Ei-lo, finalmente, após alguns contratempos de pós-produção que, felizmente, se resolveram!
Em Mamas!, o oitavo volume da webisódica saga Há Vida em Markl, eu - casado, porque convinha, para o desenrolar da história, que o Markl dos webisódios tivesse esse estado civil - deparo-me com um violento trauma envolvendo seios femininos. Tudo começa quando, por acidente, eu vejo a cena tórrida que a Cláudia Semedo, minha colega de todas as manhãs, interpreta perto do início do filme O Crime do Padre Amaro. Só uma bizarra sessão de terapia com a Maria de Vasconcelos conseguirá resolver o problema - pelo menos até o meu destino se cruzar com um taxista peculiar (interpretado pelo André Toscano).
(Os amantes de ironia cor-de-rosa apreciarão saber que este webisódio foi filmado pouco tempo antes do começo de um certo namoro, assaz badalado por alguma imprensa. E que, por isso, há uma cena que ganha toda uma nova mística, olhada agora à distância.)
Fusão esquizofrénica de erotismo com psicodrama com musical e, finalmente, com thriller (e com Julio Iglesias), o oitavo webisódio foi escrito por mim e pelo Pedro Santo com contribuições de texto do Francisco Martiniano Palma, da Maria de Vasconcelos e do João Pombeiro. O Pombeiro, uma vez mais, realizou e editou a obra.
Atenção: a história só termina depois do genérico final.
Algumas notas prévias sobre este desfecho chocante do drama iniciado no webisódio anterior: esta história, O Single de Solidariedade, não foi pensada para ser contada em duas partes, mas sim como um webisódio único, inteiro. No entanto, ficava longo demais para este formato, pelo que tivemos de improvisar a separação da narrativa em dois. Eu ainda preferiria ver esta parte incluída na anterior (acho que a primeira parte sobrevive melhor sozinha do que esta - um dia teremos de fazer o director's-writer's-star's cut, tipo Kill Bill inteiro), mas tendo em conta esta contrariedade, acho que o João Pombeiro, o nosso perfeccionista realizador e editor, fez um belo trabalho de montagem e ainda demos uma mais-valia a uma coisa tão burocrática como o momento "previously on Há Vida em Markl" (o resumo do capítulo anterior), ao convidar o inimitável e arrebatador João Moreira, cujo trabalho começou na RUC, tendo-se estendido depois ao programa da SIC Radical Boa Noite Alvim e ao muito aconselhável blog Pomada Indiana. Ouçam bem a sua peculiar maneira de contar o que se passou na primeira parte e perceberão que nasceu uma estrela.
O momento mais chocante deste webisódio está depois do genérico final. Preparem-se. E em breve vamos revelar uma miscelânea de outtakes, um video musical (de uma versão muito peculiar da canção The 80s) e ainda uma entrevista feita ao David Fonseca pela PFTV no dia das filmagens. Obrigado pelo vosso entusiasmo em torno deste webisódio duplo. A malta tem um certo orgulho neste trabalho, lá isso tem.
Como sempre, o argumento de O Single de Solidariedade foi escrito a meias por mim e pelo Pedro Santo.
Eis o sexto volume desta saga, onde tento convencer David Fonseca a alinhar num projecto absolutamente pioneiro de junção entre música e comédia em nome da solidariedade. Mas será que o artista de Someone That Cannot Love não terá, afinal de contas, um Cold Heart? Esta é a primeira parte de uma aventura musical apaixonante, revelando todo um David Fonseca desconhecido - e também a mestria que eu possuo quando toca a assobiar coisas na canção Superstars.
Um terrível síndroma ataca os homens portugueses, transformando-os em chefes de família de 55 anos mesmo que tenham 36 anos e não tenham filhos. Para o horror dos seus colegas e amigos Francisco Martiniano Palma e João Quadros, o indivíduo que dá pelo nome de Nuno Markl começa a apresentar inquietantes sintomas de que está a ser assolado pelo virus das Coisas de Pai, neste bonito conto de sete minutos sobre os horrores do envelhecimento, escrito por Pedro Santo e por este que se assina, e realizado por João Pombeiro.
