vai valer a pena. O que peço é que cada pessoa que vai ao Coliseu na próxima 2ª feira à noite, faça o possível por levar consigo uma embalagem de Peta Zetas. Não são assim tão difíceis de encontrar - há inúmeras bombas de gasolina / tascas / pastelarias que vendem a famosa iguaria explosiva - e um pacote do lendário produto é coisa barata. Tentem trazer. E depois logo verão o que vamos fazer. Obrigado por isto - e por irem ver o show na 2ª feira.
Quem chegou tarde e já não encontrou bilhetes, não desespere. Há sérias hipóteses de levarmos a Caderneta de Cromos ao Vivo a outras paragens, depois dos espectáculos de dia 15 e 27. E consta que a coisa vai ser gravada para posterior transmissão / edição DVD. De alguma forma isto há-de vos chegar à vista, ao vivo ou não!
O texto do espectáculo Caderneta de Cromos ao Vivo, que levamos ao Coliseu de Lisboa no dia 15 de Novembro e ao do Porto no dia 27, é das coisas mais épicas e desmesuradamente ambiciosas que já fiz - o que é ampliado pelo facto de estarmos a trabalhar batendo todos os recordes de rapidez (mas era as datas que havia disponíveis!). A todos os fãs da rubrica que compraram bilhetes, agradeço a confiança no nosso trabalho - suponho que, na altura em que soltaram o dinheirinho, a interrogação "mas como é que é que aqueles tipos vão transformar uma rubrica de 10 minutos num espectáculo de Coliseu?" vos tenha assaltado a mente, e assaltou bem.
A ideia é que, sem perder nada do que vos faz gostar da rubrica na Rádio Comercial, o espectáculo possa apresentar alguns greatest hits da rubrica como ninguém os viu (ou imaginou que os viria a ver) antes. A produção é da Media Capital Entertainment, que tem larga experiência no showbiz para tornar realidade muitas das minhas ideias mais dementes e, pelo meu lado, trouxe as colaborações de duas pessoas imprescindíveis: o Jorge Vaz Gomes, realizador dos sketches do meu programa no Canal Q, ShoWMarkl, que vai realizar tudo quanto é conteúdo vídeo do espectáculo (e vai haver muita coisa gira para ver no ecrã que contracena connosco) e a Patrícia Furtado, que vocês conhecem como a autora das ilustrações do livro da Caderneta de Cromos, a responsável pelo design e pelos detalhados desenhos dos 100 cromos do livro, será a responsável pela cenografia, animações e todo o look do espectáculo - a verdade é que queremos que quem alinhe connosco naquelas duas noites se sinta totalmente mergulhada não só no ambiente da rubrica da Comercial, mas também no do livro. O resto pretende dar poucos minutos de descanso ao espectador (no bom sentido, calma), e tentar atirar-lhe o maior número de surpresas - e quando digo "atirar", em alguns casos é literal. Mas ninguém se vai aleijar, não se preocupem. Estamos a trabalhar para que isto seja uma diversão do cacete para vocês e para nós. E isso inclui que, a dada altura, haja um momento em que, tudo correndo bem, irei pôr em risco a minha integridade física em palco. Gulp.
Os bilhetes estão a voar, mas ainda há alguns - confiram aqui.
A Caderneta de Cromos ao Vivo e o livro da Caderneta de Cromos (que está a ser um sucesso pelo qual vos agradeço) são as primeiras expansões da rubrica para fora do seu formato de origem, mas até ao fim do ano vai haver mais - e ontem, no evento onde eu e a Patrícia Furtado estivemos, no Casino da Figueira da Foz, anunciámos em primeira mão as duas próximas encarnações da Caderneta, que muito gozo deram a criar...
A MINHA AGENDA DA CADERNETA DE CROMOS
Numa homenagem sentida à lendária A Minha Agenda - e porque nunca tive nenhuma - irá em breve surgir nos escaparates a genuína agenda da Caderneta de Cromos, com as ilustrações da Patrícia, toneladas de efemérides que vão do relevante ao parvo e, pasme-se, aquilo funciona mesmo como agenda! É uma ousadia, numa era em que temos tendência para enfiar todos os nossos compromissos no telemóvel, criar uma agenda old school, inspirada nas agendas das nossas infâncias, mas achámos que seria divertido juntar ao universo da Caderneta de Cromos a nossa própria A Minha Agenda. Agora já sabem que, para o Natal, de presente, la la la la...
E há ainda uma coisa muitíssimo apetitosa que nos uniu, com grande orgulho, a uma das empresas mais importantes da nossa infância - a Majora! Nada mais nada menos do que...
