Quando, na verdade, pretendem mandar mensagens ao respectivo cônjuge! Sim, é a mais recente produção videográfica de casa-de-banho transmitida para o mundo a partir da Casa Galvão Markl.

 

 



Eu e a Ana temos feito alguns videos para os nossos Facebooks que não só nos têm divertido muito a fazer, como, pelos vistos, tem divertido muito boa gente que os vê via o Livro das Caras. Agora andamos a pô-los no You Tube. É o caso deste, sobre os primeiros dias de trabalho da Ana após a licença e a minha extraordinária competência para cuidar do bebé!

 

 

Em breve haverá mais aqui!



Justifica-se a confecção de uma video coisa, sobretudo depois de um telefonema para um serviço de atendimento cuja funcionária, pura e simplesmente, não atinava com a maneira correcta de escrever o meu apelido. Inclui um espectáculo de luz, som e cor.

 



Há que dizê-lo: o Porto é onde se concentram os meus mais expansivos e calorosos admiradores. De todas as vezes que lá vou, seja em trabalho ou em lazer, os portuenses emanam simpatia (e, afinal de contas, o ponto alto d' O Homem Que Mordeu o Cão aconteceu lá, no Coliseu, quando apresentámos aquilo ao vivo para três mil pessoas capazes de transformar um show intimista, em que três pessoas contam histórias sentadas à volta de uma mesa, numa espécie de concerto rock). Todo esse calor merece retribuição sincera: eu sou fã das pessoas do Porto. E na passada segunda-feira lá estavam elas na Alfândega, para a festança de Noite de São João em que eu e o Fernando Alvim (co-organizador do evento) fizemos o mais eclético e demente DJ set de que há memória e onde, de canções de protesto de Nel Monteiro a Woodpeckers From Space, passando pelo tema do Noddy, tudo foi tocado (lá pelo meio também passámos algumas coisas realmente boas - e não, o Final Countdown dos Europe não está nessa categoria).

 

O que podem ver aqui em baixo é o delírio dessa noite condensado em 13 minutos de pura emoção. Inclui pessoas com diferentes níveis de álcool no organismo dizendo coisas com diferentes níveis de nexo, três indivíduos perdidos dentro do edifício da alfândega (porque um deles convenceu os outros de que havia lá dentro janelas de onde se via melhor o fogo de artifício), fogo de artifício, carrinhos de choque e, infelizmente, apenas uma porção muito breve da lenta e tortuosa saída do recinto da festa, às quatro da manhã, com o nosso carro a empatar constantemente o trânsito (já de si caótico) precisamente porque os fãs nortenhos não paravam de nos travar o caminho para conversar, tirar fotografias e pedir autógrafos (houve também um - desgraçadamente, não o captámos na câmara! - que se ofereceu para me levar a um bar de prostituição que ele conhecia e que assegurava que era muito bom). Foi por isso e para que os carros que vinham atrás parassem de nos insultar, que, a dada altura, tive de fazer parte do percurso de cabeça baixa, fingindo que estava à procura de qualquer coisa no chão do carro. Não levem a mal - foi tudo em nome da fluidez do trânsito.

 

Foi uma noite magnífica, embora os nossos planos de dedicar uma porção da música do nosso momento DJ a canções lendárias do Laboratolarilolela tenham saído furados. Esqueci-me que às duas da manhã uma multidão embriagada nem sequer na Ninfa Artemis está interessada, preferindo coisas que, basicamente, saiba cantar. Quando nos atiraram uma garrafa de vinho - uma garrafa de vinho, fosga-se! - achámos que era boa ideia avançar por caminhos mais previsíveis mas mais seguros. Já agora, ao imbecil que atirou uma garrafa de vidro a dois gajos indefesos num palco, há que dizer que é o único portuense que odiamos e a quem desejamos mal - embora me pareça que a esta hora ele já não se lembre que tentou acertar em dois seres humanos com uma garrafa de vinho, o grunho do cacete. O que me consola é que, por tê-la atirado, desperdiçou pinga (sim, a garrafa ainda tinha vinho dentro!). De resto atiraram-nos coisas tipo latas e garrafas de plástico - mas isso é normal e até agradável, quase como uma espécie de beijo da multidão. Uma espécie.