Eis o desfecho trepidante desta aventura envolvendo Toy e uma violenta espécie de justiça divina, neste verdadeiro conto moral que é este díptico de webisódios de Há Vida em Markl. Um forte agradecimento à equipa do supermercado Santa Cruz de Benfica por nos deixarem transformar o estabelecimento numa pequena Hollywood!
Finalmente, depois de todas as intempéries, o webisódio 3 vê a luz do dia. Antes de o verem, acompanhem-me no desfilar dramático de problemas, desde os maiores aos mais ridiculamente pequenos:
- O webisódio é filmado. Nesse mesmo dia, constata-se que o som de uma das sequências-chave está arruinado - apenas um longo e incómodo apito; - Foi encontrado por fim um dia em que toda a gente estava disponível para refilmar a sequência, e a sequência é refilmada; - Durante a montagem, constata-se que os habituais ficheiros do genérico final, de repente, não funcionam. O programa de montagem pura e simplesmente não os aceita. Tentativas e mais tentativas são feitas - em vão; - Depois de um gigantesco atraso, o webisódio fica finalmente pronto e é-me enviado esta madrugada. No blog, faço a promessa que ele estará online às 11 da manhã; - Chamo um táxi às 10 e 30 da manhã. A habitualmente pontual viatura da Teletaxis chega com um atraso avassalador e inexplicável; - Corro para o computador ao chegar, tarde e más horas a casa, para constatar que a minha zona de trabalho está a sofrer uma limpeza profunda por parte da minha mulher-a-dias. Pego no portátil e nos fios e vou a voar - quase literalmente - para o andar de cima, onde há espaço e tomadas - uma vez que a bateria do meu portátil está fanada; - No momento em que preparo o upload do webisódio, um curto-circuito - os três quadros de electricidade da minha casa vão à vida. Pensa-se que pode ser uma avaria no bairro todo; - A EDP diz que não há qualquer avaria no bairro e um funcionário é enviado a minha casa; - O funcionário descobre que o problema eléctrico está num dos projectores do jardim, que em três anos nunca deu uma porra de um problema - até precisamente ao dia de hoje e à hora específica em que preparava o upload do webisódio; - Por fim, resolvidas as crises, o webisódio é colocado na net.
Este webisódio não tem genérico final pelas razões acima referidas, mas não é grave, uma vez que se trata de uma saga em duas partes. Todos os nomes dos envolvidos nesta obra virão no final do quarto webisódio (a segunda parte desta aventura).
Apreciem a obra!
Será que o artista vai ouvir o massacre na repetição da tarde? Não perca a segunda parte desta saga - que inclui um aparatoso stunt. Se a maldição se mantiver, poderei morrer nele e tudo, tipo Brandon Lee.
Aqui está ele, senhoras e senhores - o segundo volume desta enciclopédia sobre a vida Markliana chamada Há Vida em Markl: Os Webisódios. O conteúdo deste webisódio é inspirado em factos reais - e sendo o protagonista de um deles o meu colega de escrita Francisco Martiniano Palma (a.k.a. Orlando Panhões), com a sua obsessão-compulsão relativa ao estado das coisas que compra (nomeadamente CDs), achei que teria mesmo de ser ele a fazer o papel dele próprio. Porque só há um Francisco Martiniano Palma.
Obrigado aos leitores deste blog que aparecem em pequenos papéis de figuração pelo webisódio fora!
E obrigado à Carla Salgueiro, ao Nilton e à Ana Galvão por alinharem nesta pequena aventura.
O comentário (que não audio): Antes de mais, obrigado pela vossa reacção entusiástica a este primeiro volume dos webisódios. Foi feito com amor, carinho, suor, risco de constipações e acidentes rodoviários. Respondendo às questões: na última cena, sim, era eu a conduzir a viatura. Ou quase isso. Eu ia com as mãos no volante, sim senhor; o carro ia em ponto morto depois da Inês o destravar. E já que se fala em Inês, e respondendo a outra questão, sim - ela contracenou de forma hilariante no famoso sketch dos Gatos, A Bela e o Mestre de Obras, e há muito tempo que participa nos programas do Gato Fedorento, estando presente em vários outros clássicos do grupo.
Neste minúsculo excerto extraído do webisódio 1 do Há Vida em Markl eu, durante uma workshop nas Produções Fictícias, tento convencer-me a mim próprio que existem mais pessoas para além de mim que não possuem carta de condução. Amanhã, tudo será revelado!