O JOGO DA GLÓRIA DA CADERNETA DE CROMOS
Foi um gozo criar isto com a Majora e irá, em breve, estar nas lojas da especialidade, numa caixinha toda pipi e pronto para unir a família em torno de um tabuleiro que cruza o clássico Jogo da Glória da nossa infância, com o universo da Caderneta de Cromos. Sem querer revelar muito para não estragar as surpresas: sim, a Majora deu-nos carta branca para alterarmos as regras e tornarmos a experiência mais alucinante, e os peões de jogo, em vez de serem as banais marcas coloridas dos anos ontem, são as figuras da equipa da manhã - bonecos muito divertidos da minha pessoa, do Pedro Ribeiro, da Vanda Miranda e do Vasco Palmeirim, desenhados pela Patrícia, aos quais ela juntou (porque, se bem se lembram, todo o jogo da Majora é para seis jogadores) mais duas personagens, a Samantha Fox e a Kim Wilde! O tabuleiro está um mimo e a ideia do jogo é conseguirmos atravessar as 90 casas, escapando de diversas humilhações, e sermos os primeiros a chegar à casa central - a Idade Adulta. Pelo meio, juntámos provas impensáveis. Em breve saberão mais. Parece-me que é a primeira vez na História da Humanidade que um programa de rádio tem o seu próprio jogo de tabuleiro oficial! (E vai ser uma galhofa jogá-lo, podemos assegurá-lo.)
Não se preocupem os profetas do apocalipse. Haver merchandising não significa vender a alma ao Diabo. Significa que cada objecto está a ser trabalhado com o mesmo cuidado que qualquer edição diária da rubrica e que não vai haver cuecas, peúgas ou roupa de cama da Caderneta. Só as coisas que nos permitam ser tão criativos como a rubrica ou o livro. Os fãs merecem ser tratados com dignidade e criatividade!
Pois não. Decidimos abraçar o desafio que nos foi proposto de transformar a Caderneta de Cromos numa celebração ao vivo e, naquilo que é tão arriscado que chega a ser mais ou menos equivalente a praticar desportos radicais sem capacete e, em particular, bungee-jumping com cordéis em vez de elásticos, vamos montar um show em tempo recorde e tentar proporcionar às pessoas que já compraram bilhete uma noite que transforme a história de amor que há entre a rubrica da Rádio Comercial e os ouvintes em algo mais do que um simples romance platónico. Ou seja, nos dias 15 de Novembro no Coliseu de Lisboa e 27 de Novembro no Coliseu do Porto vamos, por fim, fazer o amor. Isto é uma metáfora estranha, mas parece-me bastante eficaz.
Dizem-me que já muita gente comprou bilhete. Portanto, oficialmente, a coisa deixou de estar no domínio do "vamos lá ver o que se faz" para passar para o domínio do "temos de fazer uma g'anda coisa". É o que está a ser magicado: queremos que a Caderneta de Cromos ao Vivo seja o mais próximo que se consegue, hoje em dia, de transformar míticas salas clássicas de espectáculos do país em máquinas do tempo. E vai ser interactivo de formas nunca antes tentadas. Sim, não vamos querer que o público fique só recostado passivamente - vocês vão ser parte do show, mas não se preocupem, não somos os Fura Dels Baus. Acontece que a Caderneta de Cromos sempre foi, desde a 1ª hora, uma rubrica feita em ping-pong entre este lado e esse lado. Por isso, digamos que a coisa vai ser envolvente.
No palco, estarão este que se assina, o Pedro Ribeiro, a Vanda Miranda e o Vasco Palmeirim. E estamos a fazer os devidos contactos para ter algumas das mais inesperadas special guest stars da História. Parece-me, visto daqui, que vai ser divertido para vocês e para nós. Embora, para nós, seja também o terror. Mas partir uma perna, diz que é pior.
Na semana passada aconteceu a noite longa da FNAC Colombo, para assinalar a noite em que o livro da Caderneta de Cromos saiu para a rua; mas quem não pôde estar nesse evento, pode ir agora às duas festas de lançamento que estamos a preparar para Lisboa e Porto. Aconselho-vos, por isso, que, caso estejam interessados em juntar-se a mim, ao Pedro Ribeiro, à Vanda Miranda, ao Vasco Palmeirim, e à Patrícia Furtado, a ilustradora que criou os magníficos cromos da Caderneta, preparem-se para agir. Eis as instruções!...
Dia 12 de Outubro, 3ª feira, 21h30, no Urban Beach, do Grupo K, em Lisboa:
O evento apresenta o livro com as participações da equipa do Programa da Manhã da Comercial, da Patrícia Furtado e do venerável criador do tema musical da Caderneta de Cromos, o superstar David Fonseca, que fará um DJ set com vinis trazidos directamente dos 80s e que incluem 12 polegadas e tudo.
Os convites para este arraial luxuriante podem ser pedidos na Rádio Comercial (Rua Sampaio e Pina, 24-26, em Lisboa, perto do liceu Maria Amália) ou recolhidos numa das principais livrarias, a partir de 2ª feira.
Haverá um consumo de 6 euros por pessoa, com direito a uma bebida.
Para nos armarmos em diferentes, os convites são válidos não para duas, mas para três pessoas.
A confirmação é obrigatória até ao dia 11 de Outubro, através do email correio@objectiva.pt ou através do telefone 214 246 903.
Dia 19 de Outubro, 3ª feira, 21h30, no Twins da Foz, no Porto:
A equipa matinal da Comercial e a Patrícia Furtado juntam-se para apresentar o livro da Caderneta de Cromos na bela Invicta.
Os convites podem ser pedidos na Rádio Comercial, nos estúdios de Lisboa ou do Porto, ou recolhidos numa das principais livrarias, a partir de 2ª feira.
São também válidos para três pessoas.
Haverá um consumo obrigatório com direito a uma bebida.
Pede-se confirmação obrigatória até ao dia 18 de Outubro, através do email correio@objectiva.pt ou através do telefone 214 246 903.
Quem não fica a jeito de ir em Lisboa ou ao Porto nestas datas, não desespere - vai haver mais eventos, entre apresentações e autógrafos, noutras zonas do país e eu irei aqui anunciando.
E AGORA, UM TEASER IMPORTANTE!
Para as pessoas que se lamentam de ter comprado o livro da Caderneta de Cromos depois da pré-venda ou noutras lojas onde não havia cromos de oferta, lanço a questão: e se, de repente, os cromos que foram gratuitos para os sortudos que fizeram a pré-encomenda do livro, nas lojas FNAC, deixassem de ser gratuitos (vá, nem tudo podem ser boas notícias; mas o preço não é antipático) e pudessem passar a ser comprados, os 100, de uma vez, num pack completamente independente do livro? Hem? Hem?
Os cromos coloridos ilustrados pela Patrícia Furtado tiveram tanto impacto junto do público e há tanta gente a pedir que eles regressem, que nos pareceu cruel (e mal empregado para o tremendo trabalho que a Patrícia teve) não encontrar uma solução para fazer chegar cromos finamente impressos a todas as pessoas que os querem. Dentro de dias, vai haver novidades sobre isto. Aguardem!
(Quem não quiser comprar cromos, prepare-se para fazer o download e a impressão dos mesmos dentro de alguns dias, aqui, onde começarão a sair em carteirinhas virtuais.)
Só agora tenho um mísero pedaço de tempo para falar do que aconteceu na FNAC Colombo, na madrugada de quinta para sexta-feira passada. E não tenho dúvidas de que foi a maior sessão de autógrafos em que já estive. Estava muita, muita gente.
Que é como quem diz: mesmo as maiores sessões que houve no tempo do Homem Que Mordeu o Cão - e houve-as bem grandes - não foram tão grandes como esta. Foi esgotante (saímos do Colombo já passava das 4 e meia da manhã), o calor era infernal (impossível manter o blazer branco de Don Johnson muito tempo), mas foi divertido: esboçou o que pode vir a ser um espectáculo ao vivo da Caderneta e foi uma calorosa e afectuosa reunião entre ouvintes, leitores, e as pessoas que fazem a rubrica e o livro.
Isto é como a FNAC é às 4h30 da manhã, depois de toda a gente ter saído. A sério, é um lugar surreal.
Obrigado a todos os que lá estiveram; aos que não puderam estar, não se preocupem, não faltarão oportunidades para estarem em próximos eventos de promoção do livro. E obrigado à FNAC pela simpatia de terem oferecido esta espécie de troféu a mim e à Patrícia Furtado, autora das ilustrações do livro, comemorando a maior pré-venda de sempre da História da FNAC.
A Rádio Comercial montou um vídeo de 11 minutos com momentos do evento. Podem vê-lo aqui. Houve desfile de memorabília rara das décadas de 70 e 80. O dono do objecto mais celebrado pela multidão ganhava o estaminé que a FNAC usou para vender o kit da pré-venda durante as últimas semanas, autografado pela equipa. Venceu o António Russo, que ainda hoje usa uma invulgarmente estimada manta da Heidi, absolutamente vintage, para aquecer a filha recém-nascida. A petiza tem, agora, a decoração de quarto infantil mais bizarra de sempre, mas por acaso não fica nada mal, como podem ver pela foto que o António mandou, do aconchego do lar.
Agora o livro está em todo o lado - e antes do dia de lançamento já estava na 3ª edição (chiça!) o que é incrível e me faz, de novo, agradecer o vosso entusiasmo por esta aventura radiofónica que, em Novembro, irá completar um ano de existência (e parece que foi há 15 dias que começou, caramba). Para que percebam o grau de perfeccionismo que anda a ser posto em tudo o que tem a ver com a Caderneta de Cromos, notem no falso autocolante de "3ª edição" que a Patrícia acrescentou - com ponta revirada e tudo - na capa da 3ª edição. É falso porque não é, na verdade, um autocolante - assim como as famosas dobras da capa também não o são - mas é verdade que já chegámos, sem saber bem como, à 3ª tiragem do livro!
Em breve começam as sessões de apresentação e autógrafos e aqui - e também no Facebook da Caderneta - se irá dando conta de tudo o que vai acontecendo. Quanto aos cromos coloridos, não se esqueçam que, em breve, poderão fazer o download deles, em carteirinhas virtuais, no site oficial do livro, dentro do site da Editora Objectiva. Inscrevam-se para serem avisados da publicação de novos cromos. Coleccionem, que nem uns malucos!