 

 



Convidaram-me para fazer o último episódio de Os Incorrigíveis e eu juntei-me à equipa de Rosa Mota - e que faz comigo, actualmente, os webisódios de Há Vida em Markl - para criar uma das coisas mais estranhas da minha carreira. Sim, estamos a falar de algo que chega a superar os momentos mais impenetráveis de O Homem da Conspiração. O que me soube bem, dado que nos últimos tempos entrei em programas como Operação Triunfo e Dança Comigo e ainda co-escrevi uma letra para o Festival RTP da Canção. Portanto, precisava de um almoço com Bruno Aleixo como de pão para a boca, pelo que recorri aos serviços de Pedro Santo, João Pombeiro e João Moreira e ao conhecimento que eles tinham de Bruno Aleixo, um indivíduo de Coimbra com um problema de saúde que o tornou peludo e que, entretanto, faleceu.

Bruno Aleixo - que, aproveito para relembrar, deixou ao mundo um Hi5 actualmente gerido pela sua família, mas que mantém os textos e a traça originais do peludo indivíduo - é o autor de todo um rol de conselhos práticos para a vida, e nesta edição de Os Incorrigíveis não só fornece dicas preciosas sobre economizar em restaurantes como ainda me propõe um jogo que não ficaria deslocado numa conversa de diner numa fita qualquer do Tarantino. Se o Tarantino estivesse ébrio, claro.

Senhoras e senhores, pronto para as vossas - compreensíveis - mensagens de ódio, eis o encantador registo da minha última conversa com o falecido Bruno Aleixo (R.I.P.). Na qual tenho, como já disse, um estranho orgulho.



Um dia alucinante, senhoras e senhores, composto por saltos loucos entre compromissos - tudo divertido, sim senhor; o preço a pagar é que agora estou aqui com as costas abertas e com os pés a necessitarem urgentemente de abandonar as botas. E já que falo nisso, dêem-me licença para eu as tirar.

...

OK. Estou descalço. Não cheiram mal, os pés. No Verão é sempre pior. Um deles creio que emana até um suave cheiro a rosas. Não, era confusão. Mas não cheiram mal.

O dia começou com a rádio (onde cumpri aquela que começa a ser uma bonita tradição sazonal - passar o imortal clássico de António Severino, Senhor Natal, no Laboratolarilolela (impossível não gostar de um fado que arranca com as poderosas palavras "Roubei / Mas quero devolver o roubo"), e da rádio ala para uma experiência inédita: a Endemol desafiou-me para criar uma rábula sobre o meu Natal para a próxima edição da Operação Triunfo. Escrevi uma pequena odisseia de três minutos sobre a compra de um pinheiro e as peculariadades do Natal no meu lar. A equipa da Endemol deslocou-se hoje a esta Hollywood que é Benfica, para trabalhar na superprodução, que incluiu filmagens duríssimas na minha casa, numa loja de conveniência da Estrada de Benfica chamada Boooom - A Grande Explosão dos Preços Baixos, e no Horto do Campo Grande. Um dos adereços da rábula era este:



O DVD de Música no Coração na sua edição brasileira. No Brasil, o filme chama-se A Noviça Rebelde, o que já deve ter levado muito tarado sexual a alugar este clássico de Robert Wise, na esperança de poder tirar partido dele de maneiras não particularmente cinéfilas. Acabámos por não usar esta capa na rábula, porque poderia distrair o espectador e levá-lo a pensar em pornografia. E há um tempo para tudo. Se querem pornografia, esperem que a Operação Triunfo termine e passem para o canal XXX, onde vi há dias um filme muito giro sobre casais a manterem relações no sensual cenário de uma central nuclear, estando alguns dos actores a envergar excitantes oleados amarelos. Inovador, e capaz de levar um ecologista a imprimir furiosamente autocolantes dizendo "Nuclear? Sim, obrigado. Sobretudo se for com aquela morena de rabo proeminente".

Depois das árduas rodagens do sketch natalício da Operação Triunfo, e onde sou violentamente agredido de uma forma que nunca se viu num programa de televisão de primetime, o emocionante momento em que reencontro a equipa d' O Homem Que Mordeu o Cão para o lendário Almoço de Natal (marca registada). Nós almoçamos muitas vezes juntos ao longo do ano, mas Almoço de Natal só há um, e aqui fica registado, para os fãs dos velhos tempos do Cão, um dos momentos do ano em que fazemos a chamada reunion (embora não propriamente pública, a não ser para as pessoas que estão instaladas nas mesas ao lado da nossa). As comemorações do 10º aniversário continuam na nossa mente, mas estamos seriamente a considerar a hipótese de comemorarmos, em vez disso, o 11º aniversário. 10 é, de facto, um número demasiado redondo para festejar os anos da nossa rubrica de rádio. 11 é um número bicudo e parvo. E estamos à rasquinha de tempo para conseguir concretizar agora todas as operações de comemoração que temos em mente. E mais vale fazê-las mais tarde e bem do que despachá-las a correr agora, só para picar o ponto. Seja como for, aqui fica uma pequena amostra do almoço, contendo novidades sobre projectos para o futuro. Devido às longas horas de filmagem da rábula da OT cheguei tardíssimo ao restaurante e já não pude, infelizmente, conviver muito tempo com o Pedro Ribeiro e a nossa produtora, a Patrícia Pereira, que tinham de ir à vida deles na Comercial. Mas a Maria tinha tempo e lá me fez companhia enquanto ingeri um bife de dimensões industriais.


Uma coisa que tem sempre a sua graça: diz-me o Pedro Ribeiro que, à saída do restaurante, um senhor foi ter com ele, entusiasmado, perguntando "vão voltar a juntar-se?". A gente espera que sim, nem que seja por uma noite, no Tivoli. Estamos a trabalhar para isso. E eu depois dou notícias.

Ao fim do dia, fui acompanhar os senhores José Mariño e Sílvia Alberto, mais o Mariño júnior, o André, e uma amiga deles, a Zé, aos Melhores Sketches dos Monty Python, no Casino Lisboa. É a terceira vez que vejo a peça, e é interessante ver as experiências que os actores vão fazendo à medida que vão estando cada vez mais à vontade naquele universo. Algumas personagens sofreram mutações (que resultam em cheio) e o Miguel Guilherme cada vez dispara o discurso do Papagaio Morto com mais arrebatamento. Em Lisboa, a peça vai estar até 27 de Janeiro; depois eles mudam-se para o Porto, de 19 a 23 de Fevereiro, no Coliseu do Porto.

E pronto, finalmente assentei arraiais. Vou pôr os pés de molho, na pequena maquineta de jacuzzi que o Alvim me ofereceu uma vez nos anos. Isto por acaso agora soou bastante gay. Mas homem que é homem tem tomates para meter os pés numa máquina de jacuzzi, porra. Os meus não cabem bem lá (isto está dependente de vários factores, como o tamanho das unhas numa ou noutra altura), mas aquilo até funciona.

Ah, cacete, uma adenda: Aqui está parte do meu ordenado pela dobragem de Bee Movie...



Sim, uma parte é paga em bonecos do Happy Meal: a Lusomundo mandou-me toda a colecção de abelhas e outros insectos sem ser preciso ingerir uma única amburga (eu prefiro dizer assim, desde que vi a palavra escrita desta maneira há muitos anos, numa legenda do filme Tubarão IV: A Vingança), juntamente com a informação de que, até ontem, a fita tinha sido vista por 197.507 espectadores. Catita.

E agora sim, deixa-me ir pôr os pés de molho. Se eu estiver a segurar uma mine e uma sande de coirato enquanto aquilo borbulha, a minha masculinidade consegue atravessar, incólume, esta provação.


Respondendo aos incessantes pedidos de ouvintes para que mostremos mais do que são os bastidores do nosso programa de rádio na Antena 3, eis um momento nunca antes visto ou ouvido em que, depois de um desabafo meu, pungente, esta manhã, sobre os meus traumas com a dança (e sobre a noite, numa discoteca de São Martinho do Porto, em 1987, em que trucidei os pés de uma colega minha de escola ao som de Phil Collins, na hora dos slows), a minha colega Cláudia Semedo decide ensinar-me a dançar, puxando dos seus galões - ela brilhou em grande estilo há uns tempos, no programa Dança Comigo. À falta de slows àquela hora da manhã, não tivemos outro remédio senão usar o Manu Chao, que estava na altura a tocar. O resultado é decadente, mas as danças da Cláudia são uma delícia.


De maneiras que é este o tipo de coisa que fazemos naquele estúdio. E com o consentimento do director, que se está a rir enquanto filma isto, o raio do gajo!


Ainda hoje espero aqui deixar o pacote de extras do webisódio O Single de Solidariedade, contendo uma cornucópia de bloopers das filmagens desse épico em duas partes com o David Fonseca. Para já, deixo aqui a edição de hoje de Os Incorrigíveis, na qual a lendária personagem que criei com o Francisco Martiniano Palma para a extinta rubrica Ódio Visceral, da não menos extinta SIC Comédia, o psicótico assassino de coração carente e fato-macaco cor-de-laranja, Orlando Panhões, apresenta o seu top das melhores canções da História da Humanidade. O que aqui vêem é uma versão fortemente editada (na verdade filmámos 16 minutos - 16! - de comentários a videoclips que o tempo deseja esquecer, e pode ser que um dia a gente consiga mostrar o director's cut), mas bem dirigida e montada - e em tempo recorde! - pela imparável equipa da PFTV. Obrigado, Ana e Fred e desculpem a nossa verborreia, mas ponham-nos um videoclip do F.R. David à frente e nem eu nem o Panhões nos calamos.


Entretanto, ontem aconteceu no Cinema São Jorge a anteestreia VIP de Bee Movie: A História de uma Abelha. Foi bestial por diversos motivos: porque estamos orgulhosos da versão portuguesa do filme, porque tivemos direito a aplauso entusiasmado da sala, porque me vou estrear no Canal Panda e pude interagir com esse gigantesco urso que a petizada aclama, e porque, acima de tudo, pude ver, ao vivo, um genuíno blusão do Abel Xavier. OK, o Abel Xavier estava dentro do blusão, mas sem dúvida que o blusão suplantou o indivíduo que o vestia. Tive pena de não tirar uma fotografia, mas andava a ser requisitado para entrevistas e a confusão era muita. Mas sim - a espectacularidade cintilante do blusão de Abel Xavier fez-me pensar que faria sentido o Abel começar a cobrar bilhetes para que toda a gente pudesse ver aquele casaco, vinda dos quatro cantos do mundo. Garanto-vos que olhei para o chão, tentando perceber se ele tinha o blusão ligado com um fio a alguma tomada. E admito que olhei para o chão também porque já estava a ficar ofuscado.

Não tendo fotos, esta foi a mais interessante que encontrei na net.



Aconteceu nas Manhãs da 3, hoje, quando o Marco Horácio encarnou o Rouxinol Faduncho para interpretar esta castiça cantiga de Natal...


Não sei ouviram o resto da emissão, mas os músicos que o Marco trouxe eram génios puros, capazes de construir um belo arranjo fadista instantâneo para qualquer canção que lhes pedíssemos. Ficou-me na cabeça, em particular, a versão de Creep, dos Radiohead ("Sou um crepe / Uma tosta mista / Um rissol de camarão / Sou uma empada"). Obrigado ao shôr Horácio por lá ter ido!


Nada há de mais saudável do que um homem feito manifestar publicamente a sua admiração pela obra dos Bee Gees em geral e de Robin Gibb em particular. Eis Zé Diogo Quintela, elemento dos Gato Fedorento e, com Nuno Miguel Guedes, 50% da equipa Dois DJs do C***lho, esta manhã, na Antena 3, dissertando sobre o criador de Juliet (1983). Destaque para o facto de, num curtíssimo período de tempo, eu conseguir confundir todos os Bee Gees, entre vivos, mortos, dotados de melhor ou pior dentição.





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Olhem para o que eu ando a fazer
Caderneta de Cromos - 2ª a 6ª feira, 8h45 e 9h45
(o clube de fãs no Facebook)

PRIMO - Sábado às 12 e Domingo às 23h00
(site do programa)